|
Música | Dança | Performance
NORA CHIPAUMIRE | 100% POP2020-02-26
Interpretação | nora chipaumire, Shamar Watt, Atiyyah Khan e Kris LeeConceito sonoro e direção artística | nora chipaumireDJ vinil | Atiyyah KhanDJ digital | Shamar Watt e Kris LeeDesenho de som | Antek MantorskiDir...
NORA CHIPAUMIRE | 100% POP
2020-02-26
![]() Interpretação | nora chipaumire, Shamar Watt, Atiyyah Khan e Kris Lee Conceito sonoro e direção artística | nora chipaumire DJ vinil | Atiyyah Khan DJ digital | Shamar Watt e Kris Lee Desenho de som | Antek Mantorski Direção técnica | Roderick Murray Texto e letras | nora chipaumire Cenografia | Ari Marcopoulos, Kara Walker e Matt Jackson Studio Desenho de luz e figurinos | nora chipaumire Coprodução | The Kitchen, Crossing the Line Festival e and Quick Center for the Arts at Fairfield University Apoio | Fondation d’entreprise Hermès no âmbito de New Settings Program Grace Jones é talvez a primeira estrela que era negra, feminina e sem desculpas pela sua presença pela qual me apaixonei. No trabalho 100% POP, regresso às formas como a informação e o conhecimento são ou foram adquiridos por aqueles que cresceram em tempos menos livres - em épocas da revista Drum, de emissoras africanas, barras de cor, pobreza, conexões ativas a estilos de vida rurais e urbanos. Abordamos tudo isso misturando sons de faixas de Grace Jones, música chimurenga do Zimbábue, dub e Black Noise. nora chipaumire 100% POP é uma homenagem a Grace Jones, a famosa cantora, atriz e modelo. Como superestrela negra, Jones teve uma profunda influência na cultura pop e introduziu uma nova imagem do corpo negro. Num monólogo repleto de energia que combina voz, dança e música, nora chipaumire fala sobre a descoberta de Grace Jones durante a sua juventude no Zimbábue e no seu desejo de independência. 100% POP é igualmente uma peça sobre a emancipação do corpo negro em que chipaumire abraça e desafia estereótipos relacionados com o seu significado e representação. Tendo herdado a condição histórica e política do Zimbabué, chipaumire usa o seu trabalho para desconstruir preconceitos sobre o corpo negro e examinar a sua emancipação no palco recuperando autoretratos, biografias e imagens de libertação e independência como material de investigação. Para a artista, nascida sem propriedade, nome ou classe, o corpo performativo poderá ser uma via para uma possível salvação, um manifesto ou um veículo potencial para a sua autodeterminação. Nas suas performances, a artista utiliza a spoken word, música e a relação de proximidade com as audiências - 100% POP é dançado no palco com o público presente - a cultura tradicional e a sua história pessoal como ferramentas de denúncia e transformação. Acesso: 7,50€ (50% de desconto para Estudantes, Maiores de 65 e Amigos de Serralves) Imagem: Ian Douglas nora chipaumire nasceu em Mutare, Zimbabué, e está sediada em para Nova Iorque. Licenciada pela Faculdade de Direito da Universidade do Zimbabué, nora chipaumire possui o mestrado em Coreografia e Performance pela Mills College. chipaumire é membro Guggenheim 2018 tendo sido agraciada com um Bessie Award por quatro vezes (2007, 2008 e 2014 e 2019). chipaumire foi ainda bolseira da Foundation for Contemporary Arts em 2016 e foi agraciada com o prémio da Doris Duke Artist, em 2015. A artista foi membro da Maggie Allesee National Center for Choreography (MANCC) em 2007-2008-2009 e 2015 e galardoada , em 2007, com o Mariam McGlone Emerging Choreographer Award pela Wesleyan University Center for the Arts. O trabalho atual e em desenvolvimento inclui um projeto de um livro digital - nhaka - uma teoria, tecnologia e prática e processo relacionados com o seu trabalho artístico. A artista prepara igualmente uma ópera intitulada "Nehanda", a estrear em 2021.
CITY BY NIGHT2020-02-01
City By Night é uma performance duracional longa inspirada na atmosfera e sons de uma cidade à noite.O processo de trabalho começa com caminhadas noturnas, realizadas de maneira intuitiva e impulsiva, sem um relógio ou u...
CITY BY NIGHT
2020-02-01
![]() City By Night é uma performance duracional longa inspirada na atmosfera e sons de uma cidade à noite. O processo de trabalho começa com caminhadas noturnas, realizadas de maneira intuitiva e impulsiva, sem um relógio ou uma rota planeada, até ao amanhecer. Durante estes passeios nas cidades escolhidas, Tatu Rönkkö recolhe objetos e registra sons que acha interessantes. O material reunido é usado para construir instrumentos integrados posteriormente na criação e apresentação da performance ao vivo: uma "paisagem sonora e atmosfera" contínua, com uma duração que pode ir até às doze horas, onde o tempo e o espaço desaparecem, deixando lugar para a deambulação e indagação. City By Night é uma nova maneira de Rönkkö explorar o seu corpo e a sua mente num estado de transe, tanto no decorrer do processo de caminhar como durante a performance. A apresentação acontece numa sala obscurecida, onde o público pode entrar, ficar e sair livremente; um espaço num outro mundo, porém seguro, onde Rönkkö e o público podem parar e estar sem tempo, coletivamente. Nas cidades de hoje, o bombardeio constante de informações e impulsos e a variedade infinita de escolhas promovem sentimentos de confusão e desconexão com nós mesmos a um nível profundo. A norma parece ser: rápido, fragmentário e resultado de novas tecnologias. City By Night propõe uma paragem e um olhar para o nosso interior. City by Night é uma peça performativa em cinco partes, distribuída entre Helsínquia, Paris, Berlim, Tóquio e Porto, entre 2018 e 2020. A primeira parte foi apresentada em Helsínquia em junho de 2018 como parte do festival de artes performativas URB, com curadoria do museu de arte moderna de Helsínquia, Kiasma. Cada parte assenta no mesmo princípio site specific; cada performance duracional acontece apenas uma vez. Para a performance em Porto, Rönkkö colabora com a cineasta portuguesa Catarina Neves Ricci, que criou filmes vídeo especialmente para esta performance. As imagens vídeo foram igualmente filmadas nas ruas do Porto, à noite. City By Night é um projeto apoiado pela Kone Foundation Acesso: mediante aquisição de qualquer dos bilhetes Geral, Museu, Casa, Casa do Cinema Manoel de Oliveira ou Parque. Imagem: Petri Virtanen/The Finnish National Gallery Tatu Rönkkö (n.1983) é um artista sonoro e performer de Helsinquia, Finlândia. Nos últimos oito anos, realizou vários concertos e performances a solo com objetos encontrados em todo o mundo. Em I Play Your Kitchen (2013-2015), improvisava nas cozinhas de casa de pessoas usando apenas objetos encontrados em cada espaço. No campo da música, Rönkkö colaborou e trabalhou com artistas como Ilpo Väisänen (Pan Sonic), Nils Frahm, Efterklang e Greg Saunier (Deerhoof). Colaborou com bailarinos, artistas visuais e realizadores de cinema como Vincent Room a portuguesa Catarina Neves Ricci. Catarina Neves Ricci (n. Lisboa, 1984) é uma cineasta, encenadora de teatro e coreógrafa sediada em Lisboa. Estudou Cinema em Buenos Aires e desde então viveu e trabalhou no Brasil, Barcelona, Amsterdão, Istambul, Berlim e Ljubljana, onde acaba de estrear uma peça com o Slovene National Theatre Drama. Os seus trabalhos nos campos do cinema e da dança frequentemente contemplam uma narrativa emotivas, onde habitam o erótico, o feminino e o não-tabu. No universo de Catarina encontramos um uso preciso do som, do simbolismo e da cor Apreciadora do trabalho colaborativo e da criação através de diferentes media, tem escrito e feito direção para cinema, dança, música, teatro e paisagismo.
SOUND IN THE ABSENCE OF LANGUAGE DE 2020-01-23 a 2020-01-25
Sound in the Absence of Language é um projeto de grupo liderado pelo artista britânico Mark Fell. Trabalhando com um grupo de estudantes da Staatliche Hochschule für Gestaltung Karlsruhe (HfG), o projeto é uma resp...
SOUND IN THE ABSENCE OF LANGUAGE
DE 2020-01-23 a 2020-01-25
![]() Sound in the Absence of Language é um projeto de grupo liderado pelo artista britânico Mark Fell. Trabalhando com um grupo de estudantes da Staatliche Hochschule für Gestaltung Karlsruhe (HfG), o projeto é uma resposta ao museu – às suas características arquitetónicas e acústicas, ao seu pendor visual e aos protocolos de circulação e comportamento. Durante três dias, o grupo embarca numa performance duracional que assume a forma de intervenções sonoras no espaço, sistematizadas. Tendo como base uma parceria com a Staatliche Hochschule für Gestaltung Karlsruhe (HfG), Sound In the Absence of Language parte de uma residência pelos alunos da pós-graduação em Media Art sob a supervisão de Mark Fell tendo como foco o desenvolvimento, a exploração e a análise de abordagens sistemáticas ao som, ação, espaço e tempo. Ênfase particular é dada a padrões e estruturas colaborativas que são definidas, atuadas e investigadas pelo grupo ao longo do projeto. Da mesma forma, a posição e o papel do público são considerados e colocados dentro do tecido sistemático dos trabalhos. Focado numa forma de pensamento habilitada pela prática, o projeto oferece aos alunos participantes uma rota para metodologias expandidas. Assumindo a liderança dos alunos, a abordagem paradigmática do projeto, baseada no processo enquanto material emergente, negoceia e estabelece novos modelos radicais para práticas de arte-educação "situadas" e facilita relações inovadoras entre os parceiros institucionais. Acesso: Bilhete Geral ou Bilhete Museu Estudantes participantes: Janis Zeckai, Florian Schwarz, Su Lu, Jona Dienst, Kimin Han, Lehel Lajos, Esther de Ruiter Apoios: Staatliche Hochschule für Gestaltung Karlsruhe (HfG), Goethe-Institut Portugal e Associação de São Bartolomeu dos Alemães em Portugal. Instalação Performativa: 23-24 Jan, 11h00 – 18h00; 25 Jan, 11h00 – 19h00 Locais: Museu (entrada das galerias; corredor entre galerias pequenas; passagem entre salas 3 e 4; antecâmaras do elevador; escadas entre salas 11 e 12), espaço em frente à galeria contemporânea, escadas de acesso à Biblioteca e entrada exterior da livraria. 23 Jan, 15h15-16h30 "Surveillance 01”, Kimin Han & Florian Schwarz Casa de Serralves 24 Jan, 16h00 – 16h45 "impervi.sion”, thirdworldlabour Parque de Estacionamento 25 Jan, 12h00 – 18h00 "7 Voices”, Kimin Han Capela/Casa "I’m sitting on the Field”, Susu Casa de Chá 25 Jan, 16h00 – 19h00 "Mixing Up The Archive”, Lehel Lajos Bar do Auditório
Black Bombaim & João Pais FilipePara este projeto, na sequência de uma encomenda feita pelo Festival Curtas Vila do Conde, os Black Bombaim convidaram João Pais Filipe, baterista/percussionista do Porto, para colaborar com ...
BLACK BOMBAIM & JOÃO PAIS FILIPE | SOTE apresenta “PARALLEL PERSIA”
2019-11-24
![]() Black Bombaim & João Pais Filipe Para este projeto, na sequência de uma encomenda feita pelo Festival Curtas Vila do Conde, os Black Bombaim convidaram João Pais Filipe, baterista/ percussionista do Porto, para colaborar com o trio de Barcelos na criação da banda sonora do filme "Dragonflies with Birds and Snake”. Este trabalho do realizador Wolfgang Lehmann é originalmente um filme que a banda sonora é o silêncio, mas o corte e a edição contêm um elemento rítmico bastante presente. Este foi o mote para o começo do trabalho em conjunto, polirritmos que induzem o espectador em transe. Juntando as várias dinâmicas possíveis que se podem esperar de um músico como João Pais Filipe, também ele um artesão no fabrico de instrumentos, os músicos adotaram a visão do realizador que divide o filme em três partes, as do ciclo da vida, nascimento, sexo e morte. Sote apresenta "Parallel Persia” Ata Ebtekar compõe música com a convicção profunda de que regras e fórmulas devem ser desconstruídas e repensadas. Figura central da cena da música eletrónica no Médio Oriente, ele altera os códigos modais musicais da sua tradição tonal e rítmica original para obter paisagens sonoras sintéticas vívidas. Conhecido por criar composições que variam entre o delicado e o abrasivo, usando sons de origem acústica e eletrónica, Ata Ebtekar vê a música como expressão de hábitos culturais e visões sobre o som e o anti-som (silêncio). Procurando expandir essas tradições, ele cria música que, embora enraizada em muitas culturas ao mesmo tempo, não pertencem a nenhuma em particular. O trabalho de Sote aborda várias formas com os seus solos puramente sintéticos, os ensembles eletroacústicos, projetos audiovisuais e instalações sonoras multicanal. O projeto mais recente nesta sua busca constante é "Parallel Persia”, que trata da ilusão e criação de uma cultura híper-real artificial, manipulada e controlada por uma agência imperiosa algures num lugar entre todas as galáxias. Como em todas as realidades, a ganância e a arrogância canalizam a destruição da vida. No entanto, o caminho para o caos inclui resistência através da beleza, graça e simetria. Os instantâneos de um Irão apócrifo são apresentados através de esquemas sónicos e óticos para uma experiência "persa" sintética. A música foi criada e é apresentada ao vivo por Sote em colaboração com Arash Bolouri (santour) e Pouya Damadi (tar). ![]() Black Bombaim roubaram o seu nome aos Mão Morta, o groove ao baixo aos Sleep, o fuzz da guitarra ao Hendrix e a bateria em modo locomotiva aos Earthless. Como os Sex Pistols, com o que roubaram fizeram algo novo e próprio; não uma carrinha punk, mas uma nave espacial stoner com duas velocidades apenas — a de órbita e a de escape, que nos propulsiona para o vácuo sideral onde um riff esticado à eternidade parece durar apenas o suficiente para induzir o transe. Entre álbuns em nome próprio, discos colaborativos, EPs e splits com outras bandas, na extensa discografia que ascende à dezena de referências, destaca-se, acima de tudo, o carácter exploratório dos Black Bombaim comprovado pelas imensas colaborações que têm desenvolvido com outros artistas nacionais e internacionais como Peter Brötzmann, La La La Ressonance, Steve Mackay (The Stooges), Rodrigo Amado, Isaiah Mitchell, Luis Fernandes, Pedro Augusto, Jonathan Saldanha, entre outros. O "piri-piri psych" dos Black Bombaim desde logo despertou atenção internacional com edições licenciadas por editoras de referência como a Cardinal Fuzz (Inglaterra) ou a Permanent Records (EUA) e presença em festivais icónicos como o Roadburn na Holanda, Duna Jam na Sardenha, ou Jazz Jantar na Polónia. João Pais Filipe (n. 1980) é um baterista/percussionista e escultor sonoro do Porto. O seu percurso enquanto músico é caracterizado pela abordagem a uma grande amplitude de estilos e linguagens, em bandas como os Sektor 304, HHY & The Macumbas, Unzen Pilot e Fail Better!, Pedra Contida, Radial Chao Opera, Two White Monsters Around a Round Table, ao mesmo tempo que mantém uma atividade regular no universo da música improvisada, tendo participado em inúmeros projetos ao lado de nomes como os de Steve Hubback, Fritz Hauser, Evan Parker, Marcello Magliocchi, Stefano Giust, George Haslam, Carlos "Zíngaro” e Rafael Toral. João Pais Filipe desenvolve, complementarmente ao seu trajeto como músico, um trabalho de construção de gongos, pratos e outros instrumentos percussivos de metal, através do qual explora tanto as propriedades acústicas destes objectos como a sua potencial dimensão escultórica e imagética. Ata Ebtekar, também conhecido como Sote, é um compositor de música eletrónica e artista sonoro sediado em Teerão, no Irão. Nas últimas duas décadas, publicou o seu trabalho em editoras de referência como Warp, Sub Rosa, Opal Tapes, Morphine e Repitch, entre outras. Em 2018, fundou a sua própria editora, Zabte Sote, subsidiária de Opal Tapes, concentrada no trabalho de compositores eletrónicos experimentais iranianos. Sote também é co-fundador do principal festival de música experimental de Teerão, SET. Sote criou trabalhos encomendados e apresentados no Berghain e CTM Festival (Berlim), Unsound Festival (Cracóvia), Cafe Oto (Londres), Jazzhouse (Copenhaga), TodaysArt Festival (Haia), Bozar (Bruxelas), Ultima Festival (Oslo), Donaufestival (Krems), Red Bull Music Festival Academy(Berlim), entre outros.
[ENCOMENDA/ESTREIA]Para esta performance, Paulo Lisboa propõe que um artista visual (ele próprio) e dois músicos (Marco Franco e Francisco Cordovil) se encontrem num espetáculo para a interpretação ao vivo de uma "pauta” q...
PAULO LISBOA - ASTERISMO. SEQUÊNCIA PARA PIANO, GUITARRA E PROJETOR (COM MARCO FRANCO E FRANCISCO CORDOVIL) | COLOR SOUND FRAMES 2019
2019-11-17
![]() [ENCOMENDA/ESTREIA] Para esta performance, Paulo Lisboa propõe que um artista visual (ele próprio) e dois músicos (Marco Franco e Francisco Cordovil) se encontrem num espetáculo para a interpretação ao vivo de uma "pauta” que os três conhecem e interpretam previamente à concretização deste encontro. A "pauta” é um desenho esquemático utilizado para guiar a execução dos filmes, a que os músicos têm acesso apenas nos três meses anteriores ao espetáculo, interpretando individualmente e livremente o que se deixa interpretar e respeitando meticulosamente as indicações mais concretas. No palco, os dois músicos encontram-se com uma tradução daquele "guião” em imagem em movimento projetada e repetida em loop. As indicações temporais, espaciais e de expressão muito precisas vão então testar a virtuosidade e resistência dos músicos perante a precisão maquinal do projetor. Concepção: Paulo Lisboa é um artista visual natural de Lisboa. Embora recorra a vários media, o seu trabalho apresenta-se frequentemente na forma de desenho ou projeções onde aborda problemáticas relacionadas com a natureza da luz e a perceção da matéria. Músicos Convidados: Marco Franco (1972, Lisboa) é músico compositor e artista visual autodidata. Iniciou o percurso musical no ano 1986, tocando bateria com diversas bandas, e entre 2006/2009 gravou dois álbuns do seu grupo Mikado Lab. Colabora e cria música para teatro, dança e cinema e, em 2017, editou "Mudra” para solo de piano. Diplomado em Guitarra Clássica, Música e Arte Contemporânea, Francisco Cordovil é um músico eclético por natureza, trabalhando com grupos de raízes e estilos diversos como música iraniana, turca, brasileira, portuguesa, jazz, rock ou clássica e em projetos interdisciplinares com dança e teatro.
Jerusalem In
My Heart (JIMH) nasceu em 2005 como projeto ao vivo pela mão do produtor e
músico Radwan Ghazi Moumneh, de Montreal. Moumneh é um cidadão libanês que
passou grande parte de sua vida adulta no Canadá, in...
JERUSALEM IN MY HEART | COLOR SOUND FRAMES 2019
2019-11-17
![]() Jerusalem In
My Heart (JIMH) nasceu em 2005 como projeto ao vivo pela mão do produtor e
músico Radwan Ghazi Moumneh, de Montreal. Moumneh é um cidadão libanês que
passou grande parte de sua vida adulta no Canadá, integrando a comunidade
musical independente de Montreal como guitarrista em várias bandas notáveis dos anos 90 e como engenheiro e
produtor de som. O projeto
foi primeiro ativado na forma de performance ao vivo site specific envolvendo
uma ampla variedade de elementos multimédia e teatrais. Em 2012, Moumneh
começou a reconceber JIMH simultaneamente enquanto projeto de estúdio e como
dupla ao vivo com um foco na utilização de imagens de filmes analógicos. Loops
e projeções de filmes em 16 mm fazem agora parte integrante da identidade
estética de JIMH. Musicalmente,
JIMH é guiado pela fusão que Moumneh realiza do canto melismático
"tradicional" (em árabe) com os sons do buzuk, de sintetizadores
modulares, bancos de filtros, power electronics, gravações de campo etc. JIMH
constrói uma homenagem intencional às distorções da cultura histórica árabe das
cassetes, processada pelas correntes modernas da música eletrónica. Os três
álbuns de JIMH editados até hoje - todos lançados como selo da editora
Constellation de Montreal, que alberga projetos como os Godspeed You! Black
Emeperor, Eric Chenaux ou Jessica Moss, entre outros – têm aparecido de forma
consistente nas listas de melhores do ano em publicações como The Quietus, The
Wire ou A Closer Listen.
![]()
COLOR SOUND FRAMES DE 2019-11-16 a 2019-11-17
A expansão das relações entre a imagem em movimento e o som/música é um dos traços mais marcantes da arte e da cultura dos dois últimos séculos. Cruzamentos entre as diferentes dimensões sensoriais atravessam ...
COLOR SOUND FRAMES
DE 2019-11-16 a 2019-11-17
![]() A expansão das relações entre a imagem em movimento e o som/música é um dos traços mais marcantes da arte e da cultura dos dois últimos séculos. Cruzamentos entre as diferentes dimensões sensoriais atravessam a história quer do cinema quer da música. No entanto, foi no âmbito de práticas experimentais na interseção destes campos da criação que estas relações evoluíram mais livre e extensivamente. Apesar da maioria destas produções interdisciplinares ter permanecido relativamente marginal ao reconhecimento do mundo da arte, é hoje reconhecido o seu grande poder de influência. Mantendo-se fiel a um caráter eminentemente exploratório, Color Sound Frames está dedicado a projetos nacionais e internacionais que hoje seguem nesta linha de criação, com especial protagonismo para encontros entre o analógico e o digital, entre o predisposto e o imprevisto, e para a realização ao vivo tanto do som como da imagem. Artistas: Mariska de Groot, António caramelo vs. Demónio António, Demdike Stare & Michael England, Paulo Lisboa (com Marco Franco e Francisco Cordovil), Jerusalem In My Heart. PROGRAMA Instalação: Performances: 17 de Novembro, 18h00
“INCIDENCE OF LIGHT” - MARISKA DE GROOT | COLOR SOUND FRAMES 2019 DE 2019-11-16 a 2019-11-17
Intrigada pelos fenómenos e pela história do som ótico, Mariska de Groot (1982, Holanda) produz, realiza e compõe peças para uma variedade de instrumentos e instalações analógicas que exploram o princípio light-to-sound [...
“INCIDENCE OF LIGHT” - MARISKA DE GROOT | COLOR SOUND FRAMES 2019
DE 2019-11-16 a 2019-11-17
![]() Intrigada pelos fenómenos e pela história do som ótico, Mariska de Groot (1982, Holanda) produz, realiza e compõe peças para uma variedade de instrumentos e instalações analógicas que exploram o princípio light-to-sound [luz-para-som] de novas maneiras. O seu trabalho costuma fazer referência a invenções do passado, com as quais ela procura despoletar uma experiência multissensorial e fenomenológica a partir da luz, som, movimento e do espaço. Mariska obteve seu BA em design gráfico em Arnhem (2000-2005) e completou o mestrado pela inter-faculdade ArtScience em 2012. Em 2009/2010, Mariska recebeu um Startstipendium do Fonds BKVB. Ganhou o Prémio BNG Workspace12 em 2012, e em 2014 ganhou o prémio O68 para artistas alemães / holandeses. Mariska de Groot apresentou seu trabalho em vários eventos e instituições internacionais como STEIM (NL), Resonate (RS), Ars Electronica (A), Atonal (DE), CTM (DE), Todays Art (NL), NCCA Moscow [RUS], NCCA Arsenal (RUS), Centras (LI), Lab30 (DE), NK Berlin (DE), Worm (NL), Atelier Nord (NO), Mirage Festival (FR), Nederlands Film Festival (NL), EYE Filminstituut Amsterdam (NL), STUK (BE), entre outros. "Incidence of Light” é produzido pela Overtoon, Bruxelas Agradecimento: Stroom The Hague
Esta performance sonora e visual de António Caramelo parte da recoleção de filmes 16mm e super8 com diversas proveniências e da transformação de imagens e sons (quer prévia quer em direto) através de intervenç...
ANTÓNIO CARAMELO VS. DEMÓNIO ANTÓNIO | COLOR SOUND FRAMES 2019
2019-11-16
![]() Esta performance sonora e visual de António Caramelo parte da recoleção de filmes 16mm e super8 com diversas proveniências e da transformação de imagens e sons (quer prévia quer em direto) através de intervenções na película e de sistemas modulares sonoros e de instrumentos construídos especificamente para estes filmes-concerto. Ela segue duas linhas com pontos distintos de partida mas que se entrecruzam: A primeira, baseada na obra de Samuel Beckett, é sobre as imagens-da-memória (os fragmentos de histórias e lugares) e parte da construção de uma paisagem sonora e visual sobre a leitura de "Texts for Nothing” (1950–1952) em que as imagens associadas ao texto se entrecortam e relacionam com projeções de "não-imagens” dando deste modo o espaço e o tempo à consciência incorpórea e aos vazios enunciados por Beckett. Um segundo filme conduz-nos em torno da memória-das-não-imagens e da necessidade de se (re)construir memórias visuais "realistas" de um passado que, na realidade, não experimentamos nunca. Parte da mistura, sobreposição e acumulação de diversas fontes de imagens e distintos pontos e formatos de projeção onde se tenta encontrar a relação abstrata das imagens com o seu fora-de-campo, criando um filme que não existe nem existirá para além desse mesmo momento, próprio, que é o da sua passagem pela visibilidade. António Caramelo (1969) é um artista visual, licenciado em Escultura na FBAUL (1998), com mestrado em Media Art pela MECAD -Universidade de Ramon Llull, Barcelona (2007). Tem realizado, desde 1999, diversas exposições individuais e coletivas, tanto em Portugal como no estrangeiro, e desenvolvido vários projetos ligados à arte sonora, com diversos concertos e apresentações nos últimos anos.
Demdike
Stare é um projeto formado em 2009 por Sean Canty e Miles Whittaker, ambos
músicos reconhecidos no seio da cena musical de Manchester. Whittaker é também
conhecido pelo trabalho com Pendle Coven e ...
DEMDIKE STARE & MICHAEL ENGLAND | COLOR SOUND FRAMES 2019
2019-11-16
![]() Demdike Stare é um projeto formado em 2009 por Sean Canty e Miles Whittaker, ambos músicos reconhecidos no seio da cena musical de Manchester. Whittaker é também conhecido pelo trabalho com Pendle Coven e pelos projetos a solo, MLZ, Daughter of the Industrial Revolution, Suum Cuique e Miles. Canty é um DJ respeitado e também conhecido pelo seu envolvimento com a editora especializada em arquivos Finders Keepers, sediada em Manchester e Londres. Canty e Whittaker têm sido responsáveis pelo conjunto de edições essenciais com o seu próprio selo, DDS, incluindo discos de Shinichi Atobe, Mica Levi e Equiknoxx.
Os Demdike Stare têm sedimentado a reputação de produtores de culto para pistas de dança habitadas por sons sombrios, alimentados por registos de bibliotecas obscuras, bandas sonoras de filmes de terror e elementos de dub. "Passion” segue a linha de projetos colaborativos com o artista visual e cineasta Michael England, também conhecido pelo trabalho com editoras históricas de música eletrónica como a Skam e a Warp Records, incluindo o design, logotipos e projeções ao vivo para artistas como Autechre, Bola, Meam, Mayming, Graham Massey ou Leila. Este trabalho liga-se ao álbum da dupla com o mesmo nome, onde estes re-imaginam os sons das músicas de clubes do Reino Unido, como o dancehall, o jungle, o garage ou o grime.
FÓRUM DO FUTURO 2019 DE 2019-11-08 a 2019-11-09
CONFERÊNCIAPODER, BELEZA E ALIENAÇÃOARTHUR JAFA08 NOV | SEX | 21h00Auditório de SerralvesNa conferência "Poder, beleza e alienação", com moderação de Philippe Vergne (Diretor do Museu de Serralves), Arthur Jafa abordará ...
FÓRUM DO FUTURO 2019
DE 2019-11-08 a 2019-11-09
![]()
Direção Artística Artistic Direction: Eszter Salamon Colaboração Artística Artistic Collaboration: Boglárka Börcsök Desenvolvido com e interpretado por Developed and performed by: Liza Baliasnaja, Amanda Barrio Charmelo, Sidney Barnes, Mario Barrantes Espinoza, Boglárka Borcsok, Stefan Govaert, João Martins, Sara Tan, Vânia Vaz, Tiran Willemse Produção Production: Elodie Perrin / Studio E.S., Alexandra Wellensiek / Botschaft GbR Co-produção Coproduction: Internationales Sommerfestival Kampnagel (Hamburg) em cooperação com in cooperation with Museum für Kunst und Gewerbe Hamburg, Tanz im August/HAU Hebbel am Ufer (Berlin) em cooperação com in cooperation with KINDL Zentrum für zeitgenössische Kunst, Kunstenfestivaldesarts (Brussels) Com o apoio de With the support of: DRAC - Agência Regional de Assuntos Culturais em Paris, Ministério da Cultura e da Comunicação de França e Hauptstadtkulturfonds (Berlim) DRAC – The Regional Directory of Cultural Affairs of Paris – Ministry of Culture and Communication and Hauptstadtkulturfonds (Berlin) Agradecimentos Thanks to: Seloua Luste Boulbina, Asad Raza, Boghossian Foundation – Villa Empain O desenvolvimento de uma das fases deste projeto foi apoiado pelo The development of one phase of this project was supported by the PACT Zollverein (Essen), P.A.R.T.S. e and NATIONALES PERFORMANCE NETZ (NPN), Fundo de Coprodução para Dança. As datas de exibição no Porto são apoiadas pelo Fundo Internacional de Performance de Convidados Nacionais da NATIONALES PERFORMANCE NETZ, que é financiado pelo Comissário do Governo Federal para a Cultura e os Media. The performance dates in Porto are supported by the International Performance Fund of National Guests of NATIONALES PERFORMANCE NETZ, which is funded by the Federal Government Commissioner for Culture and the Media.
REGULAR MEASURES - ALESSANDRO BOSETTI DE 2019-10-16 a 2019-10-20
LIVE STREAMING AQUI"Está prestes a entrar num universo feito apenas de voz".Após este anúncio ter soado, um grupo de quatro convidados, bem como membros da audiência, são imersos na escuridão e rodeados por um som exclusivam...
REGULAR MEASURES - ALESSANDRO BOSETTI
DE 2019-10-16 a 2019-10-20
![]() "Está prestes a entrar num universo feito apenas de voz". Após este anúncio ter soado, um grupo de quatro convidados, bem como membros da audiência, são imersos na escuridão e rodeados por um som exclusivamente constituído por vozes. Essas vozes estão desligadas da linguagem e espalhadas num universo imaterial do qual elas são as únicas partículas elementares. A sua realidade percetível e paisagens em constante mutação são constituídas unicamente por vozes que se reorganizam. Este universo surpreendente é um tecido de vozes entrelaçadas e suspensas no vazio. Imediatamente ele apresenta uma série de dilemas éticos, estéticos e filosóficos aos convidados que agora o habitam e que determinam a sua forma futura. É um universo que se assemelha não apenas à "Flatland” bidimensional de Edwin Abbot ou ao mundo exterior isolacionista de "Huit Clos” de Jean Paul Sartre, mas que também tem as características estruturais de um jogo de salão vitoriano ou de testes comportamentais como o teste de Milgram. Além disso, trata-se de uma situação essencialmente radiofónica na qual criaturas de som ganham vida como sujeitos puramente sonoros. A sua condição e destino são incertos e a sua materialidade é limitada à pluralidade de vozes desencarnadas. "Regular Measures” é intitulado a partir de uma frase do filósofo grego Heráclito, para quem a matéria nasce na forma de minúsculos fogos que aparecem e desaparecem a um ritmo regular, da mesma forma como as partículas de voz incorpóreas que povoam nosso universo sonoro aparecem e desaparecem do horizonte auditivo. "Regular Measures” faz parte de uma série de peças e de uma pesquisa em curso sobre o potencial de comunidades puramente sonoras ou de híper polifonias. Estas são exploradas juntamente com a fantasia da possibilidade de uma criatura sonora puramente produzida por voz e sem corpo. Ela desenha uma teoria alternativa da voz como algo que emerge, uma entidade autónoma, e explora novas possibilidades e conceitos utópicos da polifonia enquanto comunidade. Acesso: mediante aquisição de bilhete para o museu. *Poderá reservar o seu lugar nos grupos de quatro convidados enviando email para a.conde@serralves.pt. Deverá indicar o dia e o horário entre as seguintes possibilidades: 11h, 13h, 15h ou 17h. (Sujeito à disponibilidade de lugar) ("Regular Measures” foi originalmente criado no contexto de: "SAVVY FUNK, an iteration of Every Time A Ear di Soun” — um programação de radio para a documenta 14, com curadoria de Marcus Gammel e Bonaventure Soh Bejeng Ndikung). Imagem: © Alessandro Bosetti ![]() Alessandro Bosetti ( Milão, Itália, 1973) é um compositor, performer e artista sonoro cujos trabalhos exploram a musicalidade da linguagem falada, utilizando mal-entendidos, traduções e entrevistas enquanto instrumentos composicionais. Os seus trabalhos para voz e eletrónica diluem as linhas entre composição eletroacústica, a escrita auditiva e a performance. Bosetti tem criado um vasto corpo de trabalho de composições híbridas e amplamente premiadas para texto-som e rádio, nomeadamente para algumas das mais importantes estações de rádio e estúdios de eletroacústica europeus como WDR, Deutschland Radio Kultur, Radio France, ABC Australia, ORF ou GRM Paris. Os seus projetos atuais incluem o dispositivo polifónico abstrato "Plane/Talea”; "The Notebooks”, baseado nos arquivos de melodias discursivas; as extravagâncias monofónicas "Mini e Maxigolf” com os Neue Vocalsolisten Stuttgart; "Journal de Bord”, uma coprodução de música teatral com a GMEM/CÉSARÉ/La Muse en Circuit (centres nationaux de création musicale) 2017-2018; e Mask Mirror, um instrumento e software que reorganiza o discurso falado para fins musicais, ativando uma forma de ventriloquismo eletrónico.
KEIJI HAINO | SOLO VOZ E ELETRÓNICA 2019-10-03
Com um percurso que se expande através do rock, da improvisação livre, do noise, do canto, das canções, dos solos de percussão, do psicadelismo, do minimalismo ou do drone, Keiji Haino tornouse uma lenda viva. A sua m...
KEIJI HAINO | SOLO VOZ E ELETRÓNICA
2019-10-03
![]() Com um percurso que se expande através do rock, da improvisação livre, do noise, do canto, das canções, dos solos de percussão, do psicadelismo, do minimalismo ou do drone, Keiji Haino tornouse uma lenda viva. A sua música exala uma intensidade singular impressionante que é livre das especificidades do estilo, sendo tão clara numa frágil canção como numa explosão de ruído extremo. A inspiração em Antonin Artaud é uma importante corrente que atravessa a produção artística de décadas de Haino e é especialmente sentida nos seus solos de voz. Keiji Haino está envolvido em projetos de grupo e a solo desde o início dos anos 1970, tais como Lost Aaraaf, Fushitsusha, Nijiumu, Aihiyo, Vajra ou Nazoranai. Com uma produção profusa, participou num grande número de colaborações tendo trabalhado com Faust, Kazuo Ohno, Derek Bailey, Min Tanaka, Loren Connors, John Zorn, Makoto Kawabata, Pan Sonic, Boris, Stephen O'Malley, Oren Ambarchi, Jim O'Rourke ou Charles Hayward, entre muitos outros.
Acesso Estudante/Jovem, Maiores de 65 e Amigos de Serralves: 3,75€
O MUSEU COMO PERFORMANCE 2019 DE 2019-09-07 a 2019-09-08
A quinta edição de O Museu como Performance irá apresentar, ao longo de um fim-de-semana, um programa alargado de performances em áreas diversificadas como as artes visuais, a música, a dança, a performance e o vídeo, na su...
O MUSEU COMO PERFORMANCE 2019
DE 2019-09-07 a 2019-09-08
![]() A quinta edição de O Museu como Performance irá apresentar, ao longo de um fim-de-semana, um programa alargado de performances em áreas diversificadas como as artes visuais, a música, a dança, a performance e o vídeo, na sua maioria estreias nacionais. Destacando a fecunda e longa história de Serralves como um museu pioneiro na multi e interdisciplinaridade, o programa inclui obras de Tamara Alegre, Antonia Baehr, Latifa Laâbissi & Nadia Lauro, Pedro Barateiro, Sofia Dias & Vítor Roriz, Alexandre Estrela, Vasco Mendonça com Drumming – Grupo de Percussão, Nguyen + Transitory e Kat Válastur, um conjunto de artistas cujo trabalho tem contribuído para abrir e explorar caminhos para práticas e reflexões artísticas, em contextos pautados pelo encontro e/ou cruzamentos entre a performance ao vivo e as artes visuais, questionando os seus tradicionais lugares de representação. Artistas: Tamara Alegre (CH/ES), Antonia Baehr (DE), Latifa Laâbissi(FR) & Nadia Lauro ( FR), Pedro Barateiro (PT), Sofia Dias & Vítor Roriz (PT), Alexandre Estrela (PT), Vasco Mendonça (PT), Nguyen + Transitory (DE/SG) e Kat Válastur (GR). Acesso: O acesso realizar-se-á mediante a aquisição de um bilhete para o Museu. Estudantes e Maiores de 65 anos: 50% desconto Amigos de Serralves: gratuito *No caso de compra de bilhete para os 2 dias, existe um desconto de 25%, cumulativo com os acima mencionados. ![]() ![]()
ÁCIDOSAndré Calvário: baixo elétrico João Sousa: bateria ABOUT ANGELS AND ANIMALSJulius Gabriel: saxofones tenor e barítono Jan Klare: saxofones alto e baixo alto Membros do coletivo A Besta, ...
Ácidos & About Angels and Animals - Jazz no Parque
2019-07-20
![]() ÁCIDOS André Calvário: baixo elétrico João Sousa: bateria ABOUT ANGELS AND ANIMALS Julius Gabriel: saxofones tenor e barítono Jan Klare: saxofones alto e baixo alto Membros do coletivo A Besta, André Calvário e João Sousa especificaram as cumplicidades nascidas em vários grupos e projetos num duo recentemente formado, Ácidos, definindo-o com um núcleo de improvisação experimental com matriz no rock, indo as referências das suas construções por meio de riffs do chamado prog (por exemplo, King Crimson e Magma) ao stoner de uns Kyuss, com recursos ocasionais provenientes de toda a história das associações desse género musical com o jazz. Para esta ocasião convidam um outro duo, este de saxofones nas tradições cruzadas do free jazz e da música improvisada, os About Angels and Animals de Julius Gabriel e Jan Klare, músicos conhecidos pela forma como conciliam abstração com energia, em busca de uma expressão que tem tanto de espontânea quanto de sofisticada nos seus aspetos formais. Acesso: 10€/concerto 12-18 anos/Estudantes, Séniores (65 anos e mais) e Amigos de Serralves: 5€ Mecenas
![]()
Marcelo dos Reis: guitarra elétrica Albert Cirera: saxofones tenor e soprano Luís Vicente: trompeteJosé Miguel Pereira: contrabaixo Marco Franco: bateria Théo Ceccaldi: violino Agora ...
Fail Better! & Théo Ceccaldi - Jazz no Parque
2019-07-13
![]() Marcelo dos Reis: guitarra elétrica Albert Cirera: saxofones tenor e soprano Luís Vicente: trompete José Miguel Pereira: contrabaixo Marco Franco: bateria Théo Ceccaldi: violino Agora com Albert Cirera e Marco Franco nos lugares que eram antes ocupados por João Guimarães e João Pais Filipe, os Fail Better! convidam para este concerto um músico com quem o seu mentor, Marcelo dos Reis, tem estado associado em vários contextos e muito especialmente com os Chamber 4 (no qual, de resto, também encontramos Luís Vicente): Théo Ceccaldi, jovem violinista que se tornou já numa das personalidades de maior relevo na cena francesa. A música proposta pelo quinteto combina habitualmente aspetos do free jazz, do pós-bop, do rock e até da folk e do country, num entendimento trans-idiomático da improvisação (não há partituras nem estruturas combinadas) que o distingue e personaliza, mas é de prever que com Ceccaldi – o maior expoente atual da linhagem do violino que começou com Stéphane Grapelli e passou por Jean-Luc Ponty – ganhe ainda maiores, e imprevisíveis, dimensões. Acesso: 10€/concerto 12-18 anos/Estudantes, Séniores (65 anos e mais) e Amigos de Serralves: 5€ Mecenas
![]()
JAZZ NO PARQUE 2019 DE 2019-07-06 a 2019-07-20
Jazz no Parque 2019, sábados, às 18h00Programa Rui Eduardo PaesNa sua 28ª edição, o Jazz no Parque aposta na colaboração de grupos e músicos individuais portugueses com outros do mapa internacional, procurando contribuir p...
JAZZ NO PARQUE 2019
DE 2019-07-06 a 2019-07-20
![]() Jazz no Parque 2019, sábados, às 18h00 Programa Rui Eduardo Paes Na sua 28ª edição, o Jazz no Parque aposta na colaboração de grupos e músicos individuais portugueses com outros do mapa internacional, procurando contribuir para maiores relacionamentos da realidade musical do nosso país com as de terceiros. Assim, o compositor e baterista Pedro Melo Alves convida o norte-americano Mark Dresser e a francesa Eve Risser para um novo projeto, os Fail Better! surgem com Théo Ceccaldi (França) como convidado especial e o duo Ácidos emparelha com um outro da Alemanha, About Angels and Animals, na prossecução do ideal universalista do jazz neste início de um novo milénio. Sempre inaugurando novos caminhos para os envolvidos, com propostas em estreia absoluta. Acesso: 10€/concerto 12-18 anos/Estudantes, Séniores (65 anos e mais) e Amigos de Serralves: 5€ Mecenas
![]() Pedro Melo Alves’ in igma (Portugal / Estados Unidos / França) Estreia absoluta Pedro Melo Alves: bateria, electrónica; Mark Dresser: contrabaixo; Eve Risser: piano, piano preparado; Abdul Moimême: guitarra eléctrica preparada; Aubrey Johnson: voz; Mariana Nunes: voz; Beatriz Nunes: voz Prémio de Composição Bernardo Sassetti em 2017 e uma das mais aclamadas figuras da nova geração do jazz nacional, Pedro Melo Alves tem vindo a desenvolver um trabalho de pesquisa na combinação de elementos do jazz e da música erudita contemporânea que, para além das suas contribuições para o grupo The Rite of Trio e do seu Omniae Ensemble, já teve expressão com os projectos Symph e O. in igma é uma nova incursão do músico portuense, nela associando personalidades de primeiro plano na cena internacional como Mark Dresser e Eve Risser, ele um dos nomes de topo na arte do contrabaixo vai quase para quatro décadas e ela uma surpreendente reformuladora das capacidades do piano. Nesta formação em estreia absoluta estão ainda Abdul Moimême, nome de referência da improvisação electroacústica do nosso país, e três cantoras com trajectos em plena ascensão, Aubrey Johnson, Mariana Nunes e Beatriz Nunes, assim ficando um septeto de instrumentação assaz invulgar. Fail Better! & Théo Ceccaldi (Portugal / Espanha / França) Estreia absoluta Marcelo dos Reis: guitarra eléctrica; Albert Cirera: saxofones tenor e soprano; Luís Vicente: trompete; José Miguel Pereira: contrabaixo; Marco Franco: bateria + Théo Ceccaldi (violino) Agora com uma nova formação, estando Albert Cirera e Marco Franco nos lugares que eram antes ocupados por João Guimarães e João Pais Filipe, os Fail Better! convidam para este concerto um músico com quem o seu mentor, Marcelo dos Reis, tem estado associado em vários contextos e muito especialmente com os Chamber 4 (no qual, de resto, também encontramos Luís Vicente): Théo Ceccaldi, jovem violinista que se tornou já numa das personalidades de maior relevo na cena francesa. A música proposta pelo quinteto combina habitualmente aspectos do free jazz, do pós-bop, do rock e até da folk e do country, num entendimento trans-idiomático da improvisação (não há partituras nem estruturas combinadas) que o distingue e personaliza, mas é de prever que com Ceccaldi – o maior expoente actual da linhagem do violino que começou com Stéphane Grapelli e passou por Jean-Luc Ponty – ganhe ainda maiores, e imprevisíveis, dimensões. Ácidos & About Angels and Animals (Portugal / Alemanha) Estreia absoluta Ácidos – André Calvário: baixo eléctrico, João Sousa: bateria; About Angels and Animals – Julius Gabriel: saxofones tenor e barítono; Jan Klare: saxofones alto e baixo Membros do colectivo A Besta, no qual ambos incluem o grupo Cardíaco, André Calvário e João Sousa especificaram as cumplicidades nascidas nesse e em outros projectos num duo recentemente formado, Ácidos, definindo-o com um núcleo de improvisação experimental com matriz no rock, indo as referências das suas construções por meio de riffs do prog (por exemplo, King Crimson e Magma) ao stoner de uns Kyuss, com recursos ocasionais provenientes de toda a história das associações desse género musical com o jazz, da Mahavishnu Orchestra aos Fire! de Mats Gustafsson. Para esta ocasião convidam um outro duo, este de saxofones nas tradições cruzadas do free jazz e da música improvisada, os About Angels and Animals de Julius Gabriel e Jan Klare, músicos conhecidos pela forma como conciliam abstracção com energia, em busca de uma expressão que tem tanto de primária quanto de sofisticada nos seus aspectos formais.
Pedro Melo Alves: bateria, eletrónica drums, electronics;Mark Dresser: contrabaixo double bass;Eve Risser: piano, piano preparado prepared piano;Abdul Moimême: guitarra elétrica preparada prepared electric guitar;Aubrey J...
Pedro Melo Alves’ in igma - Jazz no Parque
2019-07-06
![]() Pedro Melo Alves: bateria, eletrónica drums, electronics; Mark Dresser: contrabaixo double bass; Eve Risser: piano, piano preparado prepared piano; Abdul Moimême: guitarra elétrica preparada prepared electric guitar; Aubrey Johnson: voz vocals; Mariana Dionísio: voz vocals; Beatriz Nunes: voz vocals. Prémio de Composição Bernardo Sassetti em 2017 e uma das mais aclamadas figuras da nova geração do jazz nacional, Pedro Melo Alves tem vindo a desenvolver um trabalho de pesquisa na combinação de elementos do jazz e da música contemporânea que, para além do Omniae Ensemble e das suas contribuições para o grupo The Rite of Trio, já teve expressão com os projectos Symph e O. Estes in igma são uma nova aventura do músico portuense, que associa personalidades da cena internacional como Mark Dresser e Eve Risser, ele um dos nomes de topo na arte do contrabaixo vai quase para quatro décadas e ela uma surpreendente reformuladora das capacidades do piano. Nesta formação estão ainda Abdul Moimême, nome de referência da improvisação eletroacústica do nosso país, e três cantoras com trajetos em plena ascensão, Aubrey Johnson, Mariana Dionísio e Beatriz Nunes, assim ficando um septeto de instrumentação assaz invulgar. Acesso: 10€/concerto 12-18 anos/Estudantes universitários, Séniores (65 anos e mais) e Amigos de Serralves: 5€ Mecenas
![]()
JOAN JONAS - TRABALHOS ANTIGOS2019-05-26
Joan Jonas é uma figura central da performance de meados dos anos 1960. Em obras que examinavam problemas espaciais e percetuais, Joan Jonas fundiu elementos da dança, do teatro moderno e convenções dos teatros japoneses...
JOAN JONAS - TRABALHOS ANTIGOS
2019-05-26
![]() Joan Jonas é uma figura central da performance de meados dos anos 1960. Em obras que examinavam problemas espaciais e percetuais, Joan Jonas fundiu elementos da dança, do teatro moderno e convenções dos teatros japoneses Noh e Kabuki com as artes visuais. A investigação por Jonas da subjetividade e da objetividade é articulada por meio de um vocabulário pessoal idiossincrático de gestos ritualizados e de autoanálise. Atuando frequentemente com máscaras, véus ou trajes de época, Jonas usa o disfarce e o guarda-roupa para estudar a semiótica pessoal e cultural dos gestos e símbolos femininos. Entre as estratégias formais típicas de Jonas contam-se a manipulação do espaço teatral, o vídeo, o uso do desenho para enriquecer a densidade de textura e conteúdo e a utilização de objetos que transmitem significado enquanto ícones, arquétipos e símbolos culturais. A sobreposição de espelhos e imagens refletidas é um dos seus dispositivos mais marcantes e presentes na sua obra. Em articulação com a exposição "Joan Jonas”, no Museu de Serralves , o Serviço de Artes Performativas apresentará as recriações das peças Mirror Check (1970) e Mirror Piece I & II: Reconstruction (1969/2018–19), no Parque, Biblioteca e Auditório de Serralves, no contexto da inauguração e na XVI Edição do Serralves em Festa. A reconstrução e apresentação de Mirror Piece I & II e Mirror Check no Museu de Arte Contemporânea de Serralves é realizada por Joan Jonas com Nefeli Skarma. Mirror Check é interpretada por Catarina Marcos e Mirror Piece I & II é interpretada por Catarina Marcos, Catarina Vilar Marques, Diana Oliveira Vieira, Douglas Melo, Guilherme de Sousa, Helena Martos, Jessica Guez, Josefa Pereira da Silva, Leonor Mendes, Liliana Oliveira, Magda Almeida, Sancha Meca Castro, Sara Santervás, Teresa Queirós e Valentina Parravicini. Mirror Piece I & II foi inicialmente apresentada no âmbito da exposição BMW Tate Live Exhibition: Ten Days Six Nights, com curadoria de Catherine Wood, Curadora Sénior de Arte Internacional (Performance), Isabelle Maidment, Assistente de Curadoria de Performance, e Andrea Lissoni, Curador Sénior de Arte Internacional (Filme), 16-25 Mar, 2018, Tate Modern. Acesso: 7,50€ (acesso conjunto às performances e conversa) Amigos de Serralves, Estudantes, Cartão Jovem e Maiores de 65: 3,75€ Lotação: 120 Imagem: Joan Jonas, Mirror Piece I, 1969, performance, Bard College, Annandale-on-Hudson, New York, 1969. Photo by Joan Jonas © 2019 Joan Jonas Auditório de Serralves e Ténis do Parque de Serralves (18h) Mirror Piece II foi um dos primeiros de uma série de trabalhos em suportes de tempo limitado que estabeleceram Jonas como uma figura de proa no campo da performance. Nesta peça, vários performers executam uma série de ações cuidadosamente coreografadas com espelhos e vidros. Devido ao tamanho e ao peso dos adereços, os movimentos dos performers têm que ser lentos e cuidadosos. O perigo permanente de que os espelhos se partam cria uma sensação de ansiedade entre os espectadores. Os espelhos fragmentam o espaço, o público e os próprios performers. Biblioteca de Museu de Arte Contemporânea de Serralves (19h) Performance realizada pela primeira vez em 1970 e que consolida as Mirrors Pieces posteriores — marca um importante ponto de viragem teórico e artístico para Joan Jonas, que passa do uso de espelhos como material nas suas esculturas para a sua utilização como adereço nas suas performances. O performer observa e examina meticulosamente o corpo através do espelho, que funciona como objeto e agente, e explora diferentes ângulos e perspetivas.
Joan Jonas é uma figura central da performance de meados dos anos 1960. Em obras que examinavam problemas espaciais e percetuais, Joan Jonas fundiu elementos da dança, do teatro moderno e convenções dos teatros japoneses...
JOAN JONAS - TRABALHOS ANTIGOS E CONVERSA COM A ARTISTA
2019-05-25
![]() Joan Jonas é uma figura central da performance de meados dos anos 1960. Em obras que examinavam problemas espaciais e percetuais, Joan Jonas fundiu elementos da dança, do teatro moderno e convenções dos teatros japoneses Noh e Kabuki com as artes visuais. A investigação por Jonas da subjetividade e da objetividade é articulada por meio de um vocabulário pessoal idiossincrático de gestos ritualizados e de autoanálise. Atuando frequentemente com máscaras, véus ou trajes de época, Jonas usa o disfarce e o guarda-roupa para estudar a semiótica pessoal e cultural dos gestos e símbolos femininos. Entre as estratégias formais típicas de Jonas contam-se a manipulação do espaço teatral, o vídeo, o uso do desenho para enriquecer a densidade de textura e conteúdo e a utilização de objetos que transmitem significado enquanto ícones, arquétipos e símbolos culturais. A sobreposição de espelhos e imagens refletidas é um dos seus dispositivos mais marcantes e presentes na sua obra. Em articulação com a exposição "Joan Jonas”, no Museu de Serralves , o Serviço de Artes Performativas apresentará as recriações das peças Mirror Check (1970) e Mirror Piece I & II: Reconstruction (1969/2018–19), no Parque, Biblioteca e Auditório de Serralves, no contexto da inauguração e na XVI Edição do Serralves em Festa. A reconstrução e apresentação de Mirror Piece I & II e Mirror Check no Museu de Arte Contemporânea de Serralves é realizada por Joan Jonas com Nefeli Skarma. Mirror Check é interpretada por Catarina Marcos e Mirror Piece I & II é interpretada por Catarina Marcos, Catarina Vilar Marques, Diana Oliveira Vieira, Douglas Melo, Guilherme de Sousa, Helena Martos, Jessica Guez, Josefa Pereira da Silva, Leonor Mendes, Liliana Oliveira, Magda Almeida, Sancha Meca Castro, Sara Santervás, Teresa Queirós e Valentina Parravicini. Mirror Piece I & II foi inicialmente apresentada no âmbito da exposição BMW Tate Live Exhibition: Ten Days Six Nights, com curadoria de Catherine Wood, Curadora Sénior de Arte Internacional (Performance), Isabelle Maidment, Assistente de Curadoria de Performance, e Andrea Lissoni, Curador Sénior de Arte Internacional (Filme), 16-25 Mar, 2018, Tate Modern. Antes das performances, a artista realizará uma conversa com Andrea Lissoni, curador sénior de arte internacional (filme) da Tate Modern, Londres. Acesso: 7,50€ (acesso conjunto às performances e conversa) Amigos de Serralves, Estudantes, Cartão Jovem e Maiores de 65: 3,75€ Lotação: 120 Imagem: Joan Jonas, Mirror Piece I, 1969, performance, Bard College, Annandale-on-Hudson, New York, 1969. Photo by Joan Jonas © 2019 Joan Jonas Antes das performances, a artista realizará uma conversa com Andrea Lissoni, curador sénior de arte internacional (filme) da Tate Modern, Londres. Biblioteca de Museu de Arte Contemporânea de Serralves (17h15) Performance realizada pela primeira vez em 1970 e que consolida as Mirrors Pieces posteriores — marca um importante ponto de viragem teórico e artístico para Joan Jonas, que passa do uso de espelhos como material nas suas esculturas para a sua utilização como adereço nas suas performances. O performer observa e examina meticulosamente o corpo através do espelho, que funciona como objeto e agente, e explora diferentes ângulos e perspetivas. Ténis do Parque de Serralves (18h) Mirror Piece II foi um dos primeiros de uma série de trabalhos em suportes de tempo limitado que estabeleceram Jonas como uma figura de proa no campo da performance. Nesta peça, vários performers executam uma série de ações cuidadosamente coreografadas com espelhos e vidros. Devido ao tamanho e ao peso dos adereços, os movimentos dos performers têm que ser lentos e cuidadosos. O perigo permanente de que os espelhos se partam cria uma sensação de ansiedade entre os espectadores. Os espelhos fragmentam o espaço, o público e os próprios performers.
Em colaboração com: Ana Rita Teodoro, Clarissa Sacchelli, Daniel Pizamiglio, Filipe Pereira, Sabine MacherCompanhia marca o reencontro de João dos Santos Martins com a equipa de Projeto Continuado (2015), dando continuidade aos...
FESTIVAL DDD: DIAS DA DANÇA - COMPANHIA DE JOÃO DOS SANTOS MARTINS
2019-05-07
![]() Em colaboração com: Ana Rita Teodoro, Clarissa Sacchelli, Daniel Pizamiglio, Filipe Pereira, Sabine Macher Companhia marca o reencontro de João dos Santos Martins com a equipa de Projeto Continuado (2015), dando continuidade aos processos de colaboração e investigação então iniciados e marcados por relações de afeto e labor. Companhia investe esteticamente na ideia de dança enquanto trabalho, utilizando, para isso, casos de estudo que examinam, por exemplo, a sistematização do movimento operário na relação estabelecida com as máquinas, de onde surge um conceito de coreografia enquanto tecnologia ou prótese. Em paralelo, reflete-se sobre como determinadas estéticas de dança, de ambições libertárias e democráticas, estão implicadas na redução dos pontos de tensão do corpo, implementando técnicas de eficácia na concretização do movimento, utilização energética e redução de esforço como alternativa ao modernismo rígido e ideologicamente "exterior” ao corpo. Interessa, com isto, refletir sobre trabalho e bem-estar, a forma como a dança, enquanto cânon de produção recíproca de prazer (do espectador, mas também do bailarino) e difícil de identificar socialmente como labor, interage com os seus modos e agentes de produção. E se a ideia de "companhia” aqui invocada pondera uma forma hegemónica de organização estrutural e administrativa em dança, ela implica também um modo de labor comum: companhia como facto ou condição de ser e estar com o outro, como forma de providenciar amizade ou prazer a um grupo de pessoas numa sociedade. [Imagem: José Carlos Duarte] João dos Santos Martins (Santarém, 1989) estudou dança e coreografia em várias instituições na Europa entre 2007 e 2011, incluindo a P.A.RT.S. e o e.x.er.c.e. Trabalha como coreógrafo e bailarino desde 2008, articulando a sua prática em diversas colaborações expressas em peças como Le Sacre du Printemps (2013) com Min Kyoung Lee, Autointitulado (2015) e Onde está o Casaco ? (2018) com Cyriaque Villemaux, e Antropocenas (2017) com Rita Natálio. João colaborou também em espetáculos do Teatro Praga, fez uma adaptação do solo Conquest (2011) de Deborah Hay produzido pela Fundação de Serralves, e dança atualmente em obras de Eszter Salamon, Xavier le Roy, Moriah Evans e Ana Rita Teodoro. Em 2017 organizou o ciclo Nova—Velha Dança em reflexão sobre a história recente da dança em Portugal onde, juntamente com a historiadora Ana Bigotte Vieira, desenvolveu uma timeline para documentar colectivamente estas práticas. A sua peça Projecto Continuado (2015) recebeu o prémio da Sociedade Portuguesa de Autores para Coreografia em 2016.
"aCORdo” surgiu quando Alice Ripoll foi convidada para participar com uma criação inédita, feita para ser encenada numa sala da ocupação "Que Legado”, realizada no Castelinho do Flamengo, no Rio de Janeiro, de març...
FESTIVAL DDD: DIAS DA DANÇA - ACORDO DE ALICE RIPOLL / CIA. REC (ESTREIA NACIONAL)
2019-05-05
![]() "aCORdo” surgiu quando Alice Ripoll foi convidada para participar com uma criação inédita, feita para ser encenada numa sala da ocupação "Que Legado”, realizada no Castelinho do Flamengo, no Rio de Janeiro, de março a abril de 2017. O trabalho deveria dialogar com a questõa do que teria ficado como legado para a cidade após os grandes eventos que supostamente trariam melhorias para a vida dos cariocas: a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Sem responder literalmente à pergunta, a artista propõe pensar a cidade na posição dos intérpretes com quem trabalha há oito anos. Eles são negros e moram numa favela carioca. Alice Ripoll é coreógrafa, intérprete e diretora de movimento para peças teatrais. É diretora da Cia REC de dança, com a qual realizou os espetáculos "Cornaca” (2009), "Katana” (coprodução Festival Panorama 2012), "Bô” (2015), "Pé de vento cabeça no chão” (coprodução Festival Panorama 2015), e a performance "aCORdo” (2017). Em 2014, dirigiu os espetáculos "Suave” e "O princípio da casa dos pombos”. É diretora de movimento do grupo teatral Foguetes Maravilha. [Imagem: Alice Ripoll]
Em colaboração com: Ana Rita Teodoro, Clarissa Sacchelli, Daniel Pizamiglio, Filipe Pereira, Sabine MacherCompanhia marca o reencontro de João dos Santos Martins com a equipa de Projeto Continuado (2015), dando continuidade aos...
FESTIVAL DDD: DIAS DA DANÇA - COMPANHIA DE JOÃO DOS SANTOS MARTINS
2019-05-05
![]() Em colaboração com: Ana Rita Teodoro, Clarissa Sacchelli, Daniel Pizamiglio, Filipe Pereira, Sabine Macher Companhia marca o reencontro de João dos Santos Martins com a equipa de Projeto Continuado (2015), dando continuidade aos processos de colaboração e investigação então iniciados e marcados por relações de afeto e labor. Companhia investe esteticamente na ideia de dança enquanto trabalho, utilizando, para isso, casos de estudo que examinam, por exemplo, a sistematização do movimento operário na relação estabelecida com as máquinas, de onde surge um conceito de coreografia enquanto tecnologia ou prótese. Em paralelo, reflete-se sobre como determinadas estéticas de dança, de ambições libertárias e democráticas, estão implicadas na redução dos pontos de tensão do corpo, implementando técnicas de eficácia na concretização do movimento, utilização energética e redução de esforço como alternativa ao modernismo rígido e ideologicamente "exterior” ao corpo. Interessa, com isto, refletir sobre trabalho e bem-estar, a forma como a dança, enquanto cânon de produção recíproca de prazer (do espectador, mas também do bailarino) e difícil de identificar socialmente como labor, interage com os seus modos e agentes de produção. E se a ideia de "companhia” aqui invocada pondera uma forma hegemónica de organização estrutural e administrativa em dança, ela implica também um modo de labor comum: companhia como facto ou condição de ser e estar com o outro, como forma de providenciar amizade ou prazer a um grupo de pessoas numa sociedade. [Imagem: José Carlos Duarte] João dos Santos Martins (Santarém, 1989) estudou dança e coreografia em várias instituições na Europa entre 2007 e 2011, incluindo a P.A.RT.S. e o e.x.er.c.e. Trabalha como coreógrafo e bailarino desde 2008, articulando a sua prática em diversas colaborações expressas em peças como Le Sacre du Printemps (2013) com Min Kyoung Lee, Autointitulado (2015) e Onde está o Casaco? (2018) com Cyriaque Villemaux, e Antropocenas (2017) com Rita Natálio. João colaborou também em espetáculos do Teatro Praga, fez uma adaptação do solo Conquest (2011) de Deborah Hay produzido pela Fundação de Serralves, e dança atualmente em obras de Eszter Salamon, Xavier le Roy, Moriah Evans e Ana Rita Teodoro. Em 2017 organizou o ciclo Nova—Velha Dança em reflexão sobre a história recente da dança em Portugal onde, juntamente com a historiadora Ana Bigotte Vieira, desenvolveu uma timeline para documentar colectivamente estas práticas. A sua peça Projecto Continuado (2015) recebeu o prémio da Sociedade Portuguesa de Autores para Coreografia em 2016.
Conceção, coreografia: Marco D’AgostinPerformers: Marco D’Agostin e Teresa SilvaA poética de Marco d’Agostin é fluida, dinâmica, sempre adaptativa. As suas peças inspiram-se em atlas, M.P.Shiel, em cr...
FESTIVAL DDD - DIAS DA DANÇA: AVALANCHE DE MARCO D’AGOSTIN (ESTREIA NACIONAL)
2019-04-28
![]() Conceção, coreografia: Marco D’Agostin Performers: Marco D’Agostin e Teresa Silva A poética de Marco d’Agostin é fluida, dinâmica, sempre adaptativa. As suas peças inspiram-se em atlas, M.P.Shiel, em criaturas extintas e na iconografia dos vídeos do Youtube. Em Avalanche, os dois seres humanos protagonistas estão a ser vistos pelo olho de um Ciclope como poeiras antigas, preservadas num bloco gelo. São dois atlas caminhando na madrugada de um novo planeta sob o peso de uma melancolia milenar. Os vestígios de tudo o que não pôde permanecer atuam como forças invisíveis sobre aquilo que sobreviveu e é agora reconvocado como uma regra, uma coleção, uma lista de possibilidades. A dança vive numa tensão constante em direção ao infinito da enumeração, buscando desesperadamente um desfecho. De olhos semicerrados, como para protegerem a visão da luz ofuscante de uma cor nunca vista, agarram o assomo de uma última possibilidade: uma terra de areia e sementes na qual uma outra pessoa irá aprender de novo a deslocar-se depois de o último vestígio ser destruído. Marco D'Agostin é um performer e coreógrafo ativo nas áreas de teatro, dança e cinema. Foi bailarino de Yasmeen Godder, Nigel Charnock, Emio Greco/Accademia Mobile, André Gingras, Simona Bertozzi, Sharon Friedman, Jorge Crecis, Rachel Krische, Guillermo Weickert, entre outros. Desenvolve o seu próprio trabalho coreográfico desde 2010. Com o apoio do Instituto Italiano de Cultura. [Imagem: Marco D'Agostin]
JULIANA HUXTABLE - TRIPTYCH2019-02-28
Juliana Huxtable é escritora, poeta, artista multimédia, DJ e ativista LGBT. Os seus trabalhos exploram questões de raça, género, queerness e identidade. Originária do Texas, Huxtable mudou-se para Nova Ior...
JULIANA HUXTABLE - TRIPTYCH
2019-02-28
![]() Juliana Huxtable é escritora, poeta, artista multimédia, DJ e ativista LGBT. Os seus trabalhos exploram questões de raça, género, queerness e identidade. Originária do Texas, Huxtable mudou-se para Nova Iorque, onde é fundadora das festas transgénero-inclusivas Shock Value e integra o coletivo House of Ladosha. É autora de dois livros, poemas, guiões de performance e ensaios. O trabalho da artista foi apresentado no MoMA PS1, Whitney Museum e New Museum, Nova Iorque, e no ICA e Frieze Projects, Londres. Em Serralves, apresenta Triptych, uma performance musical para eletrónica, voz, harpa, bateria e vídeo. Triptych resulta de uma montagem de sons com origem em workshops que Huxtable desenvolve com o seu colaborador frequente Joe Heffernan e com a harpista Ahya Simone. Explora a experiência de um sujeito que se dissolve na sua carne através do medo, alegria ou excitação. Feat. Ahya Simone e Joe Heffernan Bilhete: 7,5€ 50% desconto Estudante/Jovem, Maiores de 65 e Amigos Imagem: Juliana Huxtable. Fotografia de Nathan Bajar (New York Times)
Performers visitantes: Volmir Cordeiro, Latifa Laâbissi e Stephen ThompsonA convergência entre os interesses e as pesquisas da cenógrafa Nadia Lauro e da compositora/improvisadora Zeena Parkins sobre a questão do pa...
STITCHOMYTHIA - NADIA LAURO & ZEENA PARKINS
2018-12-16
![]() Performers visitantes: Volmir Cordeiro, Latifa Laâbissi e Stephen Thompson A convergência entre os interesses e as pesquisas da cenógrafa Nadia Lauro e da compositora/improvisadora Zeena Parkins sobre a questão do padrão e as formas como ele é apreendido levou-as a elaborar em conjunto a instalação visual e a performance musical Stitchomythia. Stitchomythia é um tapete anamórfico concebido para performers, cujos motivos óticos e cuja topografia em anamorfose – bem como a perturbação visual que emana – constituem uma partitura à escala do espaço. Stitchomythia segue, por um lado, a direção de Anamorphic Rug, uma instalação visual criada por Nadia Lauro e inspirada em Shining, de Stanley Kubrick, um filme em que o Hotel Overlook, o personagem principal do filme, se torna uma paisagem, uma ameaça, um organismo. Lauro pegou na famosa alcatifa geométrica do filme para a repensar num espaço ainda mais restrito do que o dos corredores do hotel. Uma deslocação ficcional que constrói uma topografia em trompe-l'oeil. O tapete bidimensional transmite a ilusão de pregas, sulcos, ondas, montes e movimentos do solo. Uma ficção anamórfica, esse tapete constitui um dispositivo ótico governado pelas leis da "arte da perspetiva secreta”. Este dispositivo foi usado por Lauro, primeiro para a peça Augures de Emmanuelle Huynh, e depois para Chut de Fanny de Chaillé, resultando numa ambiguidade percetiva para o espetador, entre a ilusão visual de uma paisagem em relevo e a realidade bidimensional na qual os intérpretes se vão transmutando. Por outro lado Stitchomythia relaciona-se com Lace, um projeto em curso de Zeena Parkins, iniciado em 2008 e baseado em fragmentos de renda recolhidos, até à data, em lugares da Escócia, Turquia, Bélgica, Espanha, Itália e França. É uma composição de múltiplos movimentos para improvisadores que propõe a renda como uma partitura que é percecionada como uma imagem cujos padrões variam de acordo com a distância e a proximidade do ponto de vista. O resultado é uma diversidade de leituras sugeridas pelas formas dos padrões e pelos padrões das formas – aqui justapostos, sobrepostos, adjacentes, paralelos, e pelas ações que constantemente se fazem e refazem. Aqui há uma malha, uma malha dentro de uma malha, um entrelaçamento de malhas repetido até ao infinito; das formas ao gesto, como num emaranhado de teias de aranha. Stitchomythia transmite uma inquietação no espaço/distribuição pela sua visibilidade extrema, oscilando entre a obsessão perigosa e o enfeitiçamento. Imagem: Stitchomythia © Nadia Lauro Enquanto artista visual e cenógrafa, Nadia Lauro tem apresentado o seu trabalho há várias décadas em múltiplos contextos: espaços cénicos, arquitetura paisagista, e museus. A artista concebeu cenários, ambientes e instalações visuais com forte poder dramatúrgico, gerando novas formas de ver e de estar juntos. Lauro colaborou com os seguintes coreógrafos, músicos e artistas internacionais: Vera Mantero, Benoît Lachambre, Frans Poelstra, Barbara Kraus, Emmanuelle Huynh, Fanny de Chaillé, Alain Buffard, Antonija Livingstone, Latifa Laabissi, Jonathan Capdevielle, Laeticia Dosh e com Jennifer Lacey, com quem cocriou vários projetos. Recebeu um New York Dance and Perfomance Award (The Bessie) pela instalação visual para "$Shot” (Lacey/Lauro/Parkins/Cornell). Em 1998, fundou o Squash Cake Bureau com a arquiteta Laurence Cremel para o desenvolvimento de projetos de design paisagista e mobiliário urbano. Realizou a cenografia para concertos de Cocorosie, Gaspard Yurkévitch e Dani Siciliano. Concebeu as instalações/performance "The montes”, "As Atletas”, "I hear voices” e desenvolveu ambientes para museus, teatros e galerias de arte na Europa, Japão e Coreia. Para a 4ª edição do Un Nouveau Festival do Centre Pompidou, apresentou "La Clairière” (Fanny de Chaillé / Nadia Lauro), um ambiente visual imersivo desenhado para ouvir "Khhhhhhh”/ Langues Imaginaires et Inventées. Desde 2014, Nadia Lauro é artista associada da Extension Sauvage Festival (Latifa Laabissi / Figure Project). Zeena Parkins é uma compositora electro-acústico, improvisadora e pioneira da prática e performance da harpa contemporânea. Parkins re-imagina a harpa acústica e a evolução de variações eléctricas deste instrumento por si criadas, através do uso de técnicas expandidas, preparações e processamentos. Numa constelação mutante entre improvisação, composição, gesto, toque, espaço, som, ruído e música, Parkins está envolvida em traduções de entidades sónicas, muitas vezes dentro de ambientes multicanal: arquitetónicos, emocionais, topográficos e sociais. Parkins recebeu encomendas do Whitney Museum, Tate Modern, Sharjah Art Foundation, NeXtWorks Ensemble, Donaueschinger Musiktage, Sudwestrundfunk, Bang in a Can Spit Orchestra e Merce Cunningham Dance Company e os prémios Doris Duke Artist Award, 3 Bessies (pelo seu trabalho inovador com dança), DAAD Fellowship, Shifting Fellowship, Foundation for Contemporary Arts, NYFA Fellowship, o menção honrosa no Prix Ars Electronica, entre outros. Residências artísticas incluem: Atlantic Center for the Arts Master Artist-in-Residence, Herb Alpert/ Ucross Prize, Rauschenberg Residency, Civitella Ranieri/Umbertide, Montalvo, Oxford University/The Ruskin School. As colaborações em performances e gravações incluem artistas como Bjork, Ikue Mori, John Zorn, Fred Frith, Christian Marclay, Butch Morris, Elliott Sharp, William Winant, Nate Wooley, Nels Cline, Bobby Previte, Mick Barr, Mary Halvorson, Brian Chase, Leila Bourdreuil, Yuka C. Honda, Okkyung Lee, Matmos, Yoko Ono, Yasunao Tone, Pauline Oliveros, Kim Gordon, Thurston Moore, Lee Renaldo, ROVA Saxophone Quartet, Myra Melford e Miya Masaoka. Parkins foi distinguida enquanto artista convidada no Mills College em Oakland, California.
NICHOLAS BUSSMANN - “WANDERING DUNES 002” DE 2018-09-29 a 2018-09-30
Com: André Alves, Marta Ângela, Nicholas Bussmann, Marcos Cavaleiro, Lucile Desamory, Yusuf Ergün, Michael Guggenheim, Margareth Kammerer, Rudi Katholnig, Eduard Mont de Palol, Leonor Narciso, Rico Lee, Aaron Snyder, Helg...
NICHOLAS BUSSMANN - “WANDERING DUNES 002”
DE 2018-09-29 a 2018-09-30
![]() Com: André Alves, Marta Ângela, Nicholas Bussmann, Marcos Cavaleiro, Lucile Desamory, Yusuf Ergün, Michael Guggenheim, Margareth Kammerer, Rudi Katholnig, Eduard Mont de Palol, Leonor Narciso, Rico Lee, Aaron Snyder, Helga Utz Vindo da música improvisada, o compositor, improvisador e artista conceptual berlinense, Nicholas Bussmann, tem desenvolvido vários conceitos e algoritmos para performances coletivas. Conjuntos de regras simples permitem que amadores e profissionais façam parte do processo criativo. Com "Wandering Dunes”, mais uma vez, o próprio processo coletivo é tópico para propor o envolvimento do público numa posição ativa, podendo decidir entre apenas assistir ou jogar. Inspirado nos jogos em caixas de areia, a performance traça ligações entre mapas e fronteiras territoriais, jogos de estratégia e guerra, jardins infantis e campos de imaginação, numa apresentação com vários líderes de jogo e um pequeno coro e músicos errantes. Enquanto o coro multilingue Cottbusser Chor apresenta "The News Trilogy” (da qual a primeira e segunda parte foram apresentadas no Museu de Serralves em 2015), as performances dos restantes músicos referem-se a comunidades nómadas existentes na Europa. Assim sendo, a peça inicia um diálogo entre três pilares: território, poder e criatividade. De um lado estão os jogos de poder e a imaginação arraigados no passado e de olhos postos no futuro e, do outro, os nómadas em extinção ancorados no presente e resistindo às regras de propriedade estabelecidas. Esta é a segunda iteração de "Wandering Dunes”, estreada Taxispalais/Kunsthalle Tirol, em Innsbruck, em Junho de 2018, no contexto da exposição a solo de Bussmann, "Amelica”. Imagem: Nicholas Bussmann, Sandbox game WANDERING DUNES, TAXISPALAIS Kunsthalle Tirol, 2018. Photo: Günter Kresser Apoio: Goethe Institut
O MUSEU COMO PERFORMANCE 2018 DE 2018-09-08 a 2018-09-09
ARTISTAS: ASUNA (JP), ALEX BACZYNSKI-JENKINS (UK/HR), FRÉDÉRIC GIES (FR/SE), HANNAH CATHERINE JONES A.K.A FOXY MORON (UK), CATARINA MIRANDA (PT), VERA MOTA (PT), XAVIER PAES (PT), RUI PENHA/JOÃO DIAS (PT), FATIMA AL...
O MUSEU COMO PERFORMANCE 2018
DE 2018-09-08 a 2018-09-09
![]() ARTISTAS: ASUNA (JP), ALEX BACZYNSKI-JENKINS (UK/HR), FRÉDÉRIC GIES (FR/SE), HANNAH CATHERINE JONES A.K.A FOXY MORON (UK), CATARINA MIRANDA (PT), VERA MOTA (PT), XAVIER PAES (PT), RUI PENHA/JOÃO DIAS (PT), FATIMA AL QADIRI (SN/DE), NINA SANTES (FR), NORA TURATO (HR/NL) Organizada pelo Museu de Arte Contemporânea de Serralves desde 2015, "O Museu como Performance” é uma plataforma dedicada às novas práticas da performance que reconhece a sua importância crescente no campo das artes visuais. Este eixo de programação também vem sedimentar e ampliar a história transdisciplinar do Museu de Serralves. A sua quarta edição reúne doze trabalhos recentes de artistas portugueses e internacionais abrangendo e cruzando dança, música, narrativas faladas, performances visuais e sonoras. O programa inclui encomendas em estreia absoluta e adaptações aos espaços de Serralves, num reconhecimento do potencial do seu singular contexto arquitetónico. Ao longo de dois dias, através da voz, corpos, gestos e narrativas, propõe-se diversas formas de desconstruir convenções disciplinares e normatividades. PROGRAMAÇÃO SÁBADO, 8 de Setembro 14h00 - Boas-vindas pelo Diretor do Museu 14h30 – 17h00 – "curva contínua” VERA MOTA - Galerias do Museu 15h30 – 15h55 – "Im happy to own my implicit biases" NORA TURATO - Biblioteca 16h15 – 16h50 – "Berrante” XAVIER PAES - Hall do Museu 17h00 – 18h00 – "Self Made Man” NINA SANTES - Auditório 17h30 – 20h30 – "Us Swerve” ALEX BACZYNSKI-JENKINS - Hall do Museu (performance duracional) 19h00 – 19h25 – "Im happy to own my implicit biases" NORA TURATO – Foyer Auditório 19h30 – 21h00 – "100 keyboards” ASUNA - Biblioteca 20h00 – 20h30 – "Mazezam” CATARINA MIRANDA - Galerias do Museu 20h30 – 21h00 – "Owed to Suspension” HANNAH CATHERINE JONES a.k.a. FOXY MORON - Auditório DOMINGO, 9 de Setembro 15h00 – 15h30 - "Mazezam” CATARINA MIRANDA - Galerias do Museu 15h30 – 15h55 - "Im happy to own my implicit biases" - NORA TURATO - Sacristia da Capela 16h30 – 17h00 - "Owed to White Noise” HANNAH CATHERINE JONES a.k.a. FOXY MORON – Auditório 17h30 – 18h00 - "Metal Locker Acoustics" XAVIER PAES - Capela 18h00 – 22h00 - "Dance is Ancient” FRÉDÉRIC GIES - Casa (performance duracional) 18h30 – 18h45 - "auditorium” RUI PENHA/JOÃO DIAS - Galerias do Museu 18h30 – 20h00 - "100 keyboards” ASUNA - Biblioteca do Museu 20h15 – 20h30 - "auditorium” RUI PENHA/JOÃO DIAS - Galerias do Museu 20h30 – 20h55 - "Im happy to own my implicit biases" NORA TURATO - Sacristia da Capela 22h30 – 23h30 - "Shaneera” FATIMA AL QADIRI - Auditório Acesso: mediante aquisição de bilhete Museu (10€) Desconto de 25% na aquisição de bilhete para os dois dias (15€). Cumulativo com os descontos habituais (50% para Estudantes e >65 anos). Amigos de Serralves: Entrada gratuita Sujeito à lotação do espaço. ![]()
Asuna é um artista sonoro japonês ativo desde o início dos anos 2000, produzindo trabalhos de instalação, performances ao vivo e gravações discográficas. Desde 2002, tem vindo a desenvolver um tipo de música eletrónica muito pessoal, na qual explora a etimologia do órgão eletrónico, na sua maioria velhos teclados sonoros de brincar. Para esta instalação/performance, Asuna usa 100 pequenos teclados operados a pilhas. O trabalho foca-se nos "sons de interferência/ressonâncias moiré”, um fenômeno originado quando ondas sonoras da mesma frequência se propagam em direções diferentes, sobrepondo-se umas às outras. A interferência complexa e ressonância acústica cria um som diferente para cada posição no espaço. Como os teclados são produtos baratos, a maioria dos quais produzidos como brinquedos, o som/afinação de cada um é ligeiramente diferente ou a transição entre tons é instável devido ao facto poder de condução da bateria, aumentando a complexa interferência de sons e ressonâncias no espaço, criando diferentes loops de ondulação no seio de uma experiência auditiva site-specific. Em Us Swerve, Alex Baczynski-Jenkins encena uma partitura coreográfica para uma constelação de artistas em patins de linha que circula ao longo de horas, recitando e reformulando fragmentos de poesias sobre o desejo e o afeto. Diferentes extratos destes poemas são registados em polifonia pelos rollerskaters e modificados pela direção e alteração dos seus movimentos na circulação pelo espaço, Através de um discurso contínuo, os artistas guiam-nos por um arquivo estranho de versos e modelações, de autoria dos escritores e poetas Essex Hemphill, Eileen Myles e Langston Hughes, entre outros. Trata-se de uma corrente literária suave e em movimento que estabelece um diálogo melancólico, situado entre a atração e a repetição. Alex Baczynski-Jenkins trabalha com coreografia e performance. A sua prática centra-se na mediação e na política do afecto e da representação. As suas obras foram apresentadas na David Roberts Art Foundation, Delfina Foundation, Basel Liste, Block Universe, Home Works Beirut, Whitechapel Gallery and the Sophiensaele Theatre. Jenkins é co-fundador do espaço artístico Kem, em Varsóvia. Possui o Bacharelato em Contemporary Dance, Choreography, Context, na Universidade de Belas Artes, em Berlim e o Mestrado em Aural e Cultura Visual, na Universidade Goldsmiths, em Londres. Jenkins foi ainda participante no programa da Ashkal Alwan’s Home Workspace, em Beirute. Frédéric Gies é um artista do campo da dança experimental sediado em Estocolmo. Depois de dançar em peças de vários coreógrafos franceses nos anos 1990 (Daniel Larrieu, Olivia Grandville, Odile Duboc, Jean-François Duroure, Bernard Glandier e Christophe Haleb), começou a desenvolver o seu próprio trabalho, baseado na questão de como podem a dança e a coreografia abordar a política de uma forma não representacional. As suas peças têm origem em processos de pesquisa de movimento muito rigorosos, informados pela sua experiência no campo de práticas somáticas e em formas específicas de dança contemporânea, pela sua formação em ballet clássico e pela sua participação nas culturas techno e rave. As danças criadas por Gies fazem colapsar de várias formas as hierarquias e distinções entre diferentes formas de dança. Os seus últimos trabalhos estão intimamente relacionados com as suas experiências em discotecas e raves. Em todos eles, Gies colabora com Fiedel, um Dj residente em Berghain e com o artista visual Anton Stoianov. São concebidos como encontros sociais de longa duração centrados na dança e na música techno, nos quais a audiência é interpelada de diversas formas. Em 2016, criou com Fiedel, Stoianov e Thomas Zamolo a performance duracional (entre 7 a 10 horas) Dance is ancient. Concebida como um rito, Gies dança batidas contagiosas da música techno, em redor de uma escultura totémica criada por Anton Stoianov e sob as luzes reminiscentes da pista de dança de Thomas Zamolo. Dance is ancient abre um espaço para a multiplicidade de movimentos individuais e colectivos ainda por inventar. Devolve o foco à pista de dança e aos poderes mágicos do acto de dançar. Com formação em dança e em artes visuais, a prática artística de Catarina Miranda (Coimbra, 1982) que se divide entre a coreografia, a performance, o vídeo e a instalação – situa-se na intercepção entre imagem, movimento, voz, cenografia e luz, encarando o corpo enquanto um recipiente, ou condutor, de procedimentos e de gestos que conduzam a uma consciência visceral do presente. A artista apresentou as peças BOCA MURALHA, REIPOSTO REIMORTO, SHARK e RAM MAN entre o Festival Materiais Diversos, Festival Circular, Teatro Municipal do Porto, Dock11 Berlim, DanceBox em Kobe/Japão e o Teatro Nacional São João. Terminou recentemente o mestrado EXERCE no ICI-CCN de Montpellier/Fr e os Estudos em Teatro Noh no Programa TTT em Kyoto/Jp; é licenciada em Pintura pela FBAUP. Em Serralves, a artista apresentará a peça Mazezam. MAZEZAM Exercício coreográfico de refração espacial, onde dois corpos em rotação ininterrupta desenham um percurso simultaneamente estático e progressivo. A repetição do gesto e da luz vem potenciar a transformação das matérias cénicas e orgânicas e redefinir a percepção hipnagógica do tempo. A composição sonora ocupa o espaço cénico e cosmológico e aproxima-se de estratégias tímbricas da música concreta e do teatro N? Japonês. Mazezam é uma performance inspirada na obra "Bardo Thodol” e desenvolve a ideia do corpo em transição. Concepção, Luz, Figurinos — Catarina Miranda; Performance — Alexandre Tavares, Marco Tavares; Composição Sonora — Jonathan Uliel Saldanha Hannah Catherine Jones é uma artista, pesquisadora, apresentadora de rádio, compositora, maestrina e fundadora do projeto comunitário Peckham Chamber Orchestra que vive e trabalha em Londres. Jones actua frequentemente sob o pseudónimo Foxy Moron, criando trabalhos em que justapõe modalidades musicais arcaicas e timbres de ficção científica para produzir aquilo a que chama "antagonismos sónicos”. Estes "sons em oposição” são um veículo para reflectir sobre os dolorosos legados da escravatura e os seus efeitos e afectos que ainda se fazem sentir, mas também para aferir das possibilidades conceptuais do Afrofuturismo – reimaginar o passado enquanto se olha para o futuro. As performances de Foxy Moron são frequentemente cantadas em Zulu, reflectindo a ascendência caribenha e sul-africana da artista, e são entendidas por Jones como "uma forma de auto-reparação – de reeducar-me através da descolonização”. Integral a este eixo central da prática de Jones está a série de rituais sónicos "The Oweds” usando combinações de voz, theremin, instrumentos de cordas e projeções vídeo, às vezes orquestrados, predominantemente improvisados. Jones apresenta em Serralves duas iterações desta série: "Owed to Suspension” (2018) e "Owed to White Noise” (2017). Jones é atualmente investigadora do AHRC DPhil na Universidade de Oxford, explorando a relação entre o Afrofuturismo e a Gesamtkunstwerk através da música e arte de Sun Ra e Wagner. É responsável pelos programas de rádio Late Junction (BBC Radio 3) e The Opera Show (NTS Radio). Já se apresentou ao vivo e lecionou internacionalmente na Oxford University, Trinity LABAN Conservatoire, Royal College of Art, London College of Comunication, Liverpool Bienniel (Reino Unido), NYU, Harvard University (EUA), Umuzi (África do Sul), Liquid Architecture (Austrália), entre outros. Expôs em museus , centros de arte e galerias como o Beirut Arts Centre, Modern Art Oxford, Tate Modern, Gasworks, Guest Projects, Vitrine, IMT, Almanac e Whitechapel. A prática artística de Vera Mota (Porto, 1982) divide-se entre a performance, a escultura, o desenho e a instalação. O seu trabalho, embora seja visualmente identificado com princípios minimalistas, explora o conflicto entre ordem e acidente, entre organização e erro. Vera Mota atribui uma particular atenção a uma espécie de "economia da presença”, ao esforço e à acção, procurando, através de gestos muito simples criar novos significados para determinados materiais de uso quotidiano. Em Serralves, a artista apresentará uma performance inédita em que tira partido das qualidades, nomeadamente sonoras, de uma matéria tão comum – pelo menos nas cozinhas – como folhas de papel de alumínio. O trabalho de Vera Mota foi apresentado em exposições no Fórum Engénio Almeida (Évora), Centro Cultural Vila Flor (Guimarães), Galeria Municipal Almeida Garrett (Porto), SESC (São Paulo), Sismógrafo (Porto, Portugal), Matadero (Madrid) e Fundação de Serralves (Porto), entre outros. Em Serralves, a artista apresentará, em estreia, a performance Curva contínua. Curva contínua Numa curva contínua, abre-se a fenda até que nela se veja o fim. A figura percorre a orla de um reflexo, levantando na ponta dos dedos o plano sibilante, espessando de tempo a forma inteira. Praticante nas áreas das artes plásticas e intermédia, música experimental improvisada, performance, activismo e multi-instrumentalismo, Xavier Paes (Coimbra, 1994), divide o seu tempo entre a exploração sonoplasta e uma Licenciatura no ramo de Multimédia na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. Trabalha a solo e em projectos colectivos como Dyslexic Project e Favela Discos, entre outras colectividades efémeras, em busca da potencialidade sonora e estética das coisas, tendo performado regularmente desde 2015, incluindo espaços como o Stichting Centrum (Haia), OCCII (Amesterdão), Vondelbunker - Free Fringe Festival (Amesterdão), L’International (Paris) e Serralves (Serralves em Festa 2017 e 2018). Berrante Apresentada pela primeira vez ao público no âmbito do evento "Serralves em Festa" de 2018 através do Grupo Sintoma, Berrante é uma performance sonora que passa pela exploração de frequências harmónicas de uma estaca com três metros de comprimento. Partindo dos conceitos de tensão e equilíbrio, através de movimentos de percussão e fricção, é feita uma abordagem quase primitivista ao objecto, em busca de um som que nos remete para dimensões arcaicas, período remotos, numa performance dividida em dois momentos, com a participação especial de Olank Monk e Inês Silva. Metal Locker Acoustics Metal Locker Acoustics é uma performance sonora onde são exploradas as potencialidades acústicas de um armário de cacifos metálico amplificado. Por meio de estímulos físicos como fricção e percussão, é criada uma composição baseada na ideia de ostinato com apoio em pedais de efeitos, onde as diferentes partes que compõem um cacifo são utilizadas como membros de um instrumento, emitindo ruídos dos locais mais inesperados, imergindo progressivamente num corpo sonoro disforme, marcado por ritmos desconcertantes e vozes metálicas em êxtase. Rui Penha (Porto, 1981) é um compositor e artista de música electroacústica ao vivo. A sua música, marcada pelo seu interesse profundo em tecnologias musicais – quer em programação de software quer em desenvolvimento de novas interfaces para expressão musical – tem sido tocada por toda a Europa por músicos e formações como Peter Evans, Pedro Carneiro, Arditti Quartet, Remix Ensemble e Orquestra Gulbenkian, entre outros. Em Serralves, a sua música será interpretada por João Dias (Oliveira de Azeméis, 1986), percussionista, licenciado e mestre pela ESMAE (Porto) na classe de Miquel Bernat, Nuno Aroso e Manuel Campos, e doutorando em Artes Musicais na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Enquanto intérprete, destacam-se as suas colaborações com o Drumming Grupo de Percussão, Remix Ensemble, Orquestra Sinfónica da Casa da Música e Orquestra Gulbenkian.
Artista visual, música e compositora nascida no Senegal em 1981, criada no Kuwait e a viver actualmente em Nova Iorque, Fatima Al Qadiri explora no seu trabalho experiências e memórias da guerra, e desafia as percepções ocidentais de outras culturas. Em 2013, Al Qadiri passou a integrar o colectivo GCC, cujo trabalho foi exposto no MoMA PS1, no Fridericianum, na Sharjah Art Foundation e no Whitney Museum of American Art. Uma das vozes da música electrónica actual, Al Qadiri, além do seu trabalho a solo, integra o grupo Future Brown. Respondendo ao desafio para apresentar ao vivo o seu mais recente registo discográfico, "Shaneera”, Al Qadiri estreou na edição de 2018 do festival Sónar em Barcelona o poderoso show audiovisual relativo a este trabalho. Shaneera é a pronúncia errada em inglês da palavra árabe, shanee'a (?????), que significa literalmente "ultrajante, abominável, hediondo, grave e sujo". Numa outra iteração da palavra, enquanto gíria queer usada no Kuwait e em alguns países árabes - uma outra luz, esta positiva e desejável, é lançada sobre esses atributos. Shaneera refere-se a uma persona que desafia géneros (ou a estados ou ações temporárias e transitórias), sendo uma "queen” malvada. As letras são sugestivas, suplicantes, venenosas e amorosas, algumas originais, outras resultando de material retrabalhado a partir de chats do Grindr, online drag e sketches de comédia "femme”. A língua é uma mistura de árabe kuwaitiano e egípcio com iraquiano proverbial. Musicalmente, o projeto combina o Khaleeji (do Golfo Árabe), secções rítmicas de bateria ocidentais e melodias de arabesco. "Shaneera” habita um território volátil e encoberto, entre a masculinidade e a feminilidade, sendo uma carta de amor dirigida às "queens” boas e más em todo o mundo. Nina Santes pertence a uma geração de artistas oriundos do teatro ambulante e de marionetas, estando o início da sua carreira ligado às marionetas. Sensível ao cruzamento de práticas, Santes desenvolve regularmente colaborações com os mundos das artes visuais, da música e da moda. Santes colaborou como performer com os artistas e coreógrafos Mylène Benoit, Myriam Gourfink, Catherine Contour, Pascal Rambert, Kevin John, Olivier Normand, Laurence Pagès, Hélène Cathala, Perrine Valli, Éléonore Didier, Philippe Grandrieux, Herman Diephuis. É a autora de peças coreográficas e musicais, incluindo Désastre (2012), em colaboração com o compositor Kasper Toeplitz, Transmorphonema (2014), um dueto com o coreógrafo Daniel Linehan e self-made man (2015). Em 2016, assinou o duo A leaf, far and ever, criado em colaboração com Célia Gondol e mais recentemente Hymen, hymme, uma peça para cinco performers, estreada em janeiro, no Festival Pharenheit, Havre, Normandia. Self made man Em Self made man, Santes entrecruza o movimento, a voz falada e cantada, e implemento a cenografia em tempo real. Ao articular estas múltiplas práticas, a artista encara o plateau como lugar de um possível artesanato, como um ateliê de fabrico à vista de todos, em direto. Um espaço virgem dedicado ao fazer, comandado por um espírito autodidata, faça-você-mesmo e intuitivo. Estaleiro ocupado por um corpo e um espaço, Self made man celebra o equilíbrio entre o tempo da prática concreta e o tempo da contemplação. Trata-se de (se) construir. (De) construir. (Re) construir. O corpo, o som, figuras, paisagens, ficções. Uma linguagem, uma forma de nos relacionarmos com o mundo. Self made man é uma partitura polifónica para um autodidata solitário. É a formulação de uma linguagem para a reinvenção de si-mesmo. É a realização lenta e progressiva de uma utopia enterrada. As performances spoken word de Nora Turato partem de uma observação precisa da vida quotidiana. Através da ênfase colocada na forma como diz os textos (nomeadamente, a atenção ao ritmo e à melodia), a artista acentua a urgência dos temas socio-culturais abordados. Com uma expressão facial destemida, uma exagerada aparência feminina, uma pose determinada e um ritmo frenético, Nora Turato mistura e despeja pedaços de conversas, trechos de literatura, textos publicados em redes sociais, e frustrações políticas e sociais que contribuem para criar uma paisagem sonora tão impulsiva e apaixonada quanto melódica – não por acaso, as suas performances, graças ao seu ritmo particular e ao seu desafio a convenções artísticas e sociais, são normalmente relacionadas com o hip-hop e com o punk.
"I/E" - TAREK ATOUI2018-06-30
I/E é uma arqueologia sonora, uma pesquisa em estomatografia* sónica, que procura alcançar estruturas ocultas na cidade. Os sons são gravados abaixo da superfície, no mar, no rio, no mundo subterrâneo, movidos para a l...
"I/E" - TAREK ATOUI
2018-06-30
![]() I/E é uma arqueologia sonora, uma pesquisa em estomatografia* sónica, que procura alcançar estruturas ocultas na cidade. Os sons são gravados abaixo da superfície, no mar, no rio, no mundo subterrâneo, movidos para a luz numa tentativa de localizar, decifrar e entender a identidade do lugar. As gravações transcrevem as múltiplas camadas da paisagem. Para este projeto, Tarek Atoui tem colaborado com especialistas em gravações sonoras. A edição do Porto contará com Eric La Casa. Juntos, eles navegarão pela acústica, refrações e reverberações das linhas de água da cidade e dos seus arredores usando diferentes microfones fazer um exame sonoro tanto à escala macro como micro. Alguns dos sons remontam a milhares de anos atrás e outros pertencem à cidade contemporânea. A partir da escuta das atividades humanas e naturais nos portos e cais, exploram a forma como o som reflete as realidades culturais, sociais e económicas. O processo de pesquisa será desenvolvido durante uma residência no Porto na Sonoscopia e será documentado pelo fotógrafo analógico Alexandre Guirkinger. O material acumulado através das gravações sonoras constitui o ponto de partida para uma interpretação do lugar, para uma composição e performances que extrapolam para o espaço, reintroduzindo no lugar os sons das suas próprias histórias ocultas. I/E foi originalmente concebido por Tarek Atoui como um estúdio de som, um espaço de escuta e uma plataforma de performance alojada dentro de um contentor à prova de som. Atoui pensou em I/E como uma ferramenta polivalente que lhe permitiria gravar, tocar e colaborar com uma variedade de músicos em contextos exteriores incomuns. No caso da iteração no Porto, o trabalho de estúdio será alojado na Sonoscopia e a apresentação ao vivo acontecerá no Parque de Serralves com Tarek, La Casa e a participação dos músicos associados da Sonoscopia: Alberto Lopes, Gustavo Costa e Henrique Fernandes. I/E foi apresentado pela primeira vez como uma versão protótipo em outubro de 2013 no Carrousel du Louvre como parte da feira de arte FIAC, instalada em frente à Pirâmide do Museu do Louvre. Nos anos que se seguiram, I/E tem viajado de porto em porto, passando por Atenas, Abu Dhabi e Singapura. Agora, instala-se no Porto. O processo é desenvolvido durante uma residência na Sonoscopia e documentado pelo fotógrafo Alexandre Guirkinger. As gravações formam o ponto de partida para uma interpretação do lugar, para uma composição e performances com Atoui, La Casa e músicos associados da Sonoscopia: Alberto Lopes, Gustavo Costa e Henrique Fernandes. *Estomatografia é um termo arqueológico relativo ao processo de revelação das diferentes camadas históricas de um lugar. Co-produção: Sonoscopia Cortesia Galerie Chantal Crousel Agradecimentos: Porto de Leixões/APDL Águas do Porto/Câmara Municipal do Porto Douro Azul Douro Marina Reserva Natural Local do Estuário do Douro/Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia Santa Casa da Misericórdia do Porto Imagem (c) Locus Athens ![]() Atoui nasceu no Líbano em 1980 e mudou-se para França em 1998, onde estudou arte sonora e música eletroacústica. Em 2008, Foi diretor artístico do STEIM Studios em Amsterdão, um centro de pesquisa e desenvolvimento de novos instrumentos musicais eletrónicos. O seu trabalho tem sido apresentado internacionalmente em instituições de arte contemporânea como a Fondation Louis Vuitton (Paris), o New Museum (Nova Iorque), a Tate Modern (Londres), Manarat Saadiyat (Emirados Árabes), La Maison Rouge (Paris), Media City (Seul), Haus der Kunst (Munique), Serpentine Gallery (Londres), Bonniers Konsthall (Estocolmo) ou a Fondazione Prada (Veneza), e também em eventos como a Bienal de Sharjah 9 e 11 (Emiratos Árabes Unidos), Performa 11 (Nova Iorque) ou a doCUMENTA 13 (Kassel). Nascido em 1980, Villeneuve-Saint-Georges, França. Vive e trabalha em Paris, França. Alexandre Guirkinger formou-se no IEP em Lille e trabalhou brevemente para a Magnum Photos como gerente de produção antes de decidir dedicar-se à fotografia em tempo integral em 2006. Trabalhou para revista M Magazine, Wall Street Journal, AD e T Magazine, desenvolvendo uma linguagem fotográfica que vai de paisagens a retratos, naturezas-mortas e imagens de arquivo. Em 2010, Guirkinger começou a fazer trabalhos colaborativos com artistas como Étienne Chambaud, Raimundas Malasauskas, Alex Cecchetti e Tarek Atoui. Enquanto isso, trabalhou em projetos pessoais que foram comparados a documentários conceptuais. Em 2015, completou o projeto de longa-duração, Maginot Line, exibido nos Rencontres d'Arles em 2016. Durante os últimos 20 anos, La Casa tem vindo a questionar a perceção da realidade e a expandir a noção do que é musical hoje. A sua estética particular na captura de som permite que o seu trabalho se encaixe tanto no campo da arte sonora como no da música. As suas experiências/improvisações com a paisagem sonora quotidiana resultaram em instalações site-specific e peças musicais usando apenas as suas gravações de campo, e também edições de CDs e produções audiovisuais (como as realizadas em colaboração com Ken Jacobs e Luke Fowler). La Casa também produz peças para rádio para a France Culture onde aborda questões sobre a audição (Habiter, 2015) e co-dirige a editora de arte sonora Swarming (com Philip Samartzis). Sonoscopia é uma associação/plataforma de criação, produção e promoção de projetos artísticos e educativos. Centra-se essencialmente nas áreas da música experimental, improvisada e eletroacústica, na exploração e investigação sonora, construção de novos instrumentos e no seu cruzamento interdisciplinar com a literatura, a dança, o teatro e as artes visuais. Desde a sua criação em 2011, a Sonoscopia já produziu até mais de 500 eventos, criações próprias, atividades pedagógicas e publicações em cerca de 20 países Europeus, Estados Unidos, Líbano, Brasil, Japão, Emirados Árabes Unidos e Tunísia. Os seus programas e residências artísticas já acolheram dezenas de artistas de todo o mundo. Em I/E Porto, participam os membros fundadores Gustavo Costa e Henrique Fernandes, para além de Alberto Lopes.
o-chá-mu2018-05-13
CICLO "ÁLVARO LAPA: NO TEMPO TODO”: ARTES PERFORMATIVAS . CINEMA . PENSAMENTOESTREIAo-chá-múIsabel CarvalhoIsabel Carvalho fará a leitura de uma sequência de pequenas narrativas em ordem variável, em dois momentos, a que d...
o-chá-mu
2018-05-13
![]() ESTREIA o-chá-mú Isabel Carvalho Isabel Carvalho fará a leitura de uma sequência de pequenas narrativas em ordem variável, em dois momentos, a que deu o nome de O-CHÁ-MU. Este chá foi indicado pelo professor Álvaro Lapa à turma do primeiro ano de psicologia, no ano de 1995, logo numa das primeiras aulas sem razão óbvia que o justificasse e que a artista ficou a saber, posteriormente, que é um chá composto de várias ervas e raízes reconhecido por fortalecer os orgãos reprodutores femininos e pela moderação com que deve ser bebido por possuir uma energia considerável de yang. Como metáfora da memória, a escolha do título reflete a atualização das impressões antigas da experiência escolar, recuperadas e recombinadas com o percurso pós-escolar e o contacto retomado com a obra de Álvaro Lapa. Copyright de Imagem: Isabel Carvalho. Isabel Carvalho vive atualmente no Porto. Ao longo dos últimos anos o seu trabalho artístico tem-se desenvolvido em torno das artes visuais, da escrita e da edição caracterizando-se a sua prática por uma forte componente de investigação - cruzando abordagens científicas e especulativas como metodologia. Participou em projetos expositivos e editoriais de referência internacional. A par do trabalho artístico dedica-se ao ensino de disciplinas de Desenho e Ilustração.
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||