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Itinerâncias Nacionais
RUI AGUIAR, LOURDES CASTRO, MAURO CERQUEIRA, PRISCILA FERNANDES, ÂNGELA FERREIRA, MONA HATOUM, BETHAN HUWS, BRUCE NAUMAN, DENNIS OPPENHEIM, FERNANDO JOSÉ PEREIRA, PEDRO TUDELA, RICHARD TUTTLE Desde a sua génese...
INTERCIDADES | A COLEÇÃO DE SERRALVES NOS PAÇOS DO CONCELHO DE LISBOA
DE 2020-03-10 a 2020-04-19

RUI AGUIAR, LOURDES CASTRO, MAURO CERQUEIRA, PRISCILA FERNANDES, ÂNGELA FERREIRA, MONA HATOUM, BETHAN HUWS, BRUCE NAUMAN, DENNIS OPPENHEIM, FERNANDO JOSÉ PEREIRA, PEDRO TUDELA, RICHARD TUTTLE
Desde a sua génese preocupada em fornecer um contexto internacional à arte portuguesa, em reunir um núcleo considerável de obras produzidas a partir da década de 1960 e em dar condições para que artistas portugueses e estrangeiros produzam trabalhos inéditos, a Fundação de Serralves é atualmente detentora de um dos mais importantes conjuntos de arte contemporânea a nível europeu. Nesta viagem Intercidades, o visitante é convidado a (re)descobrir um conjunto de obras emblemáticas da Coleção de Serralves, cruzando diferentes abordagens autorais aos principais temas do pensamento artístico contemporâneo. Concebida propositadamente para os Paços do Concelho de Lisboa, a exposição integra trabalhos representativos da multiplicidade de linguagens que marcam a arte dos séculos XX e XXI, propondo um diálogo com a natureza e função do espaço que ocupa, símbolo de cidadania e de liberdade.
Produção: Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, Porto
- LocalPaços do Concelho de Lisboa
- Dias10-03-2020 - 19-04-2020
Esta exposição é uma forma de homenagear Helena Almeida e de refletir sobre a importância e singularidade da sua obra.O percurso de Helena Almeida confunde-se com a história da Fundação de Serralves. Foi uma das prime...
HELENA ALMEIDA: HABITAR A OBRA | DA COLEÇÃO EM MATOSINHOS
DE 2020-03-08 a 2020-04-19

Esta exposição é uma forma de homenagear Helena Almeida e de refletir sobre a importância e singularidade da sua obra.
O percurso de Helena Almeida confunde-se com a história da Fundação de Serralves. Foi uma das primeiras artistas portuguesas a ter uma grande exposição na Casa de Serralves, ainda antes da abertura ao público do edifício do Museu; é uma das artistas melhor representadas na Coleção de Serralves e a sua obra, além de frequentemente exposta em mostrascoletivas, foi objecto de uma grande exposição retrospetiva, A Minha Obra é o Meu Corpo, O Meu Corpo é a Minha Obra, no Museu de Serralves, em 2015. Essa mostra teve depois uma importante itinerância internacional para o Jeu de Paume, em Paris (2016), para o Wiels, em Bruxelas (2016) epara o IVAM, em Valência (2017), contribuindo decisivamente para a divulgação do singular trabalho da artista no mundo. Helena Almeida produziu desde a década de 1960 uma obra singular caracterizada por um marcado interesse pelo corpo, o seu lugar central — que regista, ocupa e define o espaço — e o seu encontro performativo com o mundo. As primeiras telas abstratas da artista abordavam de forma crítica os limites do espaço pictórico e as condições literais da pintura. Esse interesse estendeu-se nos anos 1970 à fotografia, onde o inconfundível espaço do ateliê da artista e o corpo feminino, fragmentado ou parcialmente obscurecido, se tornaram presenças recorrentes. É o caso da obra Sem título, de 1994-95, que integra esta exposição: uma sequência fotográfica de vinte elementos onde a artista se fez fotografar a distâncias várias e onde a escala e o número de elementos que a constituem, associados à dimensão espacial que sobressai do percurso/performance da artista pelo espaço fotografado, revelam uma abordagem inovadora à relação do corpo com o espaço. Apesar de trabalhar em meios vários, a artista delineia meticulosamente esta coreografia e a composição de muitas das suas obras em estudos e desenhos preparatórios que evidenciam a sua utilização da cor e o poder psicológico do corpo humano. Nas palavras de Helena Almeida: "a minha obra é o meu corpo, o meu corpo é a minha obra”.
- LocalGaleria Municipal de Matosinhos
- Dias08-03-2020 - 19-04-2020
Ângelo de Sousa (Lourenço Marques, Moçambique, 1938—2011, Porto), além de ser uma das figuras mais influentes da arte portuguesa da segunda metade do século XX, é um dos artistas melhor representados na C...
ÂNGELO DE SOUSA: QUASE TUDO O QUE SOU CAPAZ | FAMALICÃO
DE 2019-12-11 a 2020-02-29

Ângelo de Sousa (Lourenço Marques, Moçambique, 1938—2011, Porto), além de ser uma das figuras mais influentes da arte portuguesa da segunda metade do século XX, é um dos artistas melhor representados na Coleção de Serralves, com trabalhos realizados entre os anos 1961 e 2002 e que abarcam todos os meios artísticos a que ele se dedicou ao longo da sua prolífica carreira: desenho, pintura, escultura, instalação, filme e fotografia. "Ângelo de Sousa: Quase tudo o que sou capaz” junta uma parcela muito considerável destas obras — desenhos, pinturas e esculturas — com o objetivo de sublinhar a importância da contaminação entre aquelas disciplinas para a evolução da sua prática artística: ao reunir obras de vários períodos da sua carreira, esta exposição combate a imagem dominante do pintor Ângelo, mostrando que o desenho e a escultura são não apenas facetas fundamentais da sua obra como aquelas em que porventura é mais evidente o espírito experimentalista da sua obra. Saliente-se que a Casa das Artes, inaugurada em 2001, integra uma singular intervenção artística de Ângelo de Sousa, sendo por isso o espaço ideal para se repensar a importância do seu legado. Caracterizados por uma aparente simplicidade — o artista tenta obter, nas suas palavras, "o máximo de efeitos com o mínimo de recursos, o máximo de eficácia com o mínimo de esforço, e o máximo de presença com o mínimo de gritos” —, os desenhos, pinturas e esculturas de Ângelo de Sousa não ilustram conceitos, nunca partem de ideias, mas da ânsia de fazer e pensar com as mãos. A exposição sublinha esta vontade de trabalhar com elementos simples, ao apresentar as primeiras obras de Ângelo de Sousa, ainda figurativas mas apontando já para a depuração que viria a caracterizar o artista, lado a lado com os exercícios abstrato--geométricos — nomeadamente desenhos, telas e esculturas — que o impuseram como um dos maiores estudiosos da cor e da luz. "Ângelo de Sousa: Quase tudo o que sou capaz” integra-se num programa de exposições e apresentação de obras da Coleção de Serralves especificamente selecionadas para os locais de exposição com o objetivo de tornar o acervo acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.
Produção: Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, Porto
- LocalCasa das Artes, Vila Nova de Famalicão
- Dias11-12-2019 - 29-02-2020
Ana Vieira (Coimbra, 1940 — Lisboa, 2016), uma das artistas mais relevantes da arte portuguesa entre a década de 1960 e a atualidade, está representada na Coleção de Serralves com obras em vários meios — objetos, in...
ATRAVÉS DE… | ANA VIEIRA NA COLEÇÃO DE SERRALVES EM BARCELOS
DE 2019-12-06 a 2020-01-29

Ana Vieira (Coimbra, 1940 — Lisboa, 2016), uma das artistas mais relevantes da arte portuguesa entre a década de 1960 e a atualidade, está representada na Coleção de Serralves com obras em vários meios — objetos, instalação, fotografia, gravura — que refletem a diversidade da sua prática e o caráter pioneiro da sua crítica ao lugar central dos meios tradicionais da arte — pintura e escultura — na produção artística. A presente exposição permite reavaliar o papel histórico desta artista e perceber a surpreendente atualidade das suas obras. Os objetos e instalações expostos nesta mostra questionam os conceitos e os estereótipos em torno do papel da casa e da relação entre a mulher e a casa, sublinhando a permeabilidade entre o espaço doméstico e o público, entre interioridade e exterioridade, caraterísticas fulcrais na linguagem artística de Ana Vieira. "Através de…” integra o programa de exposições que celebra os trinta anos da Coleção de Serralves, bem como o programa de apresentação de obras da Coleção de Serralves especificamente selecionadas para os locais de exposição com o objetivo de tornar o acervo acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.
Produção: Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, Porto
Imagem: Ana Vieira, Ambiente, 1972. Estrutura metálica tubular, rede de nylon com pintura aerografada, alcatifa, mobiliário, candeeiro, algodão, terra, frutos, flores, planta artificial, outros objectos. Col. Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2002
- LocalGaleria Municipal de Arte, Barcelos
- Dias06-12-2019 - 29-01-2020
Língua Cega apresenta diferentes momentos do percurso do coletivo Oficina Arara – um laboratório equipado para trabalhar em serigrafia projetado como um espaço autónomo e aberto de experimentação em torno da produção de ...
LÍNGUA CEGA | A OFICINA ARARA NA COLEÇÃO DE LIVROS E EDIÇÕES DE ARTISTA DA FUNDAÇÃO DE SERRALVES NA PÓVOA DE VARZIM
DE 2019-11-30 a 2020-03-15
Língua Cega apresenta diferentes momentos do percurso do coletivo Oficina Arara – um laboratório equipado para trabalhar em serigrafia projetado como um espaço autónomo e aberto de experimentação em torno da produção de cartazes, livros e outras criações (ateliês, organização de performances e de concertos) – presentes na Coleção de Livros e Edições de Artista da Fundação de Serralves. Ao mesmo tempo, faz a ponte com o seu trabalho recente apresentando uma seleção de trabalhos organizados segundo o prisma plural de transmissão da palavra.
- LocalCine-Teatro Garrett, Póvoa de Varzim
- Dias30-11-2019 - 15-03-2020
Constituído pelos artistas portugueses René Bertholo, Lourdes Castro, António Costa Pinheiro, João Vieira, José Escada e Gonçalo Duarte, pelo búlgaro Christo e pelo alemão Jan Voss, o grupo KWY congregou-se em ...
UM REALISMO COSMOPOLITA | O GRUPO KWY NA COLEÇÃO DE SERRALVES EM MIRANDELA
DE 2019-11-15 a 2020-02-25

Constituído pelos artistas portugueses René Bertholo, Lourdes Castro, António Costa Pinheiro, João Vieira, José Escada e Gonçalo Duarte, pelo búlgaro Christo e pelo alemão Jan Voss, o grupo KWY congregou-se em Paris em torno da edição da revista homónima, publicada entre 1958 e 1964. A partir de finais dos anos 1950, o grupo foi responsável pela abertura da arte portuguesa ao contexto internacional e pela franca adesão às novas linguagens figurativas que deram impulso a um dos períodos mais estimulantes da cultura europeia do século XX. A exposição parte do espírito cosmopolita e experimental da revista KWY e apresenta uma seleção de obras e publicações de artista da Coleção de Serralves da autoria de artistas que integraram o grupo KWY e de artistas portugueses e estrangeiros que colaboraram no seu projeto editorial, como Raymond Hains e Jorge Martins. No seu conjunto, a exposição demonstra como o interesse, simultaneamente entusiasta e crítico, pelas novas configurações do real, pelos objetos e acontecimentos quotidianos, pela sociedade de consumo e pela omnipresença da imagem no espaço público é um sinal de como a arte se pode colocar no centro dos acontecimentos socioculturais do seu tempo. Esta iniciativa integra-se num programa de exposições e apresentação de obras da Coleção de Serralves especificamente selecionadas para os locais de exposição com o objetivo de tornar o acervo acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.
Produção: Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, Porto
Imagem: de René Bertholo, a
partir de serigrafias de Lourdes Castro, Corneille, Peter Saul e António Costa
Pinheiro. KWY, n.º 10, Paris, Outono de 1962. Coleção de Livros e
Publicações de Artista da Fundação de Serralves - Museu de Arte
Contemporânea, Porto
- LocalMuseu Municipal Armindo Teixeira Lopes, Mirandela
- Dias15-11-2019 - 25-02-2020
Esta exposição oferece ao visitante um vislumbre sobre a evolução formal e conceptual de Pedro Cabrita Reis (Lisboa, 1956), marcada pela combinação de memórias de gestos e ações da vida de todos os dias, e pela utilizaç...
CABRITA: OBRAS NA COLEÇÃO DE SERRALVES - VILA NOVA DE GAIA
DE 2019-11-12 a 2020-01-26

Esta exposição oferece ao visitante um vislumbre sobre a evolução formal e conceptual de Pedro Cabrita Reis (Lisboa, 1956), marcada pela combinação de memórias de gestos e ações da vida de todos os dias, e pela utilização de um leque muito variado de materiais de grande simplicidade. O trabalho de Pedro Cabrita Reis é marcado pela definição de uma linguagem poética própria, referenciadora de vários momentos da filosofia e da história da arte, e sediada num campo de memórias pessoais e coletivas invocadas e reconstruídas. O artista recicla reminiscências de gestos, ações, objetos e espaços primordiais do quotidiano, criando obras que adquirem um poder de associação que, transpondo o material e o visual, alcança uma dimensão metafórica, potenciando ao observador múltiplas hipóteses de experienciação.
Cabrita: Obras na Coleção de Serralves integra o programa de exposições que celebra os trinta anos da Coleção de Serralves. Produção: Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, Porto
Horário da exposição: Terça a domingo das 10h00 às 18h00 Encerra no dia 25 de dezembro e no dia 01 de janeiro
- LocalEspaço Corpus Christi
- Dias12-11-2019 - 26-01-2020
Alberto Carneiro, Alicia Framis, Ana Jotta, Blinky Palermo, Dimitrije Basicevic Mangelos, Helena Almeida, James Lee Byars, João Queiroz, Joaquim Bravo, José Pedro Croft, Julião Sarmento, Luísa Correia Pereira, Marcelo Ci...
MESA DOS SONHOS: DUAS COLEÇÕES DE ARTE CONTEMPORÂNEA - FUNDAÇÃO LUSO-AMERICANA PARA O DESENVOLVIMENTO E FUNDAÇÃO DE SERRALVES - GUARDA
DE 2019-10-24 a 2019-11-23

Alberto Carneiro, Alicia Framis, Ana Jotta, Blinky Palermo, Dimitrije Basicevic Mangelos, Helena Almeida, James Lee Byars, João Queiroz, Joaquim Bravo, José Pedro Croft, Julião Sarmento, Luísa Correia Pereira, Marcelo Cidade, Pedro Cabrita Reis, Silvia Bächli
"Mesa dos sonhos: Duas coleções de arte contemporânea” reúne obras da Coleção de Serralves e da Coleção da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), em depósito na Fundação de Serralves. A exposição resgata para o seu título um poema de Alexandre O’Neill, reconhecido poeta e artista visual, e parte da mesa enquanto metáfora e realidade vivida — um lugar de encontro, de confronto, de comunhão, de deriva, e um espaço social, seja na intimidade da casa ou num espaço aberto e partilhado como o espaço público. "Mesa dos sonhos” não pretende fixar-se num único meio de expressão artística, mas estabelecer diálogos e confrontos entre diferentes modos de produção e de pensamento. Através do diálogo entre as duas coleções, o espectador é convocado para uma pluralidade de universos e de questões estéticas, políticas e poéticas. Embora as duas coleções tenham perfis e dimensões diferentes, aproximam-se e complementam-se exemplarmente: a Coleção da FLAD tem um acervo de desenho considerável de artistas portugueses, que a Coleção de Serralves, muito rica no mesmo período (anos 1960–2000), vem contextualizar internacionalmente. "Mesa dos sonhos: Duas coleções de arte contemporânea” integra-se num programa de exposições e apresentação de obras da Coleção de Serralves especificamente selecionadas para os locais de exposição com o objetivo de tornar o acervo acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.
Produção: Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, Porto Curadoria: João Silvério
- LocalTeatro Municipal da Guarda, Guarda
- Dias24-10-2019 - 23-11-2019
Conversa entre o curador da exposição João Silvério, Ana Anacleto (curadora de arte contemporânea) e João Queiroz (artista representado na exposição), em torno das coleções e da figura do Alexandre O’Neill. ...
CONVERSA | MESA DOS SONHOS – O DESENHO E A PALAVRA
2019-10-23
Conversa entre o curador da exposição João Silvério, Ana Anacleto (curadora de arte contemporânea) e João Queiroz (artista representado na exposição), em torno das coleções e da figura do Alexandre O’Neill.
- LocalTeatro Municipal da Guarda, Guarda
- Horário17h00 - 18h00
- Dias2019-10-23
Rui Sanches (Lisboa, 1954) desenvolve desde o início dos anos 1980 uma das mais destacadas obras do panorama da escultura portuguesa. O seu trabalho, solidamente ancorado num aturado conhecimento da história da arte, questiona e...
RUI SANCHES - ANUNCIAÇÃO | SANTO TIRSO
DE 2019-10-17 a 2019-12-15

Rui Sanches (Lisboa, 1954) desenvolve desde o início dos anos 1980 uma das mais destacadas obras do panorama da escultura portuguesa. O seu trabalho, solidamente ancorado num aturado conhecimento da história da arte, questiona e reinventa os pressupostos clássicos da escultura através do desenvolvimento de princípios construtivos básicos e da constante utilização e combinação da madeira e seus sucedâneos (destaca-se o contraplacado) com outros materiais (ferro, alumínio, espelho, gesso, etc). Em Anunciação, módulos em madeira agrupam-se numa área de conversação, sugerindo uma tensão permanente entre o geométrico e o orgânico, num precário e inquietante equilíbrio. O artista convoca um dos mais importantes temas da arte medieval e do Renascimento – o anúncio do Arcanjo Gabriel à Virgem Maria de que ela seria a mãe de Jesus Cristo –, que figura no repertório de quase todos os grandes mestres (Giotto, Botticelli, Leonardo da Vinci e Caravaggio, por exemplo), para estabelecer uma ponte entre classicismo e contemporaneidade.
Rui Sanches vive e trabalha em Lisboa. A sua obra está representada em diferentes coleções nacionais e internacionais, tais como: o Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, F.C.G., Lisboa, a Fundação de Serralves, Porto, o Museum Van Hedendaagse Kunst, Antuérpia, o Museu Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporânea, Badajoz, o Museu de Arte Contemporânea do Funchal – Forte de São Tiago, o Museu de Arte Contemporânea de Elvas, o Ministério da Cultura, o Parlamento Europeu (Portugal), a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Lisboa, o Centro Cultural de Belém, Lisboa, entre outras.
- LocalCapela do Sr. dos Passos, Santo Tirso
- Dias17-10-2019 - 15-12-2019
Neal Slavin (Brooklyn,
Nova Iorque, 1941) era um jovem fotógrafo quando em 1968 visitou Portugal com uma bolsa Fulbright e fotografou o país. As suas imagens, em que se percebe a influência da ‘fotografia de rua’...
PORTUGAL 1968 - NEAL SLAVIN | VILA REAL
DE 2019-10-05 a 2019-11-03

Neal Slavin (Brooklyn,
Nova Iorque, 1941) era um jovem fotógrafo quando em 1968 visitou Portugal com uma bolsa Fulbright e fotografou o país. As suas imagens, em que se percebe a influência da ‘fotografia de rua’ americana, constituem um contributo imprescindível para a compreensão da fotografia contemporânea e um documento riquíssimo para entender o país que Portugal era em finais da década de 1960, em plena "ditadura benevolente” (como a apelidaram alguns cronistas da época). Algumas das fotografias foram expostas no Museu de Arte Antiga em Lisboa em 1968. Mas só em 1990, no contexto da FOTOPORTO-BIENAL DE FOTOGRAFIA foi organizada uma grande exposição, PORTUGAL 1968, que apresentava o ambicioso projeto de Neal Slavin de uma forma ampla. As suas fotografias que integram a Coleção da Fundação de Serralves serão agora apresentadas no Teatro Municipal de Vila Real, numa exposição que, cerca de 50 anos depois, continua a interrogar a imagem de Portugal.
Horários da exposição: Terça a quinta: 14h00-22h00 Sexta e sábado: 14h00-24h00 Domingos, segundas e feriados: 14h00-20h00.
- LocalTeatro Municipal de Vila Real
- Dias05-10-2019 - 03-11-2019
João TabarraLisboa, 1966 Barricades improvisées, 2001Vídeo, 2' 3'', loop, 60' Col. Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, PortoAquisição em 2006Barricades improvisées (Barr...
BARRICADES IMPROVISÉES - DA COLEÇÃO EM S. BENTO
DE 2019-09-30 a 2020-03-01

João Tabarra Lisboa, 1966 Barricades improvisées, 2001 Vídeo, 2' 3'', loop, 60' Col. Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto Aquisição em 2006
Barricades improvisées (Barricadas improvisadas) tem como base uma imagem que foi considerada um símbolo de resistência face à brutalidade do poder: a do jovem solitário e desarmado que fez parar uma fileira de tanques de guerra durante os confrontos na Praça de Tiananmen, em Pequim (China), em junho de 1989. Na recriação da cena o artista assume o papel do herói anónimo que, agora, defronta serenamente uma fileira de carrinhos de supermercado vazios. A situação de impasse, cuidadosamente coreografada, constitui uma metáfora do poder que a sociedade de consumo e os ditames da economia assumem na vida dos cidadãos comuns. A fotografia e o vídeo são os meios mais utilizados por João Tabarra (Lisboa, 1966), cujo percurso artístico foi influenciado pela sua experiência profissional como repórter fotográfico, na década de 1990. Situando-se na fronteira entre o imaginário e o real, a sua obra remete permanentemente para referências da cultura contemporânea (literatura, cinema, música, televisão), através das quais é elaborado um discurso critico sobre as tensões entre o sujeito e os modelos sociais e económicos pós-capitalistas.
- LocalEstação de Porto S. Bento
- Dias30-09-2019 - 01-03-2020
Gerardo Burmester, Tony Cragg, José Pedro Croft, André Gomes, Ana Jotta, Harald Klingelhöller, Pedro Cabrita Reis, Rui Sanches, Haim Steinbach, Xana"O regresso do objeto” apresenta uma seleção de obras de artist...
O REGRESSO DO OBJETO | ARTE DOS ANOS 1980 NA COLEÇÃO DE SERRALVES EM AVEIRO
DE 2019-09-12 a 2019-10-20

Gerardo Burmester, Tony Cragg, José Pedro Croft, André Gomes, Ana Jotta, Harald Klingelhöller, Pedro Cabrita Reis, Rui Sanches, Haim Steinbach, Xana
"O regresso do objeto” apresenta uma seleção de obras de artistas que sedimentaram os seus discursos artísticos nos anos 1980. Estes trabalhos marcam uma reação à predominância da arte minimal e conceptual nas décadas anteriores, através do regresso à pintura e à escultura e ao uso de materiais tradicionais como o ferro, o bronze e a madeira. Assistimos a um regresso a temas clássicos da história da arte, ao ressurgimento de um imaginário figurativo e metafórico associado a títulos poéticos e evocativos e à proximidade com as artes decorativas e a cultura popular. Esta diversidade relaciona-se com o começo da globalização que coloca em contacto e em influência mútua culturas muito diversas. A exposição é uma oportunidade para revisitar a produção artística desta década que, representando o fim do isolamento a que a ditadura tinha votado Portugal, revela um crescente sincronismo com o contexto artístico internacional.
Esta iniciativa integra-se num programa de exposições e apresentação de obras da Coleção de Serralves especificamente selecionadas para os locais de exposição com o objetivo de tornar o acervo acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.
- LocalMuseu de Aveiro / Santa Joana
- Dias12-09-2019 - 20-10-2019
Ângelo de Sousa (Lourenço Marques, Moçambique, 1938-2011, Porto), além de ser uma das figuras mais influentes da arte portuguesa da segunda metade do século XX, é um dos artistas melhor representados na Col...
ÂNGELO DE SOUSA: QUASE TUDO O QUE SOU CAPAZ - DA COLEÇÃO DE SERRALVES EM CASTELO BRANCO
DE 2019-08-27 a 2019-11-24

Ângelo de Sousa (Lourenço Marques, Moçambique, 1938-2011, Porto), além de ser uma das figuras mais influentes da arte portuguesa da segunda metade do século XX, é um dos artistas melhor representados na Coleção de Serralves, com trabalhos realizados entre os anos 1961 e 2002, e que abarcam todos os meios artísticos a que ele se dedicou ao longo da sua prolífica carreira: desenho, pintura, escultura, instalação, filme e fotografia. "Ângelo de Sousa: Quase tudo o que sou capaz” junta uma parcela muito considerável destas obras — desenhos, pinturas e esculturas — com o objetivo de sublinhar a importância da contaminação entre aquelas disciplinas para a evolução da sua prática artística: ao reunir obras de vários períodos da sua carreira, esta exposição combate a imagem dominante do pintor Ângelo, mostrando que o desenho e a escultura são não apenas facetas fundamentais da sua obra como aquelas em que porventura é mais evidente o espírito experimentalista da sua obra. Caracterizados por uma aparente simplicidade — o artista tenta obter, nas suas palavras, "o máximo de efeitos com o mínimo de recursos, o máximo de eficácia com o mínimo de esforço, e o máximo de presença com o mínimo de gritos” —, os desenhos, pinturas e esculturas de Ângelo de Sousa não ilustram conceitos, nunca partem de ideias, mas da ânsia de fazer e pensar com as mãos. A exposição sublinha esta vontade de trabalhar com elementos simples, ao apresentar as primeiras obras de Ângelo de Sousa, ainda figurativas mas apontando já para a depuração que viria a caracterizar o artista, lado a lado com os exercícios abstrato-geométricos — nomeadamente desenhos, telas e esculturas — que o impuseram como um dos maiores estudiosos da cor e da luz.
"Ângelo de Sousa: Quase tudo o que sou capaz” integra-se num programa de exposições e apresentação de obras da coleção de Serralves especificamente selecionadas para os locais de exposição com o objetivo de tornar o acervo acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.
Produção: Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, Porto
- LocalCentro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco
- Dias27-08-2019 - 24-11-2019
António Dacosta, António Palolo, António Sena, Eduardo Batarda, João Vieira , Joaquim Rodrigo, Jorge Martins, José de Carvalho, José de Guimarães, José Loureiro, José Pedro Croft, Júlio Pomar, Man...
Corpo, Abstração e Linguagem na Arte Portuguesa: Obras da Secretaria de Estado da Cultura em depósito na Coleção de Serralves em Caminha
DE 2019-07-20 a 2019-10-28

António Dacosta, António Palolo, António Sena, Eduardo Batarda, João Vieira , Joaquim Rodrigo, Jorge Martins, José de Carvalho, José de Guimarães, José Loureiro, José Pedro Croft, Júlio Pomar, Manuel Baptista, Manuel Rosa, Nikias Skapinakis, Pedro Cabrita Reis, Pedro Proença, René Bertholo e Rui Sanches.
A exposição apresenta um conjunto de obras provenientes da Secretaria de Estado da Cultura (SEC) em depósito no Museu de Arte Contemporânea de Serralves desde a criação da Fundação de Serralves e demonstra a importância que a pintura e a escultura tiveram ao longo das décadas de 1960-80 na renovação das linguagens artísticas em Portugal. As obras escolhidas atestam os diversos níveis de diálogo e confluência formais que os artistas portugueses souberam estabelecer entre si e com o contexto internacional a partir do pós-guerra. O acervo proveniente da SEC foi um dos primeiros a integrar a Coleção de Serralves cimentando uma presença dos artistas portugueses e orientando futuros reforços de obras dos mesmos artistas, com bases para a consolidação do âmbito cronológico na contemporaneidade e nos diversos eixos temáticos a ela associados. Esta iniciativa integra-se num programa de exposições e apresentação de obras da Coleção de Serralves especificamente selecionadas para os locais de exposição com o objetivo de tornar o acervo acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.
Produção: Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto.
Imagem: João Vieira, Sem título (La Chair est Triste) (detalhe),1966. Col. Secretaria de Estado da Cultura, em depósito na Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Fotografia: Angel Ordiales, © Fundação de Serralves, Porto.
Museu Municipal de Caminha Terça a Domingo – 10h - 13h / 14h – 18h Segundas Feiras e Feriados – Encerrado
- LocalMuseu Municipal de Caminha
- Dias20-07-2019 - 28-10-2019
Assinalando o 30.º aniversário da Fundação de Serralves, a exposição Viagem ao Princípio: Ida e Volta apresenta obras que têm um significado e um lugar destacados na génese e na história da coleção e do Museu –...
Viagem ao Princípio: Ida e Volta - 30 anos da Coleção de Serralves no Terminal de Leixões
DE 2019-07-18 a 2019-10-06

Assinalando o 30.º aniversário da Fundação de Serralves, a exposição Viagem ao Princípio: Ida e Volta apresenta obras que têm um significado e um lugar destacados na génese e na história da coleção e do Museu – porque fizeram parte do grupo do núcleo seminal de obras reunidas com vista à sua constituição, porque foram produzidas especificamente para Serralves, porque tiveram a sua primeira apresentação pública no Museu, ou, finalmente, porque aí integraram grandes exposições que constituíram momentos fundamentais quer no percurso dos artistas quanto da história da instituição. A mostra, além de ocupar o Museu e a Casa de Serralves, estende-se a dois locais que simbolizam exemplarmente a relação de Serralves com a cidade do Porto, por um lado, e com os visitantes estrangeiros que visitam o Museu, por outro: os Paços do Concelho da Câmara Municipal do Porto e o Terminal de Cruzeiros de Leixões, onde podem ser vistas obras de Tatjana Doll (Steinfurt, Alemanha, 1970), Katharina Grosse (Freiburg, Alemanha, 1961) e Adrian Schiess (Zurique, 1959). A programação de Serralves sempre se relacionou estreitamente com a região norte de Portugal, quer apresentando exposições de artistas e contextos culturais afirmados naquele que é considerado um dos centros de criação artística mais ativos em Portugal, quer através de mostras realizadas para alguns espaços emblemáticos do Porto e cidades limítrofes. Esta exposição dá conta dessa história, ao mesmo tempo que se projeta num presente e num futuro em que Serralves é crescentemente visitado por viajantes interessados em conhecer a região norte de Portugal, o Porto e, na cidade, manifestações culturais contemporâneas, em que se inclui Serralves. Na intersecção entre passado e futuro, entre natureza e construção, Viagem ao Princípio: Ida e Volta, exatamente como a famosa fita de Möbius, é uma viagem sem princípio nem fim. Todos a bordo! Viagem ao Príncipio: Ida e Volta é comissariada por Marta Almeida, diretora ajunta do Museu, Isabel Braga e Ricardo Nicolau, curadores.
Horário de abertura ao público: O edifício encontra-se aberto todos os domingos para visitas guiadas. A entrada na portaria é possível entre 9h30 e as 12h00 e entre as 14h30 e as 17h00, sendo que as visitas se realizam nos seguintes horários: 10h15, 11h15, 12h15 (manhã) e 15h15, 16h15, 17h15 (tarde).
- LocalTerminal de Leixões
- Dias18-07-2019 - 06-10-2019
Viagem ao Princípio: Ida e Volta assinala o 30.º aniversário da coleção da Fundação de Serralves através da apresentação de obras que têm um lugar destacado na génese e na história da coleção e do Museu....
Viagem ao Princípio: Ida e Volta - 30 anos da Coleção de Serralves nos Paços do Concelho da Câmara Municipal do Porto
DE 2019-07-18 a 2019-09-27

Viagem ao Princípio: Ida e Volta assinala o 30.º aniversário da coleção da Fundação de Serralves através da apresentação de obras que têm um lugar destacado na génese e na história da coleção e do Museu. A exposição, além de ocupar os espaços do Museu, Casa e Parque de Serralves, estende-se para fora das portas da Fundação, numa tradução da sua estreita relação com a cidade do Porto – que, ao longo das últimas três décadas, se consubstanciou quer em importantes exposições de artistas e contextos culturais afirmados naquele que é considerado um dos centros de criação artística mais ativos em Portugal, quer através de mostras realizadas para alguns espaços emblemáticos da cidade. Nos Paços do Concelho apresentam-se obras do artista português Rui Chafes (Lisboa, 1966) e do norte-americano Matt Mullican (Santa Mónica, 1951), dois nomes que ocupam um lugar fundamental na história de Serralves. Rui Chafes, além de ter apresentado o seu trabalho em várias exposições no Museu de Serralves – e de ser um dos artistas mais amplamente representados na Coleção da Fundação –, tem uma relação particular com a cidade do Porto, onde expõe regularmente e onde inclusive se pode ver uma sua escultura pública (na Rua das Flores). Com um trabalho que se divide entre a prática do desenho e da escultura, o artista é um dos principais responsáveis pela renovação da escultura portuguesa nas últimas décadas. Conhecido pelos seus trabalhos em ferro em que associa características aparentemente inconciliáveis – nomeadamente atualidade e antiguidade, peso e leveza –, num constante desafio a todas as leis temporais e físicas (desde logo a gravidade), Rui Chafes tem-se destacado pela forma como interroga o papel da arte, e a sua relação com o espectador. Segundo o artista, "Se a arte não nos desperta, então não há nenhuma razão para a fazer. E quem a contemplar perderá o seu tempo.” Confrontando-nos com as características essenciais da prática artística, alheias a tendências e a temporalidades, e atento a questões primordiais que atravessam séculos – como a morte e a transcendência –, o trabalho de Chafes é simultaneamente contemporâneo e antigo: na intersecção entre passado e futuro, contribui decisivamente para fazer desta Viagem ao Princípio: Ida e Volta, exatamente como a famosa fita de Möbius, uma viagem sem princípio nem fim.
Horário de abertura ao público: Segunda a Sexta-feira, entre as 09h00 e as 17h00 Encerrado: Sábados, Domingos e Feriados
- LocalPaços do Concelho da Câmara Municipal do Porto
- Dias18-07-2019 - 27-09-2019
Silvestre Pestana (1949, Funchal, Madeira) é uma das figuras mais radicais da arte contemporânea portuguesa. Poeta, artista plástico e performer, criou desde os finais dos anos 1960 uma obra singular através de uma...
SILVESTRE PESTANA: UM ARTISTA DE CONTRACICLOS - DA COLEÇÃO DE SERRALVES EM ESPINHO
DE 2019-07-14 a 2019-09-07
Silvestre Pestana (1949, Funchal, Madeira) é uma das figuras mais radicais da arte contemporânea portuguesa. Poeta, artista plástico e performer, criou desde os finais dos anos 1960 uma obra singular através de uma grande diversidade de disciplinas. A primeira grande exposição da sua obra foi realizada em 2016 no Museu de Arte Contemporânea de Serralves. A partir de obras recentemente integradas na Coleção de Serralves, bem como obras pertencentes ao artista, a presente exposição sublinha o seu uso pioneiro do desenho, da colagem, da fotografia, da escultura, da instalação, do vídeo e da performance para um confronto entre sociedade, arte e tecnologia.
- LocalMuseu Municipal de Espinho
- Dias14-07-2019 - 07-09-2019
IMAGENS DO DOMÉSTICO E DO URBANO NA COLEÇÃO DE SERRALVESO título desta exposição corresponde à expressão com que asseguramos a alguém que a nossa hospitalidade é sincera; também institui a casa e...
DA COLEÇÃO EM PONTE DE LIMA: A MINHA CASA É A TUA CASA
DE 2019-06-26 a 2019-09-29

IMAGENS DO DOMÉSTICO E DO URBANO NA COLEÇÃO DE SERRALVES
O título desta exposição corresponde à expressão com que asseguramos a alguém que a nossa hospitalidade é sincera; também institui a casa enquanto centro de uma relação entre duas ou mais pessoas - dialética que pode sintetizar a dinâmica entre artista e espectadores: as casas imaginadas por artistas serão temporariamente a nossa casa.
É, de facto, muito considerável a quantidade de artistas para quem a casa é tema e pretexto. Os artistas e as obras presentes nesta exposição colocam o doméstico e o quotidiano no centro das suas preocupações, propondo diferentes interpretações daquilo que se entende por casa. Independentemente do ângulo adotado, a casa parece sempre encetar um jogo subtil entre o privado e o público. Talvez por isso alguns dos artistas presentes em "A Minha Casa é a Tua Casa” sublinhem a relação da casa com a rua e com a cidade, dedicando-se a pensar questões eminentemente urbanísticas.
Aos ideais utópicos e de libertação do homem que estiveram na base da arquitetura e do urbanismo modernistas, estes artistas contrapõem modelos vernaculares de ampliação de casas (as marquises) ou um território desordenado em que se mesclam organismos urbanos e rurais, outrora coerentes e estanques.
Na exposição serão apresentadas obras de: Filipa César, Pedro Cabrita Reis, Ângela Ferreira, Fernanda Fragateiro, Gordon Matta-Clark, Bruce Nauman, Martha Rosler, Miguel Ângelo Rocha, Tony Cragg, Gil Heitor Cortesão, Juan Munoz
Produção: Museu de Arte Contemporânea — Fundação de Serralves, Porto
- LocalPalacete Villa Morais e Torre da Cadeia Velha, Ponte de Lima
- Dias26-06-2019 - 29-09-2019
Alberto Carneiro, Alicia Framis, Ana Jotta, Blinky Palermo, Dimitrije Basicevic Mangelos, Helena Almeida, James Lee Byars, João Queiroz, Joel Fisher, José Pedro Croft, Julião Sarmento, Leonor Antunes, Luísa Correia Perei...
MESA DOS SONHOS: DUAS COLEÇÕES DE ARTE CONTEMPORÂNEA - FUNDAÇÃO LUSO-AMERICANA PARA O DESENVOLVIMENTO E FUNDAÇÃO DE SERRALVES - MATOSINHOS
DE 2019-05-18 a 2019-09-15

Alberto Carneiro, Alicia Framis, Ana Jotta, Blinky Palermo, Dimitrije Basicevic Mangelos, Helena Almeida, James Lee Byars, João Queiroz, Joel Fisher, José Pedro Croft, Julião Sarmento, Leonor Antunes, Luísa Correia Pereira, Marcelo Cidade, Pedro Cabrita Reis, Silvia Bächli
"Mesa dos sonhos: Duas coleções de arte contemporânea” reúne cerca de 30 obras da Coleção de Serralves e da Coleção da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), em depósito na Fundação de Serralves. A exposição resgata para o seu título um poema de Alexandre O’Neill, reconhecido poeta e artista visual, e parte da mesa enquanto metáfora e realidade vivida — um lugar de encontro, de confronto, de comunhão, de deriva, e um espaço social, seja na intimidade da casa ou num espaço aberto e partilhado como o espaço público. "Mesa dos sonhos” não pretende fixar-se num único meio de expressão artística, mas estabelecer diálogos e confrontos entre diferentes modos de produção e de pensamento. Através do diálogo entre as duas coleções, o espectador é convocado para uma pluralidade de universos e de questões estéticas, políticas e poéticas. Embora as duas coleções tenham perfis e dimensões diferentes, aproximam-se e complementam-se exemplarmente: a Coleção da FLAD tem um acervo de desenho considerável de artistas portugueses, que a Coleção de Serralves, muito rica no mesmo período (anos 1960–2000), vem contextualizar internacionalmente. "Mesa dos sonhos: Duas coleções de arte contemporânea” integra-se num programa de exposições e apresentação de obras da Coleção de Serralves especificamente selecionadas para os locais de exposição com o objetivo de tornar o acervo acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.
Produção: Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, Porto Curadoria: João Silvério
- LocalGaleria Municipal de Matosinhos
- Dias18-05-2019 - 15-09-2019
Portobello resultou de várias viagens de Patrícia Almeida (Lisboa, 1970–2017) ao Algarve em 2006 e 2007, entre maio e setembro, com o objetivo de registar as vivências dos turistas que durante o período estival afluem em mas...
PATRÍCIA ALMEIDA - PORTOBELLO - DA COLEÇÃO EM FARO
DE 2019-05-14 a 2019-12-21
Portobello resultou de várias viagens de Patrícia Almeida (Lisboa, 1970–2017) ao Algarve em 2006 e 2007, entre maio e setembro, com o objetivo de registar as vivências dos turistas que durante o período estival afluem em massa àquela região. Este terá sido o projeto que garantiu a Patrícia Almeida uma maior visibilidade: depois da sua apresentação na Galeria Zé dos Bois (ZDB, Lisboa) em 2008 e, no ano seguinte, na segunda edição do Allgarve, a fotógrafa foi nomeada com esta série fotográfica para o legitimante Prémio BesPhoto 2009.
- LocalTeatro das Figuras, Faro
- Dias14-05-2019 - 21-12-2019
Helena Almeida produziu desde a década de 1960 uma obra singular caracterizada por um marcado interesse pelo corpo, o seu lugar central — que regista, ocupa e define o espaço — e o seu encontro performativo com o mundo...
HELENA ALMEIDA - HABITAR A OBRA: NA COLEÇÃO DE SERRALVES EM CHAVES
DE 2019-05-08 a 2019-11-19

Helena Almeida produziu desde a década de 1960 uma obra singular caracterizada por um marcado interesse pelo corpo, o seu lugar central — que regista, ocupa e define o espaço — e o seu encontro performativo com o mundo. As primeiras telas abstratas da artista abordavam de forma crítica os limites do espaço pictórico e as condições literais da pintura. Esse interesse estendeu-se nos anos 1970 à fotografia, onde o inconfundível espaço do ateliê da artista e o corpo feminino, fragmentado ou parcialmente obscurecido, se tornaram presenças recorrentes. É o caso da obra Sem título, de 1994-95, que integra esta exposição: uma sequência fotográfica de vinte elementos onde a artista se fez fotografar a distâncias várias e onde a escala e o número de elementos que a constituem, associados à dimensão espacial que sobressai do percurso/performance da artista pelo espaço fotografado, revelam uma abordagem inovadora à relação do corpo com o espaço. Apesar de trabalhar em meios vários, a artista delineia meticulosamente esta coreografia e a composição de muitas das suas obras em estudos e desenhos preparatórios que evidenciam a sua utilização da cor e o poder psicológico do corpo humano. Nas palavras de Helena Almeida: "a minha obra é o meu corpo, o meu corpo é a minha obra”.
- LocalMuseu Nadir Afonso, Chaves
- Dias08-05-2019 - 19-11-2019
Angela Bulloch pertence a uma geração de artistas britânicos que emergiu no final da década de 1980. O trabalho de Bulloch examina os sistemas que estruturam o comportamento social, jogando com as nossas formas de constr...
ANGELA BULLOCH – HEAVY METAL STACK OF SIX: DA COLEÇÃO DE SERRALVES NO PALÁCIO DA BOLSA
DE 2019-04-17 a 2019-11-07
Angela Bulloch pertence a uma geração de artistas britânicos que emergiu no final da década de 1980. O trabalho de Bulloch examina os sistemas que estruturam o comportamento social, jogando com as nossas formas de construir e integrar informação. As suas instalações multidisciplinares fundem o rigor conceptual com a sensualidade e o humor. Heavy Metal Stack of Six [Pilha de seis metais pesados] faz parte de um grupo de esculturas recentes nas quais a artista usa formas digitalmente modeladas para criar colunas-totem que, emanando embora uma aura de perfeição na fusão rigorosa dos seus losangos empilhados revestidos a pó, geram um conjunto de variações percetuais que dependem da perspetiva física do observador.
A visita a esta obra está sujeita às condições habituais de acesso ao Palácio da Bolsa
- LocalPalácio da Bolsa
- Dias17-04-2019 - 07-11-2019
Silvestre Pestana (1949, Funchal, Madeira) é uma das figuras mais radicais da arte contemporânea portuguesa. Poeta, artista plástico e performer, criou desde os finais dos anos 1960 uma obra singular através de uma...
SILVESTRE PESTANA: UM ARTISTA DE CONTRACICLOS
DE 2019-04-12 a 2019-06-16
Silvestre Pestana (1949, Funchal, Madeira) é uma das figuras mais radicais da arte contemporânea portuguesa. Poeta, artista plástico e performer, criou desde os finais dos anos 1960 uma obra singular através de uma grande diversidade de disciplinas. A primeira grande exposição da sua obra foi realizada em 2016 no Museu de Arte Contemporânea de Serralves. A partir de obras recentemente integradas na Coleção de Serralves, bem como obras pertencentes ao artista, a presente exposição sublinha o seu uso pioneiro do desenho, da colagem, da fotografia, da escultura, da instalação, do vídeo e da performance para um confronto entre sociedade, arte e tecnologia.
- LocalFórum Maia
- Dias12-04-2019 - 16-06-2019
Exibição da obra em paralelo com a exposição antológica da artista no Museu de Serralves.Joana Vasconcelos (Paris, 1971) expõe regularmente desde meados da década de 1990. A natureza do seu processo criativo assenta n...
JOANA VASCONCELOS - PETIT GÂTEAU: NO AEROPORTO
DE 2019-04-10 a 2019-07-02

Exibição da obra em paralelo com a exposição antológica da artista no Museu de Serralves.
Joana Vasconcelos (Paris, 1971) expõe regularmente desde meados da década de 1990. A natureza do seu processo criativo assenta na apropriação, descontextualização e subversão de objetos pré-existentes e realidades do quotidiano. Esculturas e instalações, reveladoras de um agudo sentido de escala e domínio da cor, assim como o recurso à performance e aos registos vídeo ou fotográfico, colaboram na materialização de conceitos desafiadores das rotinas programadas do quotidiano. Partindo de engenhosas operações de deslocação, reminiscência do readymade e das gramáticas nouveau réalisme e pop, a artista oferece-nos uma visão cúmplice, mas simultaneamente crítica, da sociedade contemporânea e dos vários aspetos que servem os enunciados de identidade coletiva, em especial aqueles que dizem respeito ao estatuto da mulher, diferenciação classista, ou identidade nacional. Resulta desta estratégia um discurso atento às idiossincrasias contemporâneas, onde as dicotomias artesanal/industrial, privado/público, tradição/modernidade e cultura popular/cultura erudita surgem investidas de afinidades aptas a renovar os habituais fluxos de significação característicos da contemporaneidade.
Petit Gâteau é uma das obras que integra a série "Delícias”. Sedutoras como as estratégias de conquista que governam a contemporaneidade, as obras da série "Delícias” apresentam-se como enormes e coloridos gelados de cone, fatias de tarte e cupcakes construídos através da acumulação e repetição de diferentes alinhamentos de formas de plástico — maçãs, peras, morangos, mirtilos, croissants e pretzels — usadas para brincar na praia. O gigantismo e o colorido captam a imediata atenção do público não deixando, ainda assim, de fazer adivinhar o vazio consequente dos volumes. Também a comida não escapou às despudoradas estratégias de sedução coevas que não fazem mais do que compensar a ausência da essência através da exuberância da aparência.
- LocalAeroporto do Porto
- Dias10-04-2019 - 02-07-2019
Ângelo de Sousa (Lourenço Marques, Moçambique, 1938-2011, Porto), além de ser uma das figuras mais influentes da arte portuguesa da segunda metade do século XX, é um dos artistas melhor representados na Col...
ÂNGELO DE SOUSA: QUASE TUDO O QUE SOU CAPAZ
DE 2019-03-28 a 2019-05-19

Ângelo de Sousa (Lourenço Marques, Moçambique, 1938-2011, Porto), além de ser uma das figuras mais influentes da arte portuguesa da segunda metade do século XX, é um dos artistas melhor representados na Coleção de Serralves, com trabalhos realizados entre os anos 1961 e 2002, e que abarcam todos os meios artísticos a que ele se dedicou ao longo da sua prolífica carreira: desenho, pintura, escultura, instalação, filme e fotografia. "Ângelo de Sousa: Quase tudo o que sou capaz” junta uma parcela muito considerável destas obras — desenhos, pinturas e esculturas — com o objetivo de sublinhar a importância da contaminação entre aquelas disciplinas para a evolução da sua prática artística: ao reunir mais de 20 obras de vários períodos da sua carreira, esta exposição combate a imagem dominante do pintor Ângelo, mostrando que o desenho e a escultura são não apenas facetas fundamentais da sua obra como aquelas em que porventura é mais evidente o espírito experimentalista da sua obra. Caracterizados por uma aparente simplicidade — o artista tenta obter, nas suas palavras, "o máximo de efeitos com o mínimo de recursos, o máximo de eficácia com o mínimo de esforço, e o máximo de presença com o mínimo de gritos” —, os desenhos, pinturas e esculturas de Ângelo de Sousa não ilustram conceitos, nunca partem de ideias, mas da ânsia de fazer e pensar com as mãos. A exposição sublinha esta vontade de trabalhar com elementos simples, ao apresentar as primeiras obras de Ângelo de Sousa, ainda figurativas mas apontando já para a depuração que viria a caracterizar o artista, lado a lado com os exercícios abstrato-geométricos — nomeadamente desenhos, telas e esculturas — que o impuseram como um dos maiores estudiosos da cor e da luz.
"Ângelo de Sousa: Quase tudo o que sou capaz” integra-se num programa de exposições e apresentação de obras da coleção de Serralves especificamente selecionadas para os locais de exposição com o objetivo de tornar o acervo acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.
Produção: Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, Porto
- LocalPaços Galeria Municipal de Torres Vedras
- Dias28-03-2019 - 19-05-2019
Numa visita ao Parque de Serralves, somos naturalmente confrontados com a mestria e a beleza do seu desenho, o seu valor histórico, a sua diversidade de cores, aromas, formas e texturas, a sua fauna e a sua flora. No entanto, há...
O PARQUE EM MACRO II - ABRANTES
DE 2019-03-19 a 2019-11-30

Numa visita ao Parque de Serralves, somos naturalmente confrontados com a mestria e a beleza do seu desenho, o seu valor histórico, a sua diversidade de cores, aromas, formas e texturas, a sua fauna e a sua flora. No entanto, há muito mais para admirar para além do que naturalmente se consegue observar a olho nu, e que a exposição "O Parque em Macro II” permite, novamente, descobrir . A macrofotografia, que tem o propósito de captar detalhes de pequenos objetos ou de pequenos seres vivos, muitas vezes invisíveis à vista desarmada, é a técnica utilizada para esta mostra de imagens em grande formato. A fauna e a flora do Parque são evidenciadas num universo imenso e pouco explorado, causando a admiração e o deslumbre por este outro mundo escondido, misterioso e fascinante que também nos rodeia. O Parque de Serralves, classificado como Monumento Nacional desde 2012, e, reconhecido na publicação The Gardener’s Garden, da editora Phaidon, como um dos 250 jardins mais notáveis do mundo, oferece com estas fotografias um motivo adicional para uma fruição prolongada dos seus espaços singulares.
Fotografia: Filipe Braga Texto: João Almeida, Rubim de Almeida, Ricardo Castilho, José Manuel Grosso-Silva, Joana Marques, Ana Oliveira, Raquel Ribeiro, Pedro Sousa, Sofia Viegas
- LocalParqueTejo, Abrantes
- Dias19-03-2019 - 30-11-2019
Álvaro Lapa, Anna JOTTA, Ângelo de Sousa , António Palolo, António Sena, Eduardo Batarda, Emília Nadal, Fernando Lanhas, João Vieira , Joaquim Rodrigo, Jorge Martins, Jorge Pinheiro, José Loureiro, José Pedro C...
CORPO, ABSTRAÇÃO E LINGUAGEM NA ARTE PORTUGUESA: OBRAS EM DEPÓSITO DA SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA NA COLEÇÃO DE SERRALVES
DE 2019-01-23 a 2019-03-24

Álvaro Lapa, Anna JOTTA, Ângelo de Sousa , António Palolo, António Sena, Eduardo Batarda, Emília Nadal, Fernando Lanhas, João Vieira , Joaquim Rodrigo, Jorge Martins, Jorge Pinheiro, José Loureiro, José Pedro Croft, Julião Sarmento, Júlio Pomar, Nikias Skapinakis, Paula Rego e Rui Sanches.
A presente exposição apresenta um conjunto de obras provenientes da Secretaria de Estado da Cultura (SEC) em depósito no Museu de Arte Contemporânea de Serralves desde a criação da Fundação de Serralves e demonstra a importância que a pintura e a escultura tiveram ao longo das décadas de 1960-80 na renovação das linguagens artísticas em Portugal. As obras escolhidas atestam os diversos níveis de diálogo e confluência formais que os artistas portugueses souberam estabelecer entre si e com o contexto internacional a partir do pós-guerra. O acervo proveniente da SEC foi um dos primeiros a integrar a Coleção de Serralves cimentando uma presença dos artistas portugueses e orientando futuros reforços de obras dos mesmos artistas, com bases para a consolidação do âmbito cronológico na contemporaneidade e nos diversos eixos temáticos a ela associados. Esta iniciativa integra-se num programa de exposições e apresentação de obras da Coleção de Serralves especificamente selecionadas para os locais de exposição com o objetivo de tornar o acervo acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.
Produção: Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto.
Imagem: João Vieira, Sem título (La Chair est Triste) (detalhe),1966. Col. Secretaria de Estado da Cultura, em depósito na Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Fotografia: Angel Ordiales, © Fundação de Serralves, Porto.
- LocalFórum Arte Braga
- Dias23-01-2019 - 24-03-2019
O caráter manual, premeditadamente mal feito e mal acabado de algumas obras de Ana Jotta (Lisboa, 1946) pode ser entendido como uma crítica à eficiência e ao profissionalismo de que todas as atividades (incluindo as artística...
DA COLEÇÃO DE SERRALVES NO ROSSIO: ANA JOTTA
DE 2018-12-20 a 2019-06-20

O caráter manual, premeditadamente mal feito e mal acabado de algumas obras de Ana Jotta (Lisboa, 1946) pode ser entendido como uma crítica à eficiência e ao profissionalismo de que todas as atividades (incluindo as artísticas) parecem estar hoje reféns. Defendendo ser o artista um "transformador” de objetos do quotidiano — aqueles que todos vemos mas que só alguns reconhecem como bizarros, intrigantes —, Jotta assume-se como uma copista e uma acumuladora de objetos, imagens e palavras, de que se apropria despudoradamente e que utiliza com e sem transformações: tudo é digerido, descontextualizado e transformado na sua própria arte.
Em Joana, Ana Jotta apropria-se de materiais existentes, descartados e pobres (rodas de bicicleta e garrafas de vinho), para fazer uma paródia a um dos maiores símbolos de luxo e de poder — o candelabro, omnipresente em palácios e outras tipologias arquitetónicas ligadas ao poder político e financeiro. Ao mesmo tempo, este trabalho relaciona-se diretamente com duas das obras que mais imediatamente ilustram a vanguarda artística — a roda de bicicleta 1914 e o célebre secador de garrafas de Marcel Duchamp, de 1917.
Esta iniciativa resulta de uma parceria da Fundação de Serralves com a Infraestruturas de Portugal, entidade gestora da Estação do Rossio.
- LocalEstação do Rossio, Lisboa
- Dias20-12-2018 - 20-06-2019
O verso "Vão com o vento” retirado do poema "A rua é das crianças” de Ruy Belo, serve-nos como imagem-síntese para pensar alguns modos de relação que as práticas artísticas atuais vêm ativando no espaço públic...
EM PONTA DELGADA: VÃO COM O VENTO - SOBRE O LEVE, EFÉMERO OU INVISÍVEL DA ARTE NO ESPAÇO PÚBLICO
2018-12-15

O verso "Vão com o vento” retirado do poema "A rua é das crianças” de Ruy Belo, serve-nos como imagem-síntese para pensar alguns modos de relação que as práticas artísticas atuais vêm ativando no espaço público. Colocamos no centro da nossa atenção as representações artísticas que se destinam ao seu desaparecimento, que desejam o transitório, que habitam os subúrbios da visibilidade, que se esquivam ao peso da monumentalidade ou cuja existência depende da relação e envolvimento com o(s) outro(s). Das múltiplas dimensões do espaço comum elegemos a impermanência e a volatilidade como condições operativas para este seminário.
Conceção Samuel Silva (Artista, Professor e Investigador)
Participação João Fiadeiro (Coreógrafo, Investigador e Professor) Gabriela Vaz-Pinheiro (Artista, Professora, Investigadora) Paulo Pires do Vale (Professor, Ensaísta e Curador)
PROGRAMA 10:00 Sessão de abertura José Mello, Dirigente da Unidade Orgânica de Património Cultural Denise Pollini, Coordenadora do Serviço Educativo – Artes do Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves Maria José Duarte, Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Ponta Delgada 10:15 VÃO COM O VENTO. SOBRE O LEVE, EFÉMERO OU INVISÍVEL DA ARTE NO ESPAÇO PÚBLICO por Samuel Silva 10:45 DO CARÁCTER LIBERTADOR DA IMPERMANÊNCIA por Gabriela Vaz-Pinheiro 11:30 Debate (moderação: João Fiadeiro) (almoço) 14:00 TEOREMA. OBRA DE ARTE, TEMPO BREVE E ESPAÇO POTENCIAL por Paulo Pires do Vale 14:45 Debate (moderação: Gabriela Vaz-Pinheiro) (pausa/café) 15:30 A PRESENÇA DE UMA AUSÊNCIA por João Fiadeiro 16:15 Debate (moderação: Paulo Pires do Vale) 16:45 Encerramento por Samuel Silva
- LocalAuditório Natália Correia - Centro Natália Correia, Fajã de Baixo, Ponta Delgada
- Horário10h00 - 17h00
- Dias2018-12-15
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