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Walther, Franz Erhard
Vier Felder (four fields - four people), single element nº21 of 1.Werksatz, 1966- Tela tingida, performance Ed. 3/5
- Dimensões variáveis
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2015
- A prática escultórica e performativa de Franz Erhard Walther desafiou as noções espaciais, sensoriais e temporais associadas à exploração das formas durante a década de 1960, permitindo-lhe explorar a relação entre obra de arte e observador a partir de condições específicas de interação. Esta peça faz parte de um grupo de obras que podem funcionar como objeto ou serem ativadas e manipuladas performativamente por um conjunto de participantes, obedecendo a condições relacionais e participativas acordadas em instruções predefinidas pelo artista. Franz Erhard Walther explorou a relação entre objeto e ação numa obra em diversos meios que é sobretudo particularizada pelas suas peças participativas, entre a escultura e a performance, onde os corpos dos espectadores se tornam meios para ativar, revelar ou inventar as possibilidades formais de objetos escultóricos, permitindo-lhes experienciar corporeamente a própria génese da forma da escultura.
Warmerdam, Marijke van
Light, 2010- Luz, 2010
- Filme de 35 mm transferido para formato digital, loop, cor, 1’30’’. Ed. 1/3 + P.A.
- Dimensões variáveis
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2019
- A obra de Marijke Van Warmerdam concentra a atenção do espectador na beleza simples do quotidiano, mostrando como há sempre algo de extraordinário no que usualmente consideramos trivial.Em "Light" [Luz], filme realizado em 2010, o motivo da superfície branca monocromática é encenado de forma notável. Linhas claras e escuras correm horizontalmente sobre a superfície da imagem, revelando-se lâminas de uma persiana. Uma mão entra no campo visual e desliza, brincando, pelas lâminas, de tal forma que o padrão de retas é repetidamente interrompido e inundado pela luz cintilante do dia. A sequência final é particularmente significativa para a nossa procura de áreas brancas nos trabalhos de Van Warmerdam: nela a persiana é levantada, a luz resplandecente entra e o filme termina com a imagem de um vazio total, até que o loop retoma o padrão de riscas.
West, Franz
Franz West (Viena, Áustria, 1947 - Viena, Áustria, 2012)Ohne Titel (Passstück), 1998- Sem título (Peça adaptável), 1998
- Epóxido, metal, tinta
- 41 x 41 x 32 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 1999
- Nos anos 1970, Franz West começou a criar objetos e mobiliário destinados a serem usados, nomeadamente as esculturas genericamente denominadas "Passtück". Esta palavra - cujas traduções variam entre "adaptativa", "peças que cabem" e "partes que cabem umas nas outras" - é usada para descrever uma série de obras feitas com materiais encontrados, revestidos depois com gesso e tinta. Estas peças são simultaneamente esculturas, adereços e objetos lúdicos (originalmente, era permitido ao público manuseá-los livremente). Interessado em promover experiências interativas e em produzir objetos que só adquirem pleno sentido através do papel que assumem em acontecimentos reais, West transformou os seus primeiros espectadores em crianças demasiado grandes e as "Passtücke" em brinquedos nada inocentes: ao tentarem adaptar as formas das peças aos seus corpos, os visitantes das exposições tornavam visíveis todos os constrangimentos que impedem as pessoas de agir livremente.
Wilke, Hannah
Hannah Wilke (Nova Iorque, EUA, 1940 - Nova Iorque, EUA, 1998)Gestures, 1974- Video, p/b, som, 4:3, PAL, 35'30"
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 1999
- Em "Gestures", Hannah Wilke utiliza a sua pele como matéria escultórica, realizando uma série de ações onde se apresenta simultaneamente enquanto artista e objeto artístico. Explorando a própria face e encarando diretamente o olhar do espectador, a artista concebe um exercício onde discorre sobre a representação da mulher como objeto e a relação entre prazer e dor, reiterando o seu duplo interesse na materialidade da escultura e na arte feminista.Hannah Wilke trabalhou frequentemente sobre temas autobiográficos, estéticos, eróticos, políticos ou linguísticos, utilizando uma variedade de meios, que vão da escultura, ao vídeo e à performance, passando por uma série de experiências com materiais pouco usuais na prática artística dos anos 1960 e 70. A obra da artista é marcada pelo uso do seu corpo enquanto instrumento e objeto de expressão visual, como forma de afirmar uma iconografia especificamente feminina em confronto tanto com o domínio patriarcal na história da arte e na cultura popular como com o sexismo existente dentro do próprio movimento feminista.
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