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Tavares, Salette
Salette Tavares (Maputo, Moçambique, 1922 - Lisboa, Portugal, 1994)Alquerubim, 1979- Gravura sobre alumínio
- 100 x 100 cm
- Col. Secretaria de Estado da Cultura, em depósito na Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Depósito em 1990
- "Alquerubim" consiste numa gravação de letras sobre folha de alumínio, que nos permite ler a palavra "alquerubim" na vertical e na horizontal, numa sucessão de onze linhas. A sua construção anagramática e combinatória e as quebras de linha da repetição da palavra potenciam a carga poética deste texto-objeto, abrindo-o a uma multiplicidade de leituras enquanto estrutura dinâmica e relacional.Salette Tavares foi uma figura incontornável da Poesia Experimental Portuguesa das décadas de 1960 e 70, movimento que explorou as potencialidades do texto poético enquanto corpo visual. A sua obra parte da atividade literária para se cruzar com a prática visual na exploração da tridimensionalidade da poesia, produzindo objetos que convocam uma globalidade semântica e estética na sua relação com o espectador.
Thek, Paul
Paul Thek (Brooklin, EUA, 1933 - Nova Iorque, EUA, 1988)Golden Web, 1975- Teia dourada, 1975
- Tinta acrílica sobre papel de jornal
- 58 x 84.5 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 1998
- As pinturas de Paul Thek refletem claramente a intenção de impor a produção artística enquanto expressão da transitoriedade da vida, neste caso particularmente reforçada pela utilização de papel de jornal como suporte. Thek iniciou as pinturas sobre papel de jornal em 1969, produzindo-as, embora com intervalos, até ao fim da vida. Sobre estes dois pedaços de jornal, o artista pintou elementos que associamos à ideia de fragilidade e degradação natural: uma teia de aranha, esboçada sobre um fundo monocromático, e uma batata, objeto humilde e insólito como protagonista de pinturas, cujas protuberâncias indiciam estar já a apodrecer.
Tillim, Guy
Guy Tillim (Pretória, África do Sul, 1962)City Hall, Lubumbashi, DR Congo, 2007- Câmara Municipal, Lubumbashi, DR Congo, 2007
- Pigmento de arquivo sobre papel de algodão. Ed. 6/9
- 91.5 x 131.5 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2009
- Guy Tillim é um dos mais importantes artistas da atualidade a trabalhar com fotografia. Tillim fotografou projetos documentais de grande impacto visual e histórico com o objetivo criar testemunhos do conflito social e das desigualdades existentes em África do Sul. Este conjunto de fotografias faz parte de uma série de imagens intitulada Avenue Patrice Lumumba. Captadas pelo artista em cinco países africanos ?, Angola, Benin, Congo, Gana, Moçambique ?, entre eles estão duas ex-colónias portuguesas. Segundo o artista: "Estas fotografias não são histórias condensadas de estados africanos pós-coloniais nem uma meditação sobre aspetos das estruturas coloniais da fase final da era modernista. [...] Na fragilidade desta bela e estranha paisagem híbrida que luta para conter as calamidades dos últimos cinquenta anos, existe uma indesmentível identidade africana. Foi assim que a abracei".
Guy Tillim (Pretória, África do Sul, 1962)Library, sports club, Kolwezi, DR Congo, 2007- Biblioteca, clube desportivo, Kolwezi, DR Congo, 2007
- Pigmento de arquivo sobre papel de algodão. Ed. 6/9
- 91.5 x 131.5 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2009
- Guy Tillim é um dos mais importantes artistas da atualidade a trabalhar com fotografia. Tillim fotografou projetos documentais de grande impacto visual e histórico com o objetivo criar testemunhos do conflito social e das desigualdades existentes em África do Sul. Este conjunto de fotografias faz parte de uma série de imagens intitulada Avenue Patrice Lumumba. Captadas pelo artista em cinco países africanos ?, Angola, Benin, Congo, Gana, Moçambique ?, entre eles estão duas ex-colónias portuguesas. Segundo o artista: "Estas fotografias não são histórias condensadas de estados africanos pós-coloniais nem uma meditação sobre aspetos das estruturas coloniais da fase final da era modernista. [...] Na fragilidade desta bela e estranha paisagem híbrida que luta para conter as calamidades dos últimos cinquenta anos, existe uma indesmentível identidade africana. Foi assim que a abracei".
Guy Tillim (Pretória, África do Sul, 1962)Typists, Likasi, DR Congo, 2007- Dactilógrafos, Likasi, DR Congo, 2007
- Pigmento de arquivo sobre papel de algodão. Ed. 6/9
- 91.5 x 131.5 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Doação do artista em 2009
- Guy Tillim é um dos mais importantes artistas da atualidade a trabalhar com fotografia. Tillim fotografou projetos documentais de grande impacto visual e histórico com o objetivo criar testemunhos do conflito social e das desigualdades existentes em África do Sul. Este conjunto de fotografias faz parte de uma série de imagens intitulada Avenue Patrice Lumumba. Captadas pelo artista em cinco países africanos ?, Angola, Benin, Congo, Gana, Moçambique ?, entre eles estão duas ex-colónias portuguesas. Segundo o artista: "Estas fotografias não são histórias condensadas de estados africanos pós-coloniais nem uma meditação sobre aspetos das estruturas coloniais da fase final da era modernista. [...] Na fragilidade desta bela e estranha paisagem híbrida que luta para conter as calamidades dos últimos cinquenta anos, existe uma indesmentível identidade africana. Foi assim que a abracei".
Guy Tillim (Pretória, África do Sul, 1962)Administration office, Kolwezi, DR Congo, 2007- Escritório administrativo, Kolwezi, DR Congo, 2007
- Pigmento de arquivo sobre papel de algodão. Ed. 6/9
- 91.5 x 131.5 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2009
- Guy Tillim é um dos mais importantes artistas da atualidade a trabalhar com fotografia. Tillim fotografou projetos documentais de grande impacto visual e histórico com o objetivo criar testemunhos do conflito social e das desigualdades existentes em África do Sul. Este conjunto de fotografias faz parte de uma série de imagens intitulada Avenue Patrice Lumumba. Captadas pelo artista em cinco países africanos ?, Angola, Benin, Congo, Gana, Moçambique ?, entre eles estão duas ex-colónias portuguesas. Segundo o artista: "Estas fotografias não são histórias condensadas de estados africanos pós-coloniais nem uma meditação sobre aspetos das estruturas coloniais da fase final da era modernista. [...] Na fragilidade desta bela e estranha paisagem híbrida que luta para conter as calamidades dos últimos cinquenta anos, existe uma indesmentível identidade africana. Foi assim que a abracei".
Guy Tillim (Pretória, África do Sul, 1962)Grande Hotel, Beira, Mozambique, 2008- Grande Hotel, Beira, Moçambique, 2008
- Pigmento de arquivo sobre papel de algodão (díptico). Ed. 6/9
- 91.5 x 131.5 cm (cada)
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2009
- Guy Tillim é um dos mais importantes artistas da atualidade a trabalhar com fotografia. Tillim fotografou projetos documentais de grande impacto visual e histórico com o objetivo criar testemunhos do conflito social e das desigualdades existentes em África do Sul. Este conjunto de fotografias faz parte de uma série de imagens intitulada Avenue Patrice Lumumba. Captadas pelo artista em cinco países africanos ?, Angola, Benin, Congo, Gana, Moçambique ?, entre eles estão duas ex-colónias portuguesas. Segundo o artista: "Estas fotografias não são histórias condensadas de estados africanos pós-coloniais nem uma meditação sobre aspetos das estruturas coloniais da fase final da era modernista. [...] Na fragilidade desta bela e estranha paisagem híbrida que luta para conter as calamidades dos últimos cinquenta anos, existe uma indesmentível identidade africana. Foi assim que a abracei".
Toscano, Rui
Rui Toscano (Lisboa, Portugal, 1970)São Paulo 24/Set/2001, 2002- Vídeo, cor, sem som, 30'26''
- Col. Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, em depósito na Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Depósito em 2005
- Como o título indica, São Paulo 24/Set/2001 é um vídeo que mostra a cidade de São Paulo, no Brasil, no dia 24 de setembro de 2001. Captado através de um plano único e fixo e apresentado num ecrã plano, à primeira vista, o vídeo assemelha-se a uma imagem fotográfica. No entanto, um olhar mais atento deixa perceber, o movimento linear dos automóveis por entre os prédios da cidade. O vídeo é mostrado em loop, como que eternizando esse fragmento de tempo captado pelo artista. Jogando entre a aparente estaticidade da imagem e o movimento subtil que lhe é inerente, Toscano explora o tema da paisagem (tradicional na pintura), apresentando uma paisagem próxima, comum do seu tempo e da sua realidade.
Tropa, Francisco
Degraus, 2006- Degrau, 2006
- Caixa de fundição, moldes em gesso, terra prensada
- Dimensões variáveis
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Doação do artista em 2009
- Independentemente da diversidade de suportes que já empregou, Francisco Tropa tem recusado deixar o território convencionalmente chamado de ‘escultura’. O artista também tem vindo a empregar as convenções da escultura, nomeadamente sistemas de encaixe e de moldagem, como possível tradução das relações entre positivo e negativo, entre masculino e feminino; como tem constantemente sublinhado as tensões entre leis aritméticas, impessoais (sistemas de medição, grelhas, serialidade, progressões sistemáticas) e o território do acaso. Esta peça, como aliás alguns outros projetos apresentados recentemente, mistura claramente uma ideia de escultura ? e técnicas, matérias e objetos que associamos imediatamente àquela disciplina (fundição, bronze, gesso, molde) ? com uma dimensão intemporal que passa por uma análise da relação do homem com a morte, da pretensão em deixar marcas da sua passagem pela Terra. As dimensões do processo e da produção são inerentes a "Degrau". Apresentada pela primeira vez em 2006 na Galeria Quadrado Azul, a obra assenta no know-how de um artesão local que a produziu de acordo com as indicações do artista na galeria em Serralves, usando um barro fino da região. Os vestígios dessa produção, evidenciados pelos restos de terra circundantes e pelo balde de argila, contribuem para a impressão geral de interrupção ou incompletude.
Tuttle, Richard
Light and Dark Green Circle, 1965- Círculo verde claro e escuro, 1965
- Madeira pintada
- 2.5 x 66 x 66 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 1999
- "Light and Dark Green Circle" [Círculo verde claro e escuro] faz parte de "Constructed Paintings" [Pinturas construídas], uma série de objetos pictóricos que Tuttle criou entre 1964 e 1965. Abandonando a forma tradicional da tela e destacando a forma escultórica, estes trabalhos situam-se deliberadamente entre a pintura e a escultura. Maioritariamente monocromáticos, a cor uniforme foi obtida através de um aturado trabalho de sobreposição de camadas de tinta. Além disso, Light Dark Green Circle reestrutura o espaço arquitetónico em que se insere e torna-se um elemento correlativo entre o espaço e o espectador. O objeto não representa, acontece, com uma variedade de possíveis evocações simbólicas. Explícita ou implicitamente, o círculo é uma forma recorrente na obra de Tuttle e, em referência à filosofia oriental, é a figuração da dinâmica que, no universo, liga os opostos e engendra a realidade. Nessa dinâmica, a coexistência da luz e da sombra é simbolizada na escolha cromática do verde claro e escuro, admitindo todas as declinações e vibrações da luz que permitem exprimir a rica e exuberante profusão de eventos e de formas da realidade.Caracterizando-se pelas suas escalas modestas e aparência quase frágil, as obras de Tuttle interagem com o espaço. Recorrendo a materiais díspares e por vezes humildes (tela, fios, madeira, arame, papel, tinta, cola, tecido, etc.) em composições exploratórias, o artista procede por séries e variações formais. Nas suas exposições, Tuttle manipula o espaço arquitetónico em que estas se inserem, eliminando as fronteiras que separam as obras do espaço envolvente e alterando assim a perceção visual e a experiência estética do espectador. Para Richard Tuttle, a arte é uma exploração, uma busca capaz de revelar coisas sobre a vida de uma forma de que a própria vida é incapaz.
Tuymans, Luc
Luc Tuymans (Mortsel, Bélgica, 1958)Petrus & Paulus, 1998- Óleo sobre tela
- 118 x 86 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2000
- A pintura "Petrus & Paulus" faz parte de uma série de obras que se referem ao Auto da Paixão de Oberammergau, uma reconstituição da crucificação e ressurreição de Cristo. A peça tem sido posta em cena de dez em dez anos desde 1634 pelos habitantes desta aldeia bávara, em pagamento de uma promessa pelo facto de a mesma ter sido poupada à peste negra. Tuymans recorda-se de ter assistido com os pais à representação nos anos 1970. A reputação de Oberammergau ficou seriamente manchada quando Hitler assistiu à representação teatral e esta se viu associada à propaganda nazi e ao antissemitismo. Mais do que ilustrar a importância dos dois apóstolos na vida de Cristo, a pintura refere-se aos atributos cénicos que lhes cabem na história ritual de Oberammergau, trazendo o teatro para dentro da pintura a partir de uma ideia de representação. Como acontece com a maior parte da pintura de Tuymans, Petrus & Paulus é elaborada a partir de documentação visual existente, neste caso imagens de cena da própria peça. Os apóstolos assistem a algo que se passa fora do enquadramento e que não nos é acessível enquanto espectadores. Essa ação, em que Pedro e Paulo não participam senão como observadores, transforma-os em personagens secundárias da cena, o que contradiz o aparente protagonismo conferido pela sua escala na composição pictórica. O artista afirmou que tentou pintar os dois discípulos ao estilo dos velhos mestres, recordando assim o conceito de "falsificação autêntica" e aludindo implicitamente a Han van Meegeren, o mestre falsificador das pinturas de Vermeer. Luc Tuymans é considerado um dos mais influentes pintores da sua geração. Os seus trabalhos figurativos e escassamente coloridos são habitualmente pintados a partir de imagens preexistentes, incluindo fotografias, fotogramas e objetos. Frequentemente o artista também recorre à história contemporânea, assim como às tradições pictóricas da pintura flamenga.
Luc Tuymans (Mortsel, Bélgica, 1958)Oberammergau, 1999- Tinta sintética sobre vinil, hélio
- Ø 210 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2010
- O trabalho de Luc Tuymans "Oberammergau" insere-se num conjunto de obras mostrado pela primeira vez em 1999 na exposição "The Passion" [A Paixão] na galeria Zeno X em Antuérpia. Com duas ou três exceções, as obras patentes na exposição faziam referência ao Auto da Paixão de Oberammergau, representado de dez em dez anos, desde 1634, nesta aldeia da Baviera pelos seus habitantes, em pagamento de uma promessa pelo facto de a mesma ter sido poupada à peste negra. Tuymans recorda-se de nos anos 1970 ter assistido com os pais à representação. A reputação de Oberammergau ficou seriamente manchada quando Hitler assistiu à representação teatral e esta se viu associada à propaganda nazi e ao antissemitismo. O balão preto de borracha exibe uma faixa equatorial que representa a fachada ensombrada do teatro onde o Auto da Paixão é levado à cena. O auditório esférico é aqui convertido numa forma convexa que exclui o espectador, por oposição à inclusão do público no espetáculo original. Tomando a forma de uma esfera insuflada, a obra pretende provocar um certo afastamento do espectador, pois o escrutínio só é possível a uma certa distância, dando à pintura a dimensão teatral e ritualista que existe na peça.Tuymans é considerado um dos mais influentes pintores da sua geração. Os seus trabalhos figurativos e escassamente coloridos são habitualmente pintados a partir de imagens preexistentes, incluindo fotografias, fotogramas e objetos. Frequentemente o artista também recorre à história contemporânea, assim como às tradições pictóricas da pintura flamenga.
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