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Pacheco, Bruno
Shoreline, 2009- Óleo sobre tela
- 219 x 300 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2010
- Bruno Pacheco, artista português radicado em Londres, usa a fotografia como base referencial para a sua pintura. As suas obras recorrem a um vasto arquivo de fotografias por si produzidas ou resgatadas dos mais variados meios e suportes - jornais, revistas e internet - uma prática partilhada com uma geração de artistas europeus incluindo Gerhard Richter, Luc Tuymans e Peter Doig. Em "Shoreline", não interessa ao artista uma representação fidedigna, servindo a fotografia apenas como "um modelo" que passa por um processo de alteração das suas características formais (enquadramento, luz, cor, posicionamento), perdendo de vista o seu referente fotográfico.
Paik, Nam June
Nam June Paik (Seul, Coreia do Sul, 1932 - Miami, EUA, 2006)Global Groove, 1973- Onda global, 1973
- Vídeo, cor, som, 4:3, PAL, 28'30''
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 1999
- "Global Groove" é um manifesto radical sobre os fenómenos da globalização e dos sistemas de informação em rede. Profetizando a chegada da era da tecnologia da informação, Nam June Paik subverte a linguagem televisiva através da colagem eletrónica e do "pastiche" sonoro e imagético. O artista estabelece um confronto entre elementos visuais de alguns artistas, excertos de programas de televisão, iconografia pop e o seu próprio trabalho prévio para criar uma narrativa imaginária para uma televisão do futuro, inspirada pela ideia de "aldeia global" de Marshall McLuhan.Membro do grupo Fluxus, movimento internacional de vanguarda artística, e considerado um dos precursores da vídeo-arte, Paik examina de forma crítica e construtiva os potenciais artísticos da televisão e da imagem eletrónica, integrando desta forma arte e tecnologia.
Palma, Miguel
Miguel Palma (Lisboa, Portugal, 1964)Engenho, 1993- Ferro, alumínio, peças de automóvel
- 130 x 170 x 450 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 1996
- "Engenho" está na fronteira entre um objeto inútil e um engenho funcional. De aparência ambígua, que recorda simultaneamente viaturas futuristas e engenhocas amadoras, este veículo já chegou a ser confundido pela polícia de trânsito com um verdadeiro carro e o seu autor, multado por estacionamento indevido.O trabalho de Miguel Palma, que se divide entre a escultura e a instalação, interroga as ideias de progresso e de desenvolvimento tecnológico. O universo do artista alude ao automobilismo, à aviação e à engenharia civil e náutica, e traduz-se frequentemente em objetos de aspeto polido e industrial: máquinas reconhecíveis - aviões, carros, barcos - que desempenham ações absurdas ou que contrariam qualquer relação com as ideias de eficácia e de progresso. Palma adota uma estética aparentemente funcional que alia engenharia e invenções amadoras, retirando seriedade àquela disciplina e atribuindo solenidade a hobbies e a pequenas invenções.
Palolo, António
António Palolo (Évora, Portugal, 1946 - Lisboa, Portugal, 2000)Sem título, 1973- Tinta acrílica sobre tela
- 100 x 180 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2000
- Nesta obra, de 1973, as largas barras verticais são cortadas quase ao centro da composição por uma barra horizontal preta, que revela o influxo da nova abstração. Nas composições de 1975, as barras dão lugar a linhas de cores alternadas cujas gradações dividem a tela em duas metades, de forma a provocar um trompe l’oeil cinético.Artista autodidata, António Palolo realizou as primeiras experiências artísticas no início dos anos 1960, junto dos seus amigos de Évora, também autodidatas, Álvaro Lapa, António Charrua e Joaquim Bravo.Na década de 1970, na pintura de Palolo predominam as telas de composição abstrata, com barras verticais de cores lisas e vibrantes. Em quase todos os textos críticos sobre a pintura desta época, a referência à pintura hard-edge é uma constante. A pintura hard-edge é uma reação ao expressionismo abstrato americano dos anos 1960, impulsionada por Frank Stella, entre outros, e caracterizada por telas de formatos pouco usuais, zonas de contornos rígidos, formas simples e cores vivas, características que encontramos nas telas de Palolo.Após um interregno dedicado à exploração de outros processos criativos como o filme, o vídeo, a instalação e a pintura figurativa, Palolo retoma e desenvolve o abstracionismo pictórico no final da década de 1980 até à sua morte em 2000.
António Palolo (Évora, Portugal, 1946 - Lisboa, Portugal, 2000)Sem título, 1975- Tinta acrílica sobre tela
- 46.2 x 65 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2000
- Artista autodidata, António Palolo realizou as primeiras experiências artísticas no início dos anos 1960, junto dos seus amigos de Évora, também autodidatas, Álvaro Lapa, António Charrua e Joaquim Bravo.Na década de 1970, na pintura de Palolo predominam as telas de composição abstrata, com barras verticais de cores lisas e vibrantes. Em quase todos os textos críticos sobre a pintura desta época, a referência à pintura "hard-edge" é uma constante. A pintura "hard-edge" é uma reação ao expressionismo abstrato americano dos anos 1960, impulsionada por Frank Stella, entre outros, e caracterizada por telas de formatos pouco usuais, zonas de contornos rígidos, formas simples e cores vivas, características que encontramos nas telas de Palolo.Nas composições de 1975, as barras dão lugar a linhas de cores alternadas cujas gradações dividem a tela em duas metades, de forma a provocar um "trompe l’oeil" cinético.Após um interregno dedicado à exploração de outros processos criativos como o filme, o vídeo, a instalação e a pintura figurativa, Palolo retoma e desenvolve o abstracionismo pictórico no final da década de 1980 até à sua morte em 2000.
António Palolo (Évora, Portugal, 1946 - Lisboa, Portugal, 2000)Sem título, 1975- Tinta acrílica sobre tela
- 46 x 65 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2000
- Artista autodidata, António Palolo realizou as primeiras experiências artísticas no início dos anos 1960, junto dos seus amigos de Évora, também autodidatas, Álvaro Lapa, António Charrua e Joaquim Bravo.Na década de 1970, na pintura de Palolo predominam as telas de composição abstrata, com barras verticais de cores lisas e vibrantes. Em quase todos os textos críticos sobre a pintura desta época, a referência à pintura "hard-edge" é uma constante. A pintura "hard-edge" é uma reação ao expressionismo abstrato americano dos anos 1960, impulsionada por Frank Stella, entre outros, e caracterizada por telas de formatos pouco usuais, zonas de contornos rígidos, formas simples e cores vivas, características que encontramos nas telas de Palolo.Nas composições de 1975, as barras dão lugar a linhas de cores alternadas cujas gradações dividem a tela em duas metades, de forma a provocar um "trompe l’oeil" cinético.Após um interregno dedicado à exploração de outros processos criativos como o filme, o vídeo, a instalação e a pintura figurativa, Palolo retoma e desenvolve o abstracionismo pictórico no final da década de 1980 até à sua morte em 2000.
António Palolo (Évora, Portugal, 1946 - Lisboa, Portugal, 2000)Sem título, 1975- Tinta acrílica sobre tela
- 46 x 65 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2000
- Artista autodidata, António Palolo realizou as primeiras experiências artísticas no início dos anos 1960, junto dos seus amigos de Évora, também autodidatas, Álvaro Lapa, António Charrua e Joaquim Bravo.Na década de 1970, na pintura de Palolo predominam as telas de composição abstrata, com barras verticais de cores lisas e vibrantes. Em quase todos os textos críticos sobre a pintura desta época, a referência à pintura "hard-edge" é uma constante. A pintura "hard-edge" é uma reação ao expressionismo abstrato americano dos anos 1960, impulsionada por Frank Stella, entre outros, e caracterizada por telas de formatos pouco usuais, zonas de contornos rígidos, formas simples e cores vivas, características que encontramos nas telas de Palolo.Nas composições de 1975, as barras dão lugar a linhas de cores alternadas cujas gradações dividem a tela em duas metades, de forma a provocar um "trompe l’oeil" cinético.Após um interregno dedicado à exploração de outros processos criativos como o filme, o vídeo, a instalação e a pintura figurativa, Palolo retoma e desenvolve o abstracionismo pictórico no final da década de 1980 até à sua morte em 2000.
António Palolo (Évora, Portugal, 1946 - Lisboa, Portugal, 2000)Sem título, 1975- Tinta acrílica sobre tela
- 46 x 65 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2000
- Artista autodidata, António Palolo realizou as primeiras experiências artísticas no início dos anos 1960, junto dos seus amigos de Évora, também autodidatas, Álvaro Lapa, António Charrua e Joaquim Bravo.Na década de 1970, na pintura de Palolo predominam as telas de composição abstrata, com barras verticais de cores lisas e vibrantes. Em quase todos os textos críticos sobre a pintura desta época, a referência à pintura "hard-edge" é uma constante. A pintura "hard-edge" é uma reação ao expressionismo abstrato americano dos anos 1960, impulsionada por Frank Stella, entre outros, e caracterizada por telas de formatos pouco usuais, zonas de contornos rígidos, formas simples e cores vivas, características que encontramos nas telas de Palolo.Nas composições de 1975, as barras dão lugar a linhas de cores alternadas cujas gradações dividem a tela em duas metades, de forma a provocar um "trompe l’oeil" cinético.Após um interregno dedicado à exploração de outros processos criativos como o filme, o vídeo, a instalação e a pintura figurativa, Palolo retoma e desenvolve o abstracionismo pictórico no final da década de 1980 até à sua morte em 2000.
António Palolo (Évora, Portugal, 1946 - Lisboa, Portugal, 2000)Sem título, 1975- Guache sobre papel
- 41 x 29.5 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2000
- Artista autodidata, António Palolo realizou as primeiras experiências artísticas no início dos anos 1960, junto dos seus amigos de Évora, também autodidatas, Álvaro Lapa, António Charrua e Joaquim Bravo.Na década de 1970, na pintura de Palolo predominam as telas de composição abstrata, com barras verticais de cores lisas e vibrantes. Em quase todos os textos críticos sobre a pintura desta época, a referência à pintura "hard-edge" é uma constante. A pintura "hard-edge" é uma reação ao expressionismo abstrato americano dos anos 1960, impulsionada por Frank Stella, entre outros, e caracterizada por telas de formatos pouco usuais, zonas de contornos rígidos, formas simples e cores vivas, características que encontramos nas telas de Palolo.Nas composições de 1975, as barras dão lugar a linhas de cores alternadas cujas gradações dividem a tela em duas metades, de forma a provocar um "trompe l’oeil" cinético.Após um interregno dedicado à exploração de outros processos criativos como o filme, o vídeo, a instalação e a pintura figurativa, Palolo retoma e desenvolve o abstracionismo pictórico no final da década de 1980 até à sua morte em 2000.
António Palolo (Évora, Portugal, 1946 - Lisboa, Portugal, 2000)Sem título, 1975- Guache sobre papel
- 41 x 29.5 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2000
- Artista autodidata, António Palolo realizou as primeiras experiências artísticas no início dos anos 1960, junto dos seus amigos de Évora, também autodidatas, Álvaro Lapa, António Charrua e Joaquim Bravo.Na década de 1970, na pintura de Palolo predominam as telas de composição abstrata, com barras verticais de cores lisas e vibrantes. Em quase todos os textos críticos sobre a pintura desta época, a referência à pintura "hard-edge" é uma constante. A pintura "hard-edge" é uma reação ao expressionismo abstrato americano dos anos 1960, impulsionada por Frank Stella, entre outros, e caracterizada por telas de formatos pouco usuais, zonas de contornos rígidos, formas simples e cores vivas, características que encontramos nas telas de Palolo.Nas composições de 1975, as barras dão lugar a linhas de cores alternadas cujas gradações dividem a tela em duas metades, de forma a provocar um "trompe l’oeil" cinético.Após um interregno dedicado à exploração de outros processos criativos como o filme, o vídeo, a instalação e a pintura figurativa, Palolo retoma e desenvolve o abstracionismo pictórico no final da década de 1980 até à sua morte em 2000.
António Palolo (Évora, Portugal, 1946 - Lisboa, Portugal, 2000)Sem título, 1975- Guache sobre papel
- 41 x 29.5 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2000
- Artista autodidata, António Palolo realizou as primeiras experiências artísticas no início dos anos 1960, junto dos seus amigos de Évora, também autodidatas, Álvaro Lapa, António Charrua e Joaquim Bravo.Na década de 1970, na pintura de Palolo predominam as telas de composição abstrata, com barras verticais de cores lisas e vibrantes. Em quase todos os textos críticos sobre a pintura desta época, a referência à pintura "hard-edge" é uma constante. A pintura "hard-edge" é uma reação ao expressionismo abstrato americano dos anos 1960, impulsionada por Frank Stella, entre outros, e caracterizada por telas de formatos pouco usuais, zonas de contornos rígidos, formas simples e cores vivas, características que encontramos nas telas de Palolo.Nas composições de 1975, as barras dão lugar a linhas de cores alternadas cujas gradações dividem a tela em duas metades, de forma a provocar um "trompe l’oeil" cinético.Após um interregno dedicado à exploração de outros processos criativos como o filme, o vídeo, a instalação e a pintura figurativa, Palolo retoma e desenvolve o abstracionismo pictórico no final da década de 1980 até à sua morte em 2000.
António Palolo (Évora, Portugal, 1946 - Lisboa, Portugal, 2000)Sem título, 1975- Guache sobre papel
- 41 x 29.8 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2000
- Artista autodidata, António Palolo realizou as primeiras experiências artísticas no início dos anos 1960, junto dos seus amigos de Évora, também autodidatas, Álvaro Lapa, António Charrua e Joaquim Bravo.Na década de 1970, na pintura de Palolo predominam as telas de composição abstrata, com barras verticais de cores lisas e vibrantes. Em quase todos os textos críticos sobre a pintura desta época, a referência à pintura "hard-edge" é uma constante. A pintura "hard-edge" é uma reação ao expressionismo abstrato americano dos anos 1960, impulsionada por Frank Stella, entre outros, e caracterizada por telas de formatos pouco usuais, zonas de contornos rígidos, formas simples e cores vivas, características que encontramos nas telas de Palolo.Nas composições de 1975, as barras dão lugar a linhas de cores alternadas cujas gradações dividem a tela em duas metades, de forma a provocar um "trompe l’oeil" cinético.Após um interregno dedicado à exploração de outros processos criativos como o filme, o vídeo, a instalação e a pintura figurativa, Palolo retoma e desenvolve o abstracionismo pictórico no final da década de 1980 até à sua morte em 2000.
António Palolo (Évora, Portugal, 1946 - Lisboa, Portugal, 2000)Sem título, 1975- Guache sobre papel
- 41 x 29.5 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2000
- Artista autodidata, António Palolo realizou as primeiras experiências artísticas no início dos anos 1960, junto dos seus amigos de Évora, também autodidatas, Álvaro Lapa, António Charrua e Joaquim Bravo.Na década de 1970, na pintura de Palolo predominam as telas de composição abstrata, com barras verticais de cores lisas e vibrantes. Em quase todos os textos críticos sobre a pintura desta época, a referência à pintura "hard-edge" é uma constante. A pintura "hard-edge" é uma reação ao expressionismo abstrato americano dos anos 1960, impulsionada por Frank Stella, entre outros, e caracterizada por telas de formatos pouco usuais, zonas de contornos rígidos, formas simples e cores vivas, características que encontramos nas telas de Palolo.Nas composições de 1975, as barras dão lugar a linhas de cores alternadas cujas gradações dividem a tela em duas metades, de forma a provocar um "trompe l’oeil" cinético.Após um interregno dedicado à exploração de outros processos criativos como o filme, o vídeo, a instalação e a pintura figurativa, Palolo retoma e desenvolve o abstracionismo pictórico no final da década de 1980 até à sua morte em 2000.
António Palolo (Évora, Portugal, 1946 - Lisboa, Portugal, 2000)Sem título, 1975- Guache sobre papel
- 41 x 29.5 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2000
- Artista autodidata, António Palolo realizou as primeiras experiências artísticas no início dos anos 1960, junto dos seus amigos de Évora, também autodidatas, Álvaro Lapa, António Charrua e Joaquim Bravo.Na década de 1970, na pintura de Palolo predominam as telas de composição abstrata, com barras verticais de cores lisas e vibrantes. Em quase todos os textos críticos sobre a pintura desta época, a referência à pintura "hard-edge" é uma constante. A pintura "hard-edge" é uma reação ao expressionismo abstrato americano dos anos 1960, impulsionada por Frank Stella, entre outros, e caracterizada por telas de formatos pouco usuais, zonas de contornos rígidos, formas simples e cores vivas, características que encontramos nas telas de Palolo.Nas composições de 1975, as barras dão lugar a linhas de cores alternadas cujas gradações dividem a tela em duas metades, de forma a provocar um "trompe l’oeil" cinético.Após um interregno dedicado à exploração de outros processos criativos como o filme, o vídeo, a instalação e a pintura figurativa, Palolo retoma e desenvolve o abstracionismo pictórico no final da década de 1980 até à sua morte em 2000.
António Palolo (Évora, Portugal, 1946 - Lisboa, Portugal, 2000)Sem título, 1975- Guache sobre papel
- 41 x 39.5 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2000
- Artista autodidata, António Palolo realizou as primeiras experiências artísticas no início dos anos 1960, junto dos seus amigos de Évora, também autodidatas, Álvaro Lapa, António Charrua e Joaquim Bravo.Na década de 1970, na pintura de Palolo predominam as telas de composição abstrata, com barras verticais de cores lisas e vibrantes. Em quase todos os textos críticos sobre a pintura desta época, a referência à pintura "hard-edge" é uma constante. A pintura "hard-edge" é uma reação ao expressionismo abstrato americano dos anos 1960, impulsionada por Frank Stella, entre outros, e caracterizada por telas de formatos pouco usuais, zonas de contornos rígidos, formas simples e cores vivas, características que encontramos nas telas de Palolo.Nas composições de 1975, as barras dão lugar a linhas de cores alternadas cujas gradações dividem a tela em duas metades, de forma a provocar um "trompe l’oeil" cinético.Após um interregno dedicado à exploração de outros processos criativos como o filme, o vídeo, a instalação e a pintura figurativa, Palolo retoma e desenvolve o abstracionismo pictórico no final da década de 1980 até à sua morte em 2000.
Pape, Lygia
Lygia Pape (Nova Friburgo, Rio de Janeiro, Brasil, 1927 - Rio de Janeiro, Brasil, 2004)Ttéia 1B (redonda), 1976 - 2000- Fio dourado, tachas douradas
- 445 x 500 x 500 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2006
- Lygia Pape foi uma das mais significativas artistas do Brasil do pós-guerra, com uma fecunda carreira artística que se estendeu por mais de cinco décadas. Trabalhando numa diversidade de disciplinas, entre elas pintura, escultura, poesia, desenho, instalação, cinema e performance, Pape foi uma figura-chave no desenvolvimento da arte brasileira desde os anos 1950 até à sua morte, em 2004. Como a artista afirmou, a arte era uma "maneira de compreender o mundo", de explorar a experimentação formal e ideias complexas sobre perceção, espaço e sensação. As Ttéias, concebidas na década de 1970, são talvez os trabalhos que melhor consubstanciam as preocupações artísticas de Pape. A teia aparece, quer física, quer metaforicamente, em grande parte das suas obras, sugerindo formas tênseis que ocupam espaços discretos mas mantêm a sua geometria, precária mas forte. A sua origem reside tanto nas teias de aranha ? no sentido de tempo acumulado e de espaço imperturbado, como assinalou a artista ? como na natureza do meio urbano: quando conduzia pela cidade, Pape sentia-se "uma espécie de aranha a tecer teias". Em "Ttéia 1B (redonda)", a lógica formal do construtivismo destila-se no jogo de luz. A obra foi especificamente concebida para o Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Como todas as Ttéias, a sua forma e as suas densidades estão desenhadas em pormenor. A obra é construída meticulosamente com fio metálico dourado, consistindo a base de cada forma num conjunto de tachas em cobre dispostas em círculo, com o fio passado em volta delas de modo a criar um volume cilíndrico. Ao mesmo tempo quase impercetíveis e monumentais, os seus subtis efeitos óticos são obtidos por meio do reflexo da luz nessas linhas no espaço. "Ttéia 1B (redonda)" expande o uso que Pape faz da linha para definir e colapsar o espaço bidimensional e tridimensional, ao mesmo tempo que também reflete a evolução dos planos visuais sobrepostos dos seus primeiros trabalhos. A luz funciona aqui como material e como estrutura, proporcionando a posição de cada observador uma experiência diferente. Como a artista escreveu, "a obra de arte não existe como um objeto acabado e resolvido, mas como algo que está sempre presente, permanente, nas pessoas". "Ttéia 1B (redonda)" é, pois, o culminar de uma preocupação de décadas com a integração do espaço da obra de arte no espaço real, a dimensão geométrica da arte abstrata transformando-se aqui numa dança de luz cintilante."
Penalva, João
João Penalva (Lisboa, Portugal, 1949)Petit Verre, 2007- Teatro automatizado com som e sombras. Ed. 1/3 +1 P.A.
- 162 x 62 x 64 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2011
- A obra de João Penalva baseia-se na narração de histórias e nas fronteiras fluídas entre ficção e realidade. "Petit Verre" é um teatro de sombras automatizado. Originário da China, este tipo de teatro antecipa de certa maneira a descoberta do cinematográfico ? é considerado uma espécie de cinema antes do cinema. João Penalva, um artista cujo trabalho vive em grande medida da narracão de histórias, e da abolição de fronteiras entre ficção e realidade, reconhece nos artifícios do teatro os simulacros postos em marcha pela sua própria obra.O título evoca diretamente "Le Grand Verre" [O Grande Vidro] (1915-23) do artista francês Marcel Duchamp, mas também faz referência à pequena moldura que roda em cima de uma mesa giratória, acompanhada por música composta por Zhuomin Chan, por ciclos de luz pré-programados e por diferentes cadências de velocidade. Estes três regimes não estão coordenados, mas passado algum tempo os espectadores criam um padrão rítmico que combate a arbitrariedade com que eles vão surgindo. A escolha do pequeno teatro de marionetas enquanto dispositivo formal é uma possível referência ao passado do artista enquanto performer ? Penalva foi bailarino -, mas a personagem principal não deixa de ser o maravilhamento face ao automatismo, não o palco em que ele é apresentado.
João Penalva (Lisboa, Portugal, 1949)Ten Artist Books, 2007 - 2009- Dez livros de artista, 2007 - 2009
- Impressão Epson Micro Piezo TFP com tintas UltraChrome K3 sobre papel Moab Legion Entrada Rag Natural 300g. Ed 1/3 + 1 P.A.
- Dimensões variáveis
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2011
- João Penalva trabalha numa grande variedade de meios. Enquanto contador de histórias, recorre frequentemente ao formato do livro de artista, que, como a maioria das suas obras, requer do espectador atenção e disponibilidade para interpretar. Incorporando acaso e improviso, as narrativas de Penalva surpreendem o leitor com associações inesperadas, conduzindo-o ao longo de um percurso onde as fronteiras entre ficção e realidade se diluem.Esta obra foi exposta pela primeira vez em 2007 na Mead Gallery, University of Warwick, no Reino Unido. Os livros, não encadernados, são compostos por páginas impressas em papel de fibra de algodão. Cada um tem o seu título, formando a sucessão de imagens do conjunto uma espécie de romance visual evocativo de narrativas sobre pessoas, lugares e tempos diversos. O leitor é convidado a sentar-se e folhear os livros, o que, nas palavras do curador Anders Kreuger, constitui "um deleite para a mão, tanto quanto para o olhar".
Pereira, Fernando José
hope-less [09'31'' of the Earth's rotation], 2007- Video DVD, som, cor, 10'33''
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2012
- Dois movimentos: um para cima e o outro para baixo dão sentido ao jogo de linguagem existente no título deste vídeo: a câmara vira-se para cima e usa como "tripé" o planeta. Trata-se, por isso, de um plano fixo, em que o movimento é dado pela velocidade da rotação da Terra: 9’31’’ demora a lua a entrar e sair do plano. É um tempo que quer ser sonhador, mas que é constantemente interrompido pelas nuvens incessantes e cada vez mais densas. Um outro movimento, desta feita para baixo, capta o som da realidade destes 9’ e 31’’. Tudo o que é ouvido se passa fora do plano do ecrã, mas a sua presença é, ainda assim, bem sentida.Entre a esperança (hope) e a desesperança (hopeless) se constrói a nossa realidade que aqui se corporiza por momentos, como fragmento de memória - esses nove minutos e trinta e um segundos - e que nos leva, embalados por esta velocidade que não sentimos e, contudo, existe. Queiramos, ou não...
permafrost (barentsburg), 2009- Vídeo, p/b, som, 9'13''
- Col. Ivo Martins, em depósito na Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Depósito em 2010
- "permafrost (barentsburg)" é um vídeo filmado no aglomerado populacional mais a norte do planeta: o arquipélago de Svalbard, ilha de Spitsbergen (somente a 800 km do Pólo Norte). Foca-se em exclusivo na cidade russa de Barentsburg, situada à latitude de 78 graus N.O vídeo mostra-nos um duplo fascínio; tanto com essa espécie de natureza utópica ainda intocada, como pela condição distópica que exalam os lugares abandonados, quase cidades fantasmas, perdidos no tempo e, contudo, aprisionados na sua própria rede económica que os tem mantido até hoje. Barentsburg é uma cidade mineira; com o carvão do ártico tão apreciado pela nossa energia elétrica, esta é, também a causa do seu bem-estar económico e do seu desastre ecológico. É um círculo fechado: o carvão que é exportado por Barentsburg e consumido nos países da Europa do Sul é uma das causas das alterações climáticas no árctico. A cidade reflete tudo isto nos seus quase abandonados e magníficos edifícios mostrando-nos uma decadente e distópica visão, mas, ao mesmo, tempo uma imagem fascinante de uma já distante forma de pensar a ideia de cidade. Para além destas características, e do turismo agora massivo que a invade, uma outra condição que aí se manifesta é essencial: o solo encontra-se congelado todo o ano, um fenómeno conhecido como ‘permafrost’... pelo menos, até agora.
remote control [interference], 2010- Vídeo, som, cor, 22’49’’
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2012
- Fernando José Pereira trabalha regularmente com vídeo. A sua prática artística estabelece, na sua essência, uma articulação entre as várias disciplinas das artes plásticas, como a pintura, o desenho, a fotografia e o vídeo."remote control [interference]" faz parte de uma série de vídeos que o artista apresenta sob o título "remote control" [controlo remoto] e baseia-se nas imagens de um lago de icebergues na Islândia e recolhidas em direto através do streaming de vídeo possibilitado pela internet. Nesse importante ponto de interesse turístico, as grandes massas de gelo que se libertam do glaciar ficam, por vezes durante anos, a flutuar nas águas do lago. O vídeo regista momentos da construção de um molhe artificial, que hoje se encontra submerso, e que tem como principal objetivo manter os icebergues o máximo de tempo possível na laguna, dada a importância do turismo na economia do país. A banda sonora que o acompanha, embora pareça fazer parte do registo original, é composta por sons captados pelo artista e recolhidos em bancos de dados na internet, inseridos posteriormente no vídeo. Evocando o projeto seminal de Robert Smithson dos anos 1970, Spiral Jetty, ao qual o filme é dedicado na ficha técnica que o termina, Fernando José Pereira constrói narrativas múltiplas interligadas que associam a arte à paisagem, à vigilância e à distância.
Pica, Amalia
Amalia Pica (Neuquén, Argentina, 1978)A n B n C (line), 2013- A n B n C (linha), 2013
- 72 formas em acrílico colorido e performance ocasional
- Dimensões variáveis
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2013
- "A n B n C (Line)" (2013) - ou "A interseta B interseta C" - consiste de uma série de formas geométricas recortadas em acrílico colorido e alinhadas numa parede como uma frase ou uma partitura. Esta sintaxe aparentemente fixa é, na verdade, performativa: as peças são ativadas e dispostas por um grupo de performers, formando uma variedade de arranjos composicionais diante de um público. A artista não determina ou coreografa "a priori" as composições possíveis, apenas estabelece para elas uma condição básica: em qualquer momento apenas uma peça pode surgir isolada. Cada justaposição ou combinação de cor, opacidade e forma torna-se uma imagem apenas durante um momento dado, antes de mudar uma vez mais, recombinando-se com outra forma. Esta condição reflete-se no próprio título do trabalho, que deriva de um princípio básico da teoria dos conjuntos, a interseção de dois conjuntos (isto é, o centro de um diagrama de Venn) ou o conjunto que contém todos os elementos de A que também pertencem a B, e assim por diante. Nas suas instalações, desenhos e performances, Pica examina as lacunas e os equívocos da comunicação. As várias formas que o intercâmbio comunicativo pode tomar - desde o alfabeto semafórico até aos "lapsus linguae" - são centrais no seu trabalho. Nascida durante a ditadura argentina e a chamada "guerra suja" - uma campanha de sete anos contra todos aqueles suspeitos de serem dissidentes ou elementos subversivos -, Pica também se interessa desde há muito pela relação entre a forma e a política. Por exemplo, nos anos 1970, durante a ditadura, a matemática moderna (incluindo os diagramas de Venn) foi banida dos programas escolares. Neste sentido, o diagrama de Venn pode ser visto como a representação de formas de compromisso ou colaboração, como uma representação geométrica de coletividade e reunião, que ganha vida em "A n B n C (Line)" através de corpos que se movimentam no espaço. Para Pica, a arte confronta diretamente o processo de traduzir uma ideia numa forma física, quer fixando momentos de outro modo efémeros de experiência partilhada, quer criando metáforas para a própria natureza da comunicação.
Pimentão, Diogo
Da série "Collinear Breath Fascia", 2014- Grafite sobre papel montado sobre tela, grafite sobre parede (9 elementos)
- 159 x 118.5 cm (cada)
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2014
- "Da série ‘Collinear Breath Fascia’ " (2014), de Diogo Pimentão (Lisboa, 1973), é uma composição de grandes folhas de papel integralmente cobertas de grafite, cujas superfícies altamente absorventes lhe conferem uma textura quase metálica. O denso negro alcançado pelas camadas de grafite sobrepostas confunde a perceção do espectador, que pode entender num primeiro momento as folhas como placas de metal, atribuindo ao trabalho uma dimensão objetual e a solidez da escultura. Embora este entendimento inicial evoque a simplicidade elementar da escultura minimalista, a importância do gesto na sua feitura e o impacto físico da sua presença associam o trabalho mais diretamente ao pós-minimalismo e às esculturas e desenhos a pastel de óleo de Richard Serra.A prática artística de Diogo Pimentão baseia-se exclusivamente em gestos e materiais ligados ao desenho, nomeadamente papel e grafite. O seu trabalho tem também uma dimensão eminentemente performativa, em que o resultado final é inseparável do processo que lhe deu origem, revelando a marca do corpo do artista.
Pinheiro, Jorge
Sem título, 1970- Tinta acrílica sobre tela
- 126 x 126 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2000
- Esta obra enquadra-se na fase abstrata do trabalho de Jorge Pinheiro, influenciada pelas pesquisas do movimento Abstraction-Création. Esta etapa sucedeu a uma fase figurativa com fortes nuances realistas e expressionistas e, ao mesmo tempo, precedeu um regresso à figura e ao comentário social e político na viragem para a década de 1980.
Pinheiro, António Costa
António Costa Pinheiro (Moura, Portugal, 1932 - Munique, Alemanha, 2015)Projekt-Art: Universonauta, 1969- Serigrafia e impressão offset sobre papel. Ed. 6/120
- 56.4 x 76 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Doação da Galeria 111 em 1989
- "Cosmo Language" [Cosmolinguagem] e "Universonaut Raumschiff" [Nave espacial do Universonauta] fazem parte da "Projekt-art" criada por Costa Pinheiro a partir de 1967, quando abandonou a pintura e começou a realizar projetos utópicos que visavam integrar a arte e a poesia nos espaços urbanos. Entre eles figura a Citymobil, uma cidade colorida e gráfica dotada de edifícios com rodas, meios de locomoção voadores e equipamentos lúdicos espalhados pelas ruas, que o artista desenvolveu em maquetas, objetos e serigrafias. Da galeria de personagens e dispositivos que compõem a Citymobil, o Universonauta, a Cosmolinguagem e o Aparelho Raio-Cor, oriundos de um exterior galático e promotores de novas realidades, têm por função reabilitar a capacidade imaginativa dos homens e ativar o lema do carimbo aposto em várias das obras desta série: "L’Imagination est notre liberté" (A imaginação é a nossa liberdade).Com uma linguagem pop e um espírito libertário consonante com a própria época, Costa Pinheiro procurou realizar, através da arte, projetos políticos carregados de responsabilidade social.
António Costa Pinheiro (Moura, Portugal, 1932 - Munique, Alemanha, 2015)Universonaut Raumschiff, 1971- Nave espacial de astronauta, 1971
- Plástico, acrílico, alumínio
- 17 x 10 x 20.5 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2009
- "Cosmo Language" [Cosmolinguagem] e "Universonaut Raumschiff" [Nave espacial do Universonauta] fazem parte da "Projekt-art" criada por Costa Pinheiro a partir de 1967, quando abandonou a pintura e começou a realizar projetos utópicos que visavam integrar a arte e a poesia nos espaços urbanos. Entre eles figura a Citymobil, uma cidade colorida e gráfica dotada de edifícios com rodas, meios de locomoção voadores e equipamentos lúdicos espalhados pelas ruas, que o artista desenvolveu em maquetas, objetos e serigrafias. Da galeria de personagens e dispositivos que compõem a Citymobil, o Universonauta, a Cosmolinguagem e o Aparelho Raio-Cor, oriundos de um exterior galático e promotores de novas realidades, têm por função reabilitar a capacidade imaginativa dos homens e ativar o lema do carimbo aposto em várias das obras desta série: "L’Imagination est notre liberté" (A imaginação é a nossa liberdade). Com uma linguagem pop e um espírito libertário consonante com a própria época, Costa Pinheiro procurou realizar, através da arte, projetos políticos carregados de responsabilidade social.
António Costa Pinheiro (Moura, Portugal, 1932 - Munique, Alemanha, 2015)Report of the Universonaut on the Tragedy of the Planet Yoxides of the Bleu-Bleu Galaxy (from the series ‘Cosmo Language’), 1973- Relato do Universonauta sobre a tragédia do planeta Yoxides da Galáxia Bleu-Bleu (da série "Cosmo Language"), 1973
- Serigrafia e impressão off-set sobre papel (2 elementos). Ed. 16/115
- 64 x 82 cm (cada)
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Doação da Galeria 111 em 1989
- "Cosmo Language" [Cosmolinguagem] e "Universonaut Raumschiff" [Nave espacial do Universonauta] fazem parte da "Projekt-art" criada por Costa Pinheiro a partir de 1967, quando abandonou a pintura e começou a realizar projetos utópicos que visavam integrar a arte e a poesia nos espaços urbanos. Entre eles figura a Citymobil, uma cidade colorida e gráfica dotada de edifícios com rodas, meios de locomoção voadores e equipamentos lúdicos espalhados pelas ruas, que o artista desenvolveu em maquetas, objetos e serigrafias. Da galeria de personagens e dispositivos que compõem a Citymobil, o Universonauta, a Cosmolinguagem e o Aparelho Raio-Cor, oriundos de um exterior galático e promotores de novas realidades, têm por função reabilitar a capacidade imaginativa dos homens e ativar o lema do carimbo aposto em várias das obras desta série: "L’Imagination est notre liberté" (A imaginação é a nossa liberdade). Com uma linguagem pop e um espírito libertário consonante com a própria época, Costa Pinheiro procurou realizar, através da arte, projetos políticos carregados de responsabilidade social.
António Costa Pinheiro (Moura, Portugal, 1932 - Munique, Alemanha, 2015)Report of the Universonaut on the Tragedy of the Planet Yoxides of the Bleu-Bleu Galaxy (from the series ‘Cosmo Language’), 1973- Relato do Universonauta sobre a tragédia do planeta Yoxides da Galáxia Bleu-Bleu (da série "Cosmo Language"), 1973
- Serigrafia e impressão off-set sobre papel (2 elementos) Ed. 20/115
- 70 x 90 cm (cada)
- Col. Museu Nacional de Soares dos Reis, em depósito na Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Depósito em 1990
- Cosmo Language e Universonaut Raumschiff fazem parte da "Projekt-art" criada por Costa Pinheiro a partir de 1967, quando abandonou a pintura e começou a realizar projetos utópicos que visavam integrar a arte e a poesia nos espaços urbanos. Entre eles figura a Citymobil, uma cidade colorida e gráfica dotada de edifícios com rodas, meios de locomoção voadores e equipamentos lúdicos espalhados pelas ruas, que o artista desenvolveu em maquetas, objetos e serigrafias. Da galeria de personagens e dispositivos que compõem a Citymobil, o Universonauta, a Cosmolinguagem e o Aparelho Raio-Cor, oriundos de um exterior galático e promotores de novas realidades, têm por função reabilitar a capacidade imaginativa dos homens e ativar o lema do carimbo aposto em várias das obras desta série: "L’Imagination est notre liberté" (A imaginação é a nossa liberdade).Com uma linguagem pop e um espírito libertário consonante com a própria época, Costa Pinheiro procurou realizar, através da arte, projetos políticos carregados de responsabilidade social.
António Costa Pinheiro (Moura, Portugal, 1932 - Munique, Alemanha, 2015)Universonauta no Planeta das Poeiras Cósmicas, 1971 - 1973- Óleo sobre tela
- 150 x 200.8 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2009
- "Cosmo Language" [Cosmolinguagem] e "Universonaut Raumschiff" [Nave espacial do Universonauta] fazem parte da "Projekt-art" criada por Costa Pinheiro a partir de 1967, quando abandonou a pintura e começou a realizar projetos utópicos que visavam integrar a arte e a poesia nos espaços urbanos. Entre eles figura a Citymobil, uma cidade colorida e gráfica dotada de edifícios com rodas, meios de locomoção voadores e equipamentos lúdicos espalhados pelas ruas, que o artista desenvolveu em maquetas, objetos e serigrafias. Da galeria de personagens e dispositivos que compõem a Citymobil, o Universonauta, a Cosmolinguagem e o Aparelho Raio-Cor, oriundos de um exterior galático e promotores de novas realidades, têm por função reabilitar a capacidade imaginativa dos homens e ativar o lema do carimbo aposto em várias das obras desta série: "L’Imagination est notre liberté" (A imaginação é a nossa liberdade).Com uma linguagem pop e um espírito libertário consonante com a própria época, Costa Pinheiro procurou realizar, através da arte, projetos políticos carregados de responsabilidade social.
Pistoletto, Michelangelo
Muretto di Stracci, 1967- Pequeno muro de trapos, 1967
- Tijolo, tecido
- 120 x 182.5 x 23.5 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 1999
- "Muretto di stracci" [Pequeno muro de trapos], uma das várias versões que partilham o título, é composto por tijolos que foram individualmente envoltos em tecido colorido e empilhados de modo a formar um muro autossustentado. Mas em vez de bloquear o acesso e de impedir o movimento, o muro de Pistoletto é conceptualmente dissolvido pelo gesto de revestir os tijolos com tecido e esteticamente transformado numa coisa bela. "Muretto di stracci" assemelha-se a um conjunto de outras obras de Pistoletto datadas do mesmo período que foram consideradas fundamentais para o aparecimento da arte povera, movimento de que o artista foi figura de proa. A obra de Pistoletto como um todo procura colocar a arte em direta interação com todas as áreas da atividade humana que formam a sociedade. Em 1994, Pistoletto iniciou o "Progetto Arte" [Projeto Arte], com o qual - através de um manifesto programático, encontros públicos, mostras e exposições que envolveram artistas de diferentes disciplinas e representantes de largos setores da sociedade - colocou a arte no centro de uma transformação socialmente responsável. 1998 foi o ano da criação em Biella da Cittadellarte - Fondazione Pistoletto, um centro e "laboratório" que apoia e investiga recursos criativos e produz ideias e possibilidades inovadoras. Aqui, os objetivos definidos no "Manifesto Progetto Arte" continuam a ser perseguidos e concretizados através de vários projetos.
Polke, Sigmar
Sigmar Polke (Oels, Alemanha, 1941 - Colónia, Alemanha, 2010)Sem título, 1968- Guache sobre papel
- 29 x 22.5 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 1998
- Sigmar Polke é considerado um dos mais importantes pintores alemães do pós-guerra. Numa estratégia claramente devedora da arte pop, no seu trabalho inicial Polke transpõe para a pintura, frequentemente associada a meios mecânicos de impressão, a imagética dos meios de comunicação social, ironizando com as noções de mau gosto e de gosto decorativo. Na década de 1960, o desenho assume também um papel destacado na sua obra. Os desenhos, igualmente iconoclastas e de idêntica iconografia, são feitos sobre vulgar papel de rascunho, muitas vezes pautado, que pode ser considerado pouco nobre ou desadequado para fins artísticos. A forma de desenhar é premeditadamente desajeitada, pueril, num ataque à retórica pública, à alta cultura, ao bom gosto.
Sigmar Polke (Oels, Alemanha, 1941 - Colónia, Alemanha, 2010)Sem título, 1968- Guache sobre papel pautado
- 21 x 15 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 1998
- Sigmar Polke é considerado um dos mais importantes pintores alemães do pós-guerra. Numa estratégia claramente devedora da arte pop, no seu trabalho inicial Polke transpõe para a pintura, frequentemente associada a meios mecânicos de impressão, a imagética dos meios de comunicação social, ironizando com as noções de mau gosto e de gosto decorativo. Na década de 1960, o desenho assume também um papel destacado na sua obra. Os desenhos, igualmente iconoclastas e de idêntica iconografia, são feitos sobre vulgar papel de rascunho, muitas vezes pautado, que pode ser considerado pouco nobre ou desadequado para fins artísticos. A forma de desenhar é premeditadamente desajeitada, pueril, num ataque à retórica pública, à alta cultura, ao bom gosto.
Sigmar Polke (Oels, Alemanha, 1941 - Colónia, Alemanha, 2010)Für Bild, an der Seite Totenkopfstoff, 1968- Para imagem, ao lado tecido com caveiras, 1968
- Lápis, tinta-da-china, guache sobre papel quadriculado
- 21 x 14.5 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 1998
- Sigmar Polke é considerado um dos mais importantes pintores alemães do pós-guerra. Numa estratégia claramente devedora da arte pop, no seu trabalho inicial Polke transpõe para a pintura, frequentemente associada a meios mecânicos de impressão, a imagética dos meios de comunicação social, ironizando com as noções de mau gosto e de gosto decorativo. Na década de 1960, o desenho assume também um papel destacado na sua obra. Os desenhos, igualmente iconoclastas e de idêntica iconografia, são feitos sobre vulgar papel de rascunho, muitas vezes pautado, que pode ser considerado pouco nobre ou desadequado para fins artísticos. A forma de desenhar é premeditadamente desajeitada, pueril, num ataque à retórica pública, à alta cultura, ao bom gosto.
Pomar, Vítor
Vítor Pomar (Lisboa, Portugal, 1949)Sem título, 1970- Fotografia p/b
- 140 x 200 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2001
- Esta obra integra-se nas vastas séries fotográficas a preto e branco que Vítor Pomar desenvolveu a partir de 1970. Documentando a vida quotidiana de forma quase diarística, o artista elabora um conjunto de imagens onde os pormenores da realidade são despojados de conteúdo semântico ou vocação narrativa para assumir uma densidade escultórica ou reciprocidade conceptual através de uma montagem associativa aparentemente aleatória.A recusa de uma narrativa linear revela o caráter espiritualista que marca toda a obra de Vítor Pomar, sempre pautada pelo experimentalismo na sua abordagem das mais variadas disciplinas, sejam estas o desenho, a pintura e a escultura ou a fotografia, o vídeo e o filme.
Vítor Pomar (Lisboa, Portugal, 1949)Sem título, 1972- Fotografia p/b (3 elementos)
- 136.5 x 105 cm (cada)
- Col. Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, em depósito na Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Depósito em 2003
- Esta obra integra-se nas vastas séries fotográficas a preto e branco que Vítor Pomar desenvolveu a partir de 1970. Documentando a vida quotidiana de forma quase diarística, o artista elabora um conjunto de imagens onde os pormenores da realidade são despojados de conteúdo semântico ou vocação narrativa para assumir uma densidade escultórica ou reciprocidade conceptual através de uma montagem associativa aparentemente aleatória.A recusa de uma narrativa linear revela o caráter espiritualista que marca toda a obra de Vítor Pomar, sempre pautada pelo experimentalismo na sua abordagem das mais variadas disciplinas, sejam estas o desenho, a pintura e a escultura ou a fotografia, o vídeo e o filme.
Vítor Pomar (Lisboa, Portugal, 1949)Sem título, 1973- Fotografia p/b (8 elementos)
- 58.5 x 169.5 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2001
- Esta obra integra-se nas vastas séries fotográficas a preto e branco que Vítor Pomar desenvolveu a partir de 1970. Documentando a vida quotidiana de forma quase diarística, o artista elabora um conjunto de imagens onde os pormenores da realidade são despojados de conteúdo semântico ou vocação narrativa para assumir uma densidade escultórica ou reciprocidade conceptual através de uma montagem associativa aparentemente aleatória.A recusa de uma narrativa linear revela o caráter espiritualista que marca toda a obra de Vítor Pomar, sempre pautada pelo experimentalismo na sua abordagem das mais variadas disciplinas, sejam estas o desenho, a pintura e a escultura ou a fotografia, o vídeo e o filme.
Posenenske, Charlotte
Charlotte Posenenske (Wiesbaden, Alemanha, 1930 - Frankfurt, Alemanha, 1985)Prototype Series B Relief, 1967- Protótipo Série B Relevo, 1967
- Alumínio côncavo, pintado de azul (2 elementos)
- 100 x 50 x 14 cm (cada)
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2013
- "Prototype Series B Relief" [Protótipo Série B Relevo] consiste em dois elementos modulares azuis que podem ser instalados em diversas posições e possibilitam uma interação com a arquitetura envolvente e com o próprio espectador. A partir de 1966, e depois de um longo período em que se dedicou sobretudo ao desenho, Charlotte Posenenske concebeu diversos protótipos de esculturas, destinados a serem reproduzidos em edições ilimitadas.As esculturas têm o aspeto de produção em massa, devido ao uso de materiais industriais, cores primárias e modularidade. No entanto, possuem várias características que as distanciam tanto dos objetos produzidos em massa como do formalismo minimalista. Por exemplo, a artista não predetermina como é que os vários elementos das suas esculturas podem ser combinados entre si, deixando essa decisão a outros (curadores, colecionadores, público) e promovendo assim uma arte construtiva e participativa.Através da sua obra, Posenenske procurou perceber como é que a arte pode ter um maior impacto social e político, introduzindo nas suas obras processos de feitura cooperantes e democráticos e atribuindo à arte a mesma lógica de produção e consumo massificados que é aplicada aos objetos quotidianos e utilitários. As suas investigações acabaram por conduzi-la, em 1968, ao abandono da atividade artística para se dedicar à sociologia, área em que trabalhou até à sua morte, em 1985.
Charlotte Posenenske (Wiesbaden, Alemanha, 1930 - Frankfurt, Alemanha, 1985)Series C Relief, 1967 - 2010- Série C Relevo, 1967 - 2010
- Alumínio convexo, tinta amarela mate (4 elementos). Edição ilimitada
- 40 x 125.1 x 40 cm (cada)
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2013
- "Series C Relief" [Série C Relevo] consiste em quatro elementos convexos em alumínio dobrado e pintado de amarelo, e presta-se a várias combinações. A obra pode ser instalada na vertical ou na horizontal, em espaços interiores ou exteriores. Ao contrário da escultura mais convencional, cuja forma é prescrita pelo artista, o sistema modular de Posenenske permite que os seus objetos sejam apresentados de formas múltiplas. A partir de 1966 e depois de um longo período dedicado sobretudo ao desenho, a artista começou a desenvolver protótipos de obras para serem reproduzidas em edição ilimitada, como é o caso desta, produzida após a sua morte através de Estate of the Charlotte Posenenske, que se ocupa do legado da artista. As esculturas de Posenenske têm o aspeto de produção em massa, devido ao uso de materiais industriais, cores primárias e modularidade. No entanto, possuem várias características que as distanciam tanto dos objetos produzidos em massa como do formalismo minimalista. Por exemplo, a artista não predetermina como é que os vários elementos das suas esculturas podem ser combinados entre si, deixando essa decisão a outros (curadores, colecionadores, público) e promovendo assim uma arte construtiva e participativa.Através da sua obra, Posenenske procurou perceber como é que a arte pode ter um maior impacto social e político, introduzindo nas suas obras processos de feitura cooperantes e democráticos e atribuindo à arte a mesma lógica de produção e consumo massificados que é aplicada aos objetos quotidianos e utilitários. As suas investigações acabaram por conduzi-la, em 1968, ao abandono da atividade artística para se dedicar à sociologia, área em que trabalhou até à sua morte, em 1985.
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