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Oldenburg, Claes
Study for Feasible Monument to Be Scattered in a City Park: Fragments of Nightstick Contact, Second Version, 1971- Estudo para monumento exequível, a ser espalhado num jardim urbano: Fragmentos de contacto com bastão, segunda versão, 1971
- Gesso, madeira (3 elementos)
- 7.6 x 38 x 38 cm (cada)
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Doação Banco Privado Português S.A. em 2000
- "Study for a Feasible Monument? "[Estudo para monumento exequível?] é um dos vários projetos de Claes Oldenburg para grandes esculturas a instalar em espaços exteriores, muitas vezes não realizados. Consiste em três caixas de madeira que se propõem reinterpretar uma das mais antigas e reconhecíveis convenções artísticas, o monumento. A obra representa pedaços de roupa amarrotada, sobre os quais pousam os fragmentos de um bastão de polícia e parece um comentário irónico e humorado que Oldenburg, um dos mais importantes artistas da arte pop, realiza ao problema sociopolítico dos sem-abrigo nas grandes cidades. A ação de conferir grandeza e monumentalidade a gestos banais e objetos do quotidiano é uma atitude provocadora que destrói a imponência associada à ideia de monumento, quer devido à pequena escala destas maquetas, quer pela associação visual do bastão fragmentado a uma coluna em ruínas deitada por terra.
Plantoir, 2001- Colher de jardineiro, 2001
- Aço inoxidável, alumínio, fibra de vidro, esmalte acrílico de poliuretano. Ed. 2/3
- 729 x 135 x 145 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Obra adquirida com fundos doados por João Rendeiro, Fundos Comunitários e Fundação de Serralves em 2002
- Claes Oldenburg (Estocolmo, Suécia, 1929), que vive nos Estados Unidos desde 1936, e Coosje van Bruggen (Groningen, Países Baixos, 1942 - Los Angeles, EUA, 2009) fixaram-se em Nova Iorque em 1978. De 1976 em diante, trabalharam em estreita colaboração na criação de esculturas urbanas em grande escala. "Plantoir" [Colher de jardineiro] é característica das esculturas para espaços públicos desenvolvida por esta equipa de artistas desde 1976: esculturas gigantes e coloridas, cuja forma os artistas vão buscar aos mais vulgares objetos do quotidiano, instaladas em espaços públicos, em articulação ou contraste com o seu contexto. Procurando uma forma especificamente destinada a um jardim, os artistas foram desenvolvendo a ideia da pá até à sua configuração final, que a apresenta como uma "lâmina" curva, ondulada por fora e lisa por dentro, com a ponta parcialmente enterrada no solo, o que confere a toda a escultura uma força direcional para o chão, como se ele estivesse de facto a ser cavado pelo objeto. Retirado do seu contexto original e através da grande alteração de escala, este objeto familiar adquire um caráter insólito. O local escolhido para instalar a obra permite que ela seja observada de três perspetivas diferentes: do carreiro que rodeia o edifício do Museu, da Casa de Serralves e da rua, no exterior. "Plantoir" foi instalada no Parque da Fundação Serralves para a exposição "Pelo Passeio dos Liquidâmbares: Escultura no Parque" no âmbito do programa Porto 2001: Capital Europeia da Cultura.
Olowska, Paulina
Fryzjer, 2013- Cabeleireiro, 2013
- Cerâmica vidrada
- 35 x 27 x 23 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2013
- Paulina Olowska trabalha com uma grande variedade de meios, que vão da pintura à performance, passando pela música e pelos têxteis. Fryzjer [Cabeleireiro] exemplifica bem o interesse da artista pelas artes decorativas e pelas técnicas artesanais. Produzida numa olaria local, a escultura de cerâmica reproduz o edifício de um cabeleireiro situado nas redondezas da casa da artista em Cracóvia, como homenagem a formas de arquitetura simples e vernácula e técnicas tradicionais polacas em extinção. O trabalho é parte de uma série de casas de cerâmica, todas produzidas na mesma olaria, reproduzindo diferentes formas rudimentares arquitetónicas. A obra de Olowska mergulha no arquivo cultural da Polónia dos últimos cem anos de arte, arquitetura, design, artes decorativas e publicidade, cruzando histórias pessoais (nomeadamente, a sua atitude feminista perante a vida e a arte) e os fantasmas do modernismo para perguntar: "O que terá acontecido às utopias do século passado, à crença no progresso?"
Niebieski Ptak (Jan Dorman wg M. Meaterlincka 1963), 2013- O pássaro azul (Jan Dorman segundo M. Meaterlinck 1963), 2013
- Guache sobre tela
- 200 x 280 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2013
- "Niebieski Ptak (Jan Dorman wg M. Meaterlincka 1963)" [O pássaro azul (Jan Dorman segundo M. Meaterlinck 1963)] baseia-se numa imagem da encenação da peça de teatro epónima de Maurice Maeterlinck (1862-1949). "L’Oiseau bleu" [O pássaro azul] é um texto de 1908 do autor e prémio Nobel belga, que foi várias vezes tema de filmes e séries televisivas, incluindo a encenação dirigida por Jan Dorman, fundador e diretor de um teatro para crianças na Polónia. Sendo uma peça sobre a felicidade, em que duas crianças procuram a alegria espiritual, "L’Oiseau bleu" interroga-se se a felicidade deve ser baseada em bens e luxos materiais ou em coisas simples e etéreas. A pintura demonstra o interesse de Paulina Olowska, tanto pelas utopias sociais como pelo teatro, particularmente pela cenografia. Olowska trabalha com uma grande variedade de meios, que vão da pintura à performance, passando pela música e pelos têxteis. O seu trabalho explora o fascínio da Polónia comunista pela cultura consumista ocidental. As suas pinturas, desenhos e colagens replicam iconografia oriunda da cultura popular norte-americana e da Europa de Leste, criando cruzamentos inesperados e associações disruptivas - a artista sublinha, por exemplo, a forma como as mulheres polacas, mesmo a viver sob o jugo de um regime comunista, sempre encontraram soluções para adaptar as modas que cobiçavam em revistas norte-americanas. Paulina Olowska mergulha no arquivo gigantesco dos últimos 100 anos de arte, arquitetura, design, artes decorativas e publicidade para produzir um trabalho que reflete uma imagem singular dessa iconografia, cruzando histórias pessoais (nomeadamente, a sua atitude feminista perante a vida e a arte) e os fantasmas do modernismo para perguntar: "O que terá acontecido às utopias do século passado, à crença no progresso?"
Onofre, João
João Onofre (Lisboa, Portugal, 1976)Box sized DIE Featuring (band to be announced), 2007- Box sized Die featuring (band to be announced), 2007
- Ferro, material de isolamento acústico, performance de banda Death Metal. Ed. 1/3 + 1 P.A.
- 183 x 183 x 366 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2010
- Questões como a irreversibilidade, a resistência e o comportamento físico dos materiais ou a análise de sistemas fechados onde entropia e degradação se acumulam, são centrais no percurso de João Onofre."Em Box Sized DIE Featuring (band to be announced)", Onofre explora e testa estes temas utilizando um cubo em ferro preto como suporte ou dispositivo performativo. O cubo reproduz a escultura minimalista do artista norte-americano Tony Smith (1912-1980), "Die", concebida em 1962 e produzida em 1968. A obra consiste num cubo de ferro, forrado no interior com espuma acústica onde, pelo menos duas vezes durante o período de exposição, atua uma banda de "death metal". A duração da performance é determinada pela capacidade de resistência da banda: o cubo é fechado e o oxigénio disponível no interior é limitado. No exterior, o som que nos chega é reduzido, indício de uma vida interior e a vibração sentida durante a performance solicita o toque e o contacto físico com o objeto para assegurar um contacto mais direto com o interior.
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