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Nauman, Bruce
Wall-Floor Positions, 1968- Posições parede-chão, 1968
- Video, p/b, som, 4:3, PAL, 60'
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2011
- Considerado um dos artistas mais influentes da geração norte-americana do pós-minimalismo, Bruce Nauman foi pioneiro no uso do vídeo na segunda metade dos anos 1960 e nos anos 1970. Os seus filmes, esculturas, instalações e performances examinam questões inerentes à condição humana, como a vida e a morte, o tempo, o absurdo, a crueldade, a espiritualidade, a política, a violência e o sexo. Os gestos e a linguagem são suportes importantes para explorar os significados das coisas e dos comportamentos. Retomando uma performance pública que o artista apresentara três anos antes, "Wall-Floor Positions" [Posições parede-solo] faz parte das suas primeiras experiências em vídeo, pouco depois de em filme ter realizado as suas famosas "Studio Pieces" [Peças de estúdio]. Em ambos os casos, Nauman executa séries repetitivas de movimentos no espaço do seu ateliê, no caso das "Studio Pieces" caminhar ou bater uma bola contra o chão e as paredes. Em "Wall-Floor Positions", o artista estica e encolhe os braços, pernas e tronco de encontro à parede e ao chão, procurando posições sempre diferentes para testar os limites do seu próprio corpo na apropriação do espaço confinado a que está reduzido.Por oposição aos filmes anteriores, o suporte em vídeo permitiu a Nauman trabalhar a dilatação temporal das suas ações, criando a ideia de um contínuo perpétuo sem início nem fim. Este vídeo ilustra de forma exemplar a influência que sobre o artista exerceram a música e a dança experimentais da época (nomeadamente as de John Cage e de Merce Cunningham), atentas às sonoridades e aos movimentos do quotidiano. Este vídeo relaciona-se também com as esculturas que, no mesmo período, o artista elaborou a partir de moldes do seu próprio corpo.Membro da primeira geração de artistas norte-americanos que utilizaram o vídeo como ferramenta integrada na performance, Bruce Nauman desenvolveu uma prática artística multiforme, composta numa diversidade de suportes e meios e abordando diferentes temáticas, entre as quais se destacam questões relacionadas com a tradição da escultura, o uso do corpo enquanto matéria ou as complexas relações sígnicas entre imagem e linguagem, obra e espectador.
Walking in an Exaggerated Manner Around the Perimeter of a Square, 1967 - 1968- Andando de um modo exagerado em torno do perímetro de um quadrado, 1967 - 1968
- Filme de 16mm transcrito para vídeo, p/b, sem som, 4:3, PAL, 10'31"
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 1999
- Concebendo o ateliê como um espaço simultâneo de processo criativo e apresentação da obra, este vídeo faz parte de uma série de performances realizadas por Bruce Nauman nos anos 1970 e 80, onde se filmava a si mesmo no seu ateliê realizando ações predeterminadas. A denominação da obra define a ação de Nauman, um movimento artificial, circular e repetitivo, que segue as linhas de um quadrado traçadas no chão, apenas interrompido nos momentos em que o corpo do artista sai do enquadramento da câmara.Membro da primeira geração de artistas norte-americanos que utilizaram o vídeo como ferramenta integrada na performance, Bruce Nauman desenvolveu uma prática artística multiforme, composta numa diversidade de suportes e meios e abordando diferentes temáticas, entre as quais se destacam questões relacionadas com a tradição da escultura, o uso do corpo enquanto matéria ou as complexas relações sígnicas entre imagem e linguagem, obra e espectador.
Nery, Eduardo
Eduardo Nery (Figueira da Foz, Portugal, 1938 - Lisboa, Portugal, 2013)Estrutura Ambígua II, 1969- Vinil sobre aglomerado
- 150 x 200 cm
- Col. Secretaria de Estado da Cultura, em depósito na Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Depósito em 1990
- Quer no domínio da pintura como no do mural integrado na arquitetura, a obra de Eduardo Nery sofreu uma influência determinante das linguagens geométrica, abstrata e da Op Art, percetível em"Estrutura Ambígua II", onde a interação ótica entre bidimensionalidade e tridimensionalidade é projetada através de vários cubos e volumes geométricos organizados sobre malhas modulares e cinéticas. Partindo de investigações sistemáticas sobre a arte visual geométrica, a obra de Eduardo Nery desenvolveu-se numa multiplicidade de suportes - desenho, colagem, gravura, tapeçaria, vitral, fotografia, mosaico e azulejaria -, sendo um dos artistas portugueses com maior intervenção ao nível de arte pública. O seu percurso inicial seria marcado por obras de caráter abstrato, seguindo posteriormente uma via gestualista, para aderir depois a um vocabulário ligado à Op Art, corrente de que foi um dos introdutores em Portugal.
Nogueira, Lucia
Lucia Nogueira (Goiania, Brasil, 1950 - Londres, Reino Unido, 1998)Sem título, 1995- Aguarela e lápis sobre papel
- 28 x 38 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2008
- Nos desenhos de Lucia Nogueira surgem muitas vezes formas banais, familiares, numa exploração do quotidiano que destaca o seu caráter vulnerável e delicado. Neste desenho, a repetição dos objetos, cujo protagonismo nos leva a encará-los quase como personagens, sugere o processo de amadurecimento e putrefação da fruta.Lucia Nogueira é uma das mais singulares artistas brasileiras dos anos 1990. Radicada em Londres, a artista trabalhou principalmente com objetos que encontrava nas ruas daquela cidade, transformando a arte numa reciclagem poética do descartado e do esquecido.
Nordman, Maria
For a New City (Serralves Museum & a Working Farm), 2000 - 2001- Para uma cidade nova (Museu de Serralves e uma quinta agrícola), 2000 - 2001
- Árvores (Ginkgo biloba e Cupressus sempervirens), ardósia, metal, água, relva
- Altura variável x 260 x 180 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2001
- A obra de Maria Nordman (Görlitz, Alemanha, 1943) envolve a participação de outros no espaço público. Por esse motivo o conceito de site-specific não é suficiente para definir a sua obra. É, antes, a noção do tempo que constitui uma referência obrigatória na construção de um conceito mais vasto, ao qual a artista chama time-specific. A localização de "For a New City (Serralves Museum & A Working Farm)" [Para uma cidade nova (Museu de Serralves e uma quinta agrícola)] foi escolhida em diálogo com pessoas envolvidas na vida quotidiana da instituição, com pessoas de diferentes gerações que vivem no Porto e com as características do próprio espaço. Nas palavras da artista, os agentes da escultura são ainda "o sol, a lua, a chuva, a relva, as pessoas, as árvores Ginkgo biloba e Cupressus sempervirens, um tanque para aves e seres humanos e a ardósia." A obra consiste numa mesa com uma fonte, quatro bancos de ardósia e noventa e quarto árvores formando duas passagens contínuas, sendo os intervalos entre as árvores suficientemente largos para uma pessoa passar entre elas. Às mudanças resultantes das condições climáticas e das variações ao longo do dia, imediatamente percecionadas por alguém que se encontre no interior da peça, sobrepõem-se as mudanças ocorridas em consequência do crescimento das árvores, que terão lugar ao longo de um período de tempo muito mais alongado e, de forma natural e sistemática, irão redesenhar o perfil e a estrutura da escultura. Essa noção de mudança reflete-se no facto de artista datar a obra como "em curso". "For a New City (Serralves Museum & A Working Farm)" foi especificamente concebida para o Parque Serralves no âmbito do programa Porto 2001: Capital Europeia da Cultura.
Nozolino, Paulo
Fim (Série "Macau"), 1999- Gelatina sais de prata montada em alumínio (13 elementos)
- 75 x 115 cm (cada)
- Col. Peter Meeker, em depósito na Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Depósito em 2003
- O conjunto de fotografias "Fim (série ‘Macau’)" resulta de um convite a Paulo Nozolino por parte da Fundação Oriente para fixar a memória de Macau, um território que era à época a última colónia europeia na Ásia, antes da transição da sua administração de Portugal para a China em 1999. Mais do que documentar situações e lugares (que permanecem sempre indefinidos), as fotografias a preto e branco de Nozolino são uma tentativa de cartografar a condição humana, olhando ambientes de trabalho, interiores vividos e figuras humanas em contextos urbanos.As séries fotográficas de Nozolino resultam, quase sempre, das suas longas viagens, em que dirige a atenção para geografias que são vistas como "diferentes" pelo seu olhar europeu e ocidental. Convicto de que os acontecimentos históricos moldam as nossas imagens do mundo, o artista interessa-se sobretudo por regiões que foram palco de conflitos recentes e procura entender como regressam os seus habitantes à normalidade do quotidiano. Nozolino usa, exclusivamente, película analógica, deixando passar vários meses entre a captação das imagens e a sua revelação em laboratório, de forma a introduzir um efeito de distanciamento em relação ao que viu e viveu. O processo de revelação é trabalhado de modo a dotar as suas fotografias do grão que lhe é característico e a criar as expressivas e intensas zonas de penumbra (título de um dos seus livros mais aclamados) que obliteram a luz num meio (a fotografia) que dela depende para existir.
Obs. 3, 2008 - 2009- Gelatina sais de prata montada em alumínio (díptico). Ed. 2/3
- 120 x 80 cm (cada)
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2012
- Paulo Nozolino é um dos mais importantes fotógrafos portugueses da sua geração. A sua obra, apesar de partilhar características que associamos à fotorreportagem, nunca se deixar encerrar no fascínio pelo exótico e pelo distante, por qualquer pretenso valor documental ou por assunções moralistas e de panfletária denúncia política. Ainda que partam de viagens a locais como a Bósnia, ou o mundo árabe, registem locais que pertencem à nossa memória coletiva, e deem a ver cenários de guerra, ou sítios onde sobrevivem minorias étnicas, as suas fotografias nunca pretendem informar, mostrar de forma clara. Basta pensar no uso singular do preto e branco e do grão de Nozolino para perceber como o seu projeto estético e ético se alicerça na capacidade do espectador para colmatar lacunas, mais do que na retórica da transparência da imagem. As suas fotografias, mesmo quando aparentemente se afastam da guerra, da História, apresentando cenas de intimidade, mostram ainda assim marcas de declínio e de destruição, ou a inevitabilidade da entropia, da morte.
Obs. 6, 2008 - 2009- Gelatina sais de prata montada em alumínio (díptico). Ed. 1/3
- 120 x 80 cm (cada)
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2012
- Paulo Nozolino é um dos mais importantes fotógrafos portugueses da sua geração. A sua obra, apesar de partilhar características que associamos à fotorreportagem, nunca se deixar encerrar no fascínio pelo exótico e pelo distante, por qualquer pretenso valor documental ou por assunções moralistas e de panfletária denúncia política. Ainda que partam de viagens a locais como a Bósnia, ou o mundo árabe, registem locais que pertencem à nossa memória coletiva, e deem a ver cenários de guerra, ou sítios onde sobrevivem minorias étnicas, as suas fotografias nunca pretendem informar, mostrar de forma clara. Basta pensar no uso singular do preto e branco e do grão de Nozolino para perceber como o seu projeto estético e ético se alicerça na capacidade do espectador para colmatar lacunas, mais do que na retórica da transparência da imagem. As suas fotografias, mesmo quando aparentemente se afastam da guerra, da História, apresentando cenas de intimidade, mostram ainda assim marcas de declínio e de destruição, ou a inevitabilidade da entropia, da morte.
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