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Iglesias, Cristina
Sin título (Pasaje I), 2002- Sem título (Passagem I), 2002
- Ráfia (15 elementos)
- Dimensões variáveis
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2009
- Cristina Iglesias tem-se destacado por uma obra que transforma a noção de objeto escultórico para um contexto de espaço quase sempre ativado pelo espectador. "Sin título (Pasage I)" [Sem título (Passagem I)], como indica a referência entre parêntesis, convoca uma passagem de um ponto para outro. A obra é composta por um conjunto de tapetes de ráfia, suspensos do teto, nos quais se encontra "tecido" um excerto do romance gótico "Vathek" (1786), de William Beckford. Segundo a descrição da própria artista: "Encontramo-nos simultaneamente por cima e por baixo da obra. Olhando para cima, a cobertura é simultaneamente transparente e densa de palavras, apresentando uma visão que em nada se relaciona com a escultura". Para a artista, mais do que um simples objeto escultórico, esta peça é mais um espaço para a imaginação.
Ivekovic, Sanja
Instructions #1, 1976- Instruções #1, 1976
- Vídeo, p/b, sem som, 4:3, PAL, 6'03''
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2010
- Reduzida ao papel de manequim, em "Instructions #1" Sanja Ivekovic desenha linhas de tinta preta sobre o seu rosto e pescoço, transformando-os num manual de instruções para a aplicação de um produto de cosmética que, após massagem, deixa o rosto da artista totalmente negro. Este gesto de apropriação dos sistemas de marketing publicitário reforça a sua crítica às noções convencionais de beleza e à representação da mulher como um produto da sociedade de consumo.O trabalho de Sanja Ivekovic centra-se em temas como a construção identitária, as questões de género, a sociedade de consumo ou os mecanismos da memória coletiva. Sob uma visão crítica, feminista e política, a artista explora disciplinas como o vídeo, a fotografia ou a performance, associadas à atitude dissidente e contestatária da geração conhecida como "Nova Prática Artística" que, na Jugoslávia do pós-1968, se opôs à chamada arte oficial e à iconografia socialista.
Novi Zagreb (Ljudi iza prozora), 1979- Nova Zagreb (Pessoas por trás das janelas), 1979
- Fotografia pintada à mão e fotografada posteriormente. Ed. 2/4 + 2 P.A.
- 105 x 144.5 cm
- Col. Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2010
- Em "Novi Zagreb (Ljudi iza prozora)" [Nova Zagreb (Pessoas por trás das janelas)], Sanja Ivekovic mostra-nos a limusina usada pelo Presidente Tito durante uma visita a Zagreb em 1979. A artista fez uma intervenção na fotografia de jornal oficial que ilustrou a visita, ampliando-a e colorindo as varandas do prédio por trás do carro, onde, contra as instruções da segurança presidencial, se podem ver moradores de pé. De uma forma muito simples, Ivekovic aponta para o caráter repressor do governo socialista que dominou o país durante 47 anos.Sanja Ivekovic, artista ativa desde inícios da década de 1970, pertence a uma geração conhecida como "Nova umjetnicka praksa" [Nova Prática Artística] que, na Jugoslávia do pós-1968, se libertou da influência do Estado, sobretudo da iconografia socialista, abrindo-se a novas disciplinas - performance, vídeo, fotografia - e dedicando-se a temas diretamente relacionados com a sociedade. A sua obra politicamente comprometida aborda temas como o género, a identidade e a memória. São muito conhecidos os vídeos e fotomontagens em que a artista denuncia os mecanismos de construção de identidade veiculados pelos meios de comunicação, nomeadamente os ideais de beleza promovidos pelas revistas femininas. O trabalho de Sonja Ivekovic da década de 1970 contribuiu decisivamente para um despertar da consciência sobre o sexismo da crescente indústria publicitária. A relação entre género, poder, repressão governamental e dissidência política no contexto da Jugoslávia socialista é outra das questões centrais que a ocupam.Nos seus trabalhos mais recentes, marcados pela queda do Muro de Berlim em 1989 e pela desintegração da Jugoslávia durante os anos 1990, Ivekovic expande os seus interesses para incluir a construção da memória coletiva e o encobrimento de eventos históricos.
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